Fato raro na atualidade, a F-1 vive um período de três semanas sem corridas e se prepara para um período de férias que vai durar desde o próximo GP da Bélgica, dia 27, em Spa-Francorchamps (foto de abertura), até o GP da Hungria, confirmado para o domingo 3 de agosto em Hungaroring. Diante dessa incomum pausa no calendário a imprensa especializada europeia não deixa de explorar as possíveis mudanças de endereço por parte de pilotos, técnicos e executivos de alto escalão, além de especulações sobre as bases de um novo motor a ser adotado a partir de 2030.

No quesito pilotos seguem as conjecturas sobre a ida de Max Verstappen para a Mercedes, possibilidade há muito desejada por Toto Wolff. Num passado não muito distante o austríaco – que detém 33,3% da equipe alemã e é o único chefe equipe com participação acionária em uma operação de F-1 -, declarou que não repetiria o erro de não ter contratado o piloto holandês quando teve a oportunidade e rejeitou. Atualmente Wolff aposta no jovem italiano Kimi Antonelli e protela a renovação do contrato com George Russell, acordo que expira em dezembro.

A combinação dessas informações reforça a tese de que Wolff e Verstappen estão realmente conversando. A possibilidade era mais forte enquanto Christian Horner ainda era o presidente da Red Bull, cargo do qual ele foi removido há uma semana. É fato consumado que o clã Verstappen e Horner viviam um relacionamento autodestrutivo, onde o pai do piloto não poupava críticas à permanência do inglês no comando da equipe dos energéticos.

Resta saber quanto os métodos de trabalho de Laurent Mekies serão palatáveis aos holandeses. O francês Mekies assumiu o posto de Horner e já indicou ser praticante de um estilo de comunicação mais tranquilo do que seu antecessor.

No outro lado do Atlântico Norte os nomes Cadillac e Sérgio Pérez voltaram a aparecer juntos em notas sobre quem serão os pilotos do time norte-americano que estreará na F-1 em 2026. Pérez tem a experiência necessária para moldar os métodos de trabalho de um projeto inédito e sua presença é um forte apelo aos torcedores das Américas Latina e do Norte, dois detalhes que contribuem significativamente nesse empreendimento.

O brasileiro Felipe Drugovich, que corre pela Cadillac nas provas da IMSA,é um nome lembrado nesse projeto.

O regulamento técnico da F-1 para 2026 pede carros ligeiramente menores e uma unidade de potência que combina motores de combustão interna e elétrico com índices iguais de potência. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, articula para a adoção de motores híbridos com maior índice de padronização e sistemas mais viáveis para serem implantados em automóveis de rua. Ele também sugere a volta de motores V-10 ou V-8, este último um símbolo da cultura automobilística estadunidense. Essa busca esbarra no custo de inerentes investimentos de alto valor após um período relativamente novo desde a mudança de 2026.
WG
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