Depois de vários dias com o tal do “gatilho”, impedindo-me de escrever’ — daí a ausência da coluna nas duas úlimas semanas — dei “um tiro” nas dores e consegui fazer a minha coluna desta semana. E, como é carnaval, lembrei-me dos meus carnavais, desde a infância, em Ponte Nova, MG, no salão de festas da Usina Santa Helena, do falecido Instituto do Açúcar e do Álcool, onde meus pais trabalhavam.
Lembro-me daqueles carnavais, quando crianças e adultos se misturavam pelo salão, cantando “você pensa que cachaça é água/cachaça não é água não/cachaça vem do alambique e água vem do ribeirão”. A festa acabava às 9 da noite.
Depois, a família mudou para o Rio de Janeiro e ai a coisa era profissional, com aqueles intermináveis desfiles na avenida Presidente Vargas, antes do Sambódromo na Marquês de Sapucaí, que veio em 1978. Eu também fui ao Sambódromo, no Camarote da Brahma, onde cruzei com a Gisele Bündchen e outros famosos.
E foram muitos carnavais, desde aqueles no ginásio do Santos FC, então glorioso alvinegro da Vila Belmiro e não a tragédia de time atual, mal dirigido. Além do ginásio, também sai?a no Bloco Bola Alvinegra, ao lado do ponta direita Dorval (meu maior ídolo no time), Coutinho e outros craques da época. Pelé não participava para não causar tumulto, E lá ia eu cantando “O Bola nasceu no Santos numa noite de alegria/ a turma é do barulho do amor e da arrelia……”
Mas nem tudo foram flores no meu carnaval. Passei alguns muito estranhos, como em Barcelona, enganado por um guia que garantia ser um carnaval como no Brasil. Duvidei, mas, como era noite de folga (estava lá em 1994 para lançamento do Corsa), fui. E lá estava o carnaval “igual ao nosso”. um salão à meia-luz, com um conjunto, até que não era mal, tocando boleros e algum samba-canção. E em Lisboa, em outra ocasião, a situação não era diferente.
Na Alemanha
Talvez o carnaval mais divertido, fora do Brasil, foi na Alemanha (foto de abetura). Eu estivera no Salão de Frankfurt e fiz contato com a Patrícia, com quem trabalhara na GM aqui no Brasil. Ela, com o marido Wlamir, moravam em uma cidadezinha, Königstein, em 1998 e fui passar o fim de semana com eles. A cidade é uma graça, município na Saxônia, fica próximo à fronteira tcheca e a 45 minutos de Dresden.
Perguntando se havia carnaval por lá, o Wlamir sorriu e disse com muita convicção: tem sim, amanhã nós iremos até Mainz. E fomos, sendo os primeiros chegar. Ele havia reservado mesa. Não Havia nenhum indício de que ali haveria algo parecido com carnaval.
— É que as pessoas ainda não chegaram!, sorriu matreiramente o Wlamir. Mas logo começa!, acrescentou.
E as pessoas começaram a chegar. Todo mundo fantasiado, com seus chapéus, máscaras e outros apetrechos carnavalescos. Era assim que comemoravam o carnaval naquela região: jantavam animadamente, e iam de volta para casa. Achei mais animado que em Barcelona e Portugal.
Mas não façam mau juízo do carnaval alemão. Tenho uma querida amiga, a Lily, que foi com o marido, executivo do setor automobilístico, para Cölônia e lá encontrou nada mais, nada menoz que três escolas de samba.
— Chico, eu saia nas três. Era ótimo!!!

Por falar em carnaval, não poderia,em hipótese alguma esquecer de mencionar o meu querido amigo Mark Hogan,presidente da GM de 1992 a 1997. que infernizou as manhãs e tardes do seu motorista Severino ensaiando com o tamborim, para sair na bateria da Portela, em 1993, quando fui prestigiar uma de suas apresentações na Marquês de Sapucaí. Mesmo depois de voltar para os EUA, Mark vinha ao Brasil para sair na escola carioca. Saudade do meu amigo, membro da bateria da Portela, que nos deixou aos 71 anos em 16 de abril de 2023 quando era membro do conselho da Toyota.
’O dedo em gatilho (tenossinovite estenosante) ocorre quando o tendão que dobra o dedo fica inflamado, dificultando sua passagem por um “túnel” chamado polia. Isso faz com que o dedo trave em posição dobrada e estale ao tentar esticá-lo.
CL
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