(Atualizada em 20/12/18 às 20h50, adição do gráfico dente de serra)
O Josias esteve no lançamento do HB20 2016 e escreveu ampla matéria a respeito das versões 1-L e 1,6-L. Acabei de usar um Comfort Plus 1-L e gostei muito. Destaques para o motor 3-cilindros e o câmbio quanto a operação, a sensação de bem construído e a qualidade de rodagem.
A versão custa R$ 42.595 e traz ar-c0ndicionado, direção assistida hidráulica, equipamento de áudio com comandos no volante, computador de bordo 8-funções inclusive com aviso de manutenção, ajuste de altura do banco do motorista, acionamento elétrico dos quatro vidros com um-toque descida no do motorista, travas elétricas com travamento automático, chave-canivete com comando das travas, alarme, maçanetas externas e carcaça dos espelhos cor-da-carroceria, ajuste elétrico desses espelhos e repetidoras de seta neles, rodas de aço 15″ com pneus 185/60R15H de baixo atrito de rolamento (Goodyear Efficient Grip) e engates Isofix para bancos de criança. O estepe é temporário 175/70R14T (Goodyear Duraplus).
O motor é o mesmo Kappa 1,0 do Kia Picanto, que já conhecia de teste recente e que agrada pela suavidade de funcionamento e pela notável elasticidade. Imagina-se estar dirigindo um carro com cilindrada maior, tipo 1, 4 litro. Como pesa pouco, 990 kg, seu trabalho fica facilitado. Na cidade tem desenvoltura mais que suficiente, como mostra o 0-a-100 km/h em 15,5/14,6 s (gasolina/álcool) e na estrada vai junto com o tráfego sem dificuldade, uma vez que alcança 158/161 km/h.
Mas como é 4,3% mais curto que primo Picanto em 5ª final, o motor gira 4.260 rpm a 120 km/h (verdadeira), enquanto no Kia é 4.080 rpm. Mas o único incômodo é o ponteiro do conta-giros indicando essa rotação, pois não chega a incomodar. Mas, de novo, do mesmo modo que falei do up! MPI, bem que poderia ser adotado o escalonamento que resultasse num “4+E”, potência e torque sobram para isso.
Veja o gráfico dente de serra do câmbio:

O alcance das marchas, a 6.500 rpm, é 1ª 36 km/h, 2ª 65 km/h, 3ª 105 km/h, 4ª 147 km/h e 5ª 161 km/h (nesse caso a 5.730 rpm, portanto bem abaixo do corte).
O motor de 998 cm³ é de curso bem longo (Ø 71 mm x 84 mm de curso; up! Ø 74,5 x 76,4 mm; Ka, Ø 71, 9 x 81,8 mm), contribuindo para a elasticidade observada, ajudada pelo variador contínuo de fase de admissão; acionamento dos comandos é por corrente. A potência é de 75/80 cv (G/A) a 6.200 rpm com corte limpo a 6.500 rpm, com torque de 9,4/10,2 m·kgf a 4.500 rpm. O bloco também é de alumínio e o motor é importado completo da Coreia do Sul. Utiliza óleo 5W30 API SL com troca anual ou a cada 10.000 km (metade, em uso severo). O Josias havia informado sobre melhorias internas destinadas a reduzir atrito.

Dos três tricilindros de 1 litro é o de taxa de compressão mais alta, 12,5:1 (up! 11,5:1 e Ka, 12:1), mas é o único que requer injeção de gasolina nas partidas a frio estando com álcool no tanque.
O consumo Inmetro/PBEV é de 12,5/8,5 km/l na cidade e de 14,1//9,9 km/l ma estada e tem nota A na categoria e na classificação geral. Num trecho plano da rodovia dos Bandeirantes cheguei a observar 10,5 km/l com álcool, ar-condicionado ligado.
O transeixo, também importado, tem comando de câmbio a cabo e acionamento de embreagem hidráulico. O toque de engate de marchas é “Wolfsburg” sem discussão e o seletor tem um detalhe cativante: ao tirar da 5ª a alavanca nunca encosta na trava contra engate involuntário de ré, vem direto e apenas para a 4ª. Perfeito.
O volante de 370 mm de diâmetro é perfeito de pega e tato, levemente macio. Não é ajustável nem em altura e para o meu biotipo não faz falta. O desenho e grafismo dos instrumentos é “Wolfsburg”, com conta-giros na esquerda, e a iluminação é permanente. Ao se ligar lanternas ou faróis, diminui; não tem reostato. O interruptor de luzes é na alavanca da seta — minha preferência atualmente — e o seletor do computador de bordo é num botão de premer à direita do quadro de instrumentos, grafado como Trip, de uso fácil. O limpador de para-brisa tem a essencial uma-varrida, mas em compensação não há o útil pisca-3.

Dinamicamente, roda bem, faz curva sem vícios e sem excesso de subesterço, e freia como deve, com modulação de freio que não exige adaptação. O punta-tacco é possível, mas longe de ser “telepático”. O rodar é firme porém sem desconforto e para dar partida é preciso apertar a embreagem; lamentável não haver a faixa de degradê no para-brisa e a pintura das partes “invisíveis” ser diferente em aspecto do resto da carroceria.

O espaço interno é mais do que adequado, ajudado pela maior distância entre eixos dos carros de 3 cilindros, 2.500 mm, contra 2.402 mm do up! e 2.491 mm do Ka. Eu fico bem no banco traseiro sentado atrás de quem usa o banco dianteiro na posição que eu uso e o porta-malas acomoda 300 litros, também o maior dos três. Mas o encosto do banco não é dividido. E o rádio só funciona com ignição ligada.

Dando uma olhada no manual do proprietário, alguns detalhes saltam à vista. O fluido de freio não precisa ser trocado nunca; as velas, com eletrodos de irídio, tem duração de 160.000 km; folga de válvulas, inspecionar a cada 90.000 km; óleo do câmbio manual, inspecionar a cada 60.000 km/4 anos (só em uso severo precisa ser trocado, assim mesmo a cada 120.000 km); o fluido hidráulico do câmbio automático não precisa ser inspecionado, sendo livre de manutenção (trocar só se em serviço severo, a cada 100.000 km; líquido de arrefecimento do motor, 1ª troca aos 100.000 km/6 anos, depois a cada 40.000 km/2 anos. Interessante, não?
O sucesso do Hyundai B20 no mercado brasileiro está mesmo longe de ser por acaso.
BS
Mais fotos (veja ficha técnica adiante)
| FICHA TÉCNICA HYUNDAI HB20 1-L 2016 | |
| MOTOR | |
| Instalação/configuração | Dianteiro, transversal /L-3 |
| Material do bloco/cabeçote | Alumínio |
| Diâmetro x curso | 71 x 84 mm |
| Cilindrada | 998 cm³ |
| Aspiração | Atmosférica |
| Taxa de compressão | 12,5:1 |
| Potência máxima | 75/80 cv (G/A) a 6.200 rpm |
| Torque máximo | 9,4/10,2 m·kgf (G/A a 4.500 rpm |
| N° de válvulas por cilindro | 4 |
| Árvore de comando de válvulas | Duas, admissão de fase variável contínua; corrente |
| Formação de mistura | Injeção no duto |
| Combustível | Gasolina e/ou álcool |
| TRANSMISSÃO | |
| Rodas motrizes | Dianteiras |
| Transeixo | Hyundai |
| N° de marchas | 5 à frente e uma à ré |
| Relações de transmissão | 1ª 3,909:1; 2ª 2,167:1; 3ª 1,346:1; 4ª.0,964:1; 5ª 0,774:1; Ré 3,636:1 |
| Relação do diferencial | 5,071:1 |
| FREIOS | |
| De serviço | Hidráulico, ABS + EBD |
| Dianteiro | A disco ventilado |
| Traseiro | A tambor |
| SUSPENSÃO | |
| Dianteira | Independente, McPherson, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora |
| Traseira | Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado |
| DIREÇÃO | |
| Tipo | Pinhão e cremalheira, assistência hidráulica |
| Diâmetro mínimo de curva | n.d |
| RODAS E PNEUS | |
| Rodas | 5,5Jx15, aço + calota integral |
| Pneus | 185/60R15H Goodyear Efficient Grip baixo atrito rol. |
| Estepe (temporário) | Roda 5,0Jx14, aço, pneu 175/70R14T Goodyear Duraplus |
| CONSTRUÇÃO | |
| Tipo | Monobloco em aço, 4 portas, 5 lugares, subchassi dianteiro |
| PESOS | |
| Em ordem de marcha | 990 kg |
| Carga máxima | 425 kg |
| DIMENSÕES EXTERNAS | |
| Comprimento | 3.920 mm |
| Largura | 1.680 mm |
| Altura) | 1.470 mm |
| Distância entre eixos | 2.500 mm |
| Altura livre do solo | 165 mm |
| AERODINÂMICA | |
| Coeficiente de arrasto (estimado) | 0,33 |
| Área frontal (calculada) | 1,97 m² |
| Área frontal corrigida | 0,650 m² |
| CAPACIDADES | |
| Porta-malas | 300 litros/900 litros com banco rebatido |
| Tanque de combustível | 50 litros |
| DESEMPENHO | |
| Velocidade máxima | 158/161 km/h (G/A) |
| Aceleração 0-100 km/h | 15,5/14,6 s (G/A) |
| CONSUMO (INMETRO/PBE) | |
| Cidade | 12,5/8,5 km/l (G/A) |
| Estrada | 14,1/9,9 km/l (G/A) |
| CÁLCULOS DE CÂMBIO | |
| v/1000 em 5ª | 28,1 km/h |
| Rotação a 120 km/h, 5ª | 4.260 rpm |
| Rotação à vel. máx., 5ª | 5.730 rpm |
| GARANTIA | |
| Prazo | 5 anos sem limite de quilometragem |






