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Home GB

VW T-CROSS COMFORTLINE NO DIA A DIA

ANDANDO NA VERSÃO QUE VEIO PARA SER O CARRO-CHEFE DO SUVE MÉDIO DA VW

identicon por Gerson Borini
14/07/2019
em GB, Testes
Fotos: Antônio Nunes Júnior

Fotos: Antônio Nunes Júnior







Quando a VW apresentou o T-Cross no Salão do Automóvel de São Paulo em 2018, eu fiquei muito bem impressionado com o design e porte do carro, incluindo o bom espaço interno. Era um pré-lançamento e ainda não tínhamos todos os dados de opcionais e motorização que o novo carro iria receber. As faixas de preços também não estavam claras, portanto, era difícil opinar o impacto que esse novo carro traria para o mercado de suves.

Desde seu lançamento oficial em fevereiro, no Paraná e Santa Catarina,  no qual só estava disponível para dirigir a versão Highline 250 TSI do T-Cross, a única de motor 1,4-litro, as demais de motor 1-litro só foram apresentadas no no mês seguinte io de Janeiro, quando o editor Josias Silveira teve oportunidade de experimentá-los. Depois, em maio,  foi a vez do 200 TSI, 1-litro de câmbio manual, desta vez em teste normal,  “no uso”. Faltava o AE testar o 200 TSI 1-litro “de luxo”, o Comfortline, só automático, o que me coube quando a VW finalmente o disponibilizou.

Eu já havia dirigido o T-Cross 200 TSI, porém  manual. Foi apenas uma breve volta na Estrada dos Romeiros quando o carro estava com o Bob. Assim como ele, gostei muito do nível de integração que os engenheiros da VW conseguiram neste suve.

Conteúdo

A quantidade de itens de série da versão Comfortline e os opcionais é a primeira boa surpresa que eu tive. Esta unidade avaliada contém três dos quatro  pacotes de opcionais disponíveis no catálogo de vendas deste modelo:

• Pacote Design view –  Aplicações decorativas no painel, bancos em couro Tropix com detalhes na cor marrom Marrakesh, e manopla da alavanca do freio de estacionamento em couro, no valor de R$ 1.950

• Pacote Exclusive & Interactive – Antena diversity, entrada USB no console central, espelhos retrovisores externos de ajusta elétrico e rebatíveis com função de baixar orientação do direito ao selecionar ré, função ECO, iluminação ambiente em LED,iluminação interna na região dos pés, seletor do modo de condução, sistema de navegação, sistema de som com tela tátil “Discover media”, sistema de acesso ao veículo sem o uso da chave e botão para partida do motor,e  tapetes adicionais em carpete (4), no valor de R$ 3.950.

• Pacote Sky view II – duas luzes de leitura dianteiras somente (sem luzes de leitura traseiras), espelho retrovisor interno eletrocrômico, sensores crepuscular e de chuva, e teto solar panorâmico, no valor de R$ 4.800

Com esses três pacotes de opcionais e adicionalmente a bela cor azul Norway, metálica, que tem um custo adicional de R$ 1.400, o veículo testado tem o preço de R$ 112.090, que poderia ser acrescido em mais R$ 6.050 caso o Pacote Premium (assistente de estacionamento 3.0, faróis full LED com luz de rodagem diurna em LED integrada, regulagem automática do facho do farol, e sistema de som premium com subwoofer Beats sound) tivesse sido incorporado — que alcançaria a cifra de R$ 118.140, ou seja, valor da versão Comfortline 200 TSI completa.

 

Análise de valor

A primeira pergunta que vem à minha cabeça é qual seria a disposição de um consumidor brasileiro em pagar um valor acima dos 100 mil reais em um carro com motor 1,0-l? Certamente essa mesma pergunta foi feita pelos marqueteiros, engenheiros, financeiros, e tantos outros profissionais dentro dos escritórios da VW em São Bernardo do Campo, SP e São José dos Pinhais, PR onde oT-Cross é produzido.

Talvez a resposta mais simples para esta pergunta esteja na diversidade de versões oferecidas para o T-Cross. O modelo mais básico da linha, o 200 TSI com câmbio manual, parte de um preço de R$ 84.990, portanto ao optar pela versão Comfortline o consumidor está comprando um pacote de itens de comodidade e conforto, associado ao nada desprezível desempenho do motor 1,0-l turbo alimentado com câmbio automático.

Compartimento do motor 1,0-l turbo é bem organizado e de fácil acesso para manutenções

Os consumidores que não dão valor a todos esses itens apresentados na versão Comfortline estarão muito bem servidos pela configuração de entrada 200 TSI manual, como relatado pelo Bob Sharp em seu teste com vídeo.

A tendência do momento na indústria automobilística mundial é a conectividade. O T-Cross Comfortline segue essa tendência e o Pacote Exclusive & Interactive deixará contentes os consumidores mais exigentes. E como tudo na vida tem seu preço, neste caso paga-se muito bem pelo requinte.

O Pacote Design View tem como principal atrativo o revestimento em couro para os bancos. Para os apreciadores de bancos assim revestidos é uma boa opção, pois apresenta um desenho muito harmonioso e sem ser cansativo. Vale ressaltar o excelente conforto proporcionado pelos bancos. Nos primeiros três dias com o carro eu rodei cerca de 700 quilômetros por estradas do interior de São Paulo, e não senti nenhuma fadiga. Os ajustes do banco em altura e do volante de direção em altura e distância ajudam a encontrar a melhor posição de dirigir.

O banco traseiro também foi avaliado e o conforto é muito bom quando está na posição normal. Quando o encosto é a ajustado para aumentar o volume do porta-malas dos originais 373 litros para 420 litros, o encosto fica em uma posição muito vertical, causando um certo desconforto apenas, mas dá para ser usado. O espaço para as pernas e a altura do assento são muito favoráveis, e na tradicional avaliação do Bob do “eu sentado atrás de mim mesmo”, sobra espaço para as pernas,,e olhe que sou mais alto que ele.

Bom espaço para pernas e cabeça no banco traseiro

O teto solar panorâmico que está incluído no Sky View II proporciona uma sensação de espaço interno muito maior ao carro. Principalmente para os ocupantes do banco traseiro, o que já é bom fica melhor. Porém a inexistência de luzes de leitura traseiras, assim como a indesculpável falta de alças de teto em todas as posições, irão desagradar uma grande gama de usuários.

Apesar de muitas críticas que encontramos para os carros com interior em plástico rígido, o T-Cross Comfortline apresenta uma boa combinação de cores e texturas que proporcionam um visual agradável. Os pontos de contato mais frequente do corpo dos ocupantes, como os apoio de braço nas laterais de porta e no console central, são de material mais macio, trazendo conforto.

Bom gosto na combinação de cores, texturas e materiais no interior do veículo

Desempenho

Assim como a conectividade é algo que está se solidificando a cada lançamento, a redução da cilindrada dos motores e o maior uso de turbocompressor também veio para ficar. Aquele paradigma de comprar o carro pelo tamanho do motor e associar a sua potência e desempenho a essa grandeza está acabando.

Apague da sua memória automobilística aqueles motores 1,0-L da era Itamar que mal alcançavam os 50 cv de potência e ficavam sonhando com 10 m·kgf de torque. O motor 1,0-l do T-Cross 200 TSI entrega116/128 cv a 5.500 rpm e 20,4 m·kgf de torque a 2.000~3.500 rpm, números de motores de aspiração atmosférica entre 1,8 e 2 litros.

O motor EA211 TSI tricilindro produzido na fabrica da VW em São Carlos, SP está muito bem casado com a caixa automática epicíclica fabricada pela Aisin, modelo AQ250-6F de 6 marchas à frente e ré, conversor de torque com bloqueio e controle de neutro. Destaque e inovação estão no posicionamento da indicação PRND/S, que em vez de posicionada no console ao lado da alavanca seletora, fica no seu pomo, com a posição selecionada autoiluminada.

PRND/S na manopla da alavanca seletora de marchas

O seletor de modo de condução oferecido no Pacote Exclusive & Interactive atua diretamente no desempenho do câmbio automático, e pode-se escolher entre Eco, Normal, Sport ou Individual. Através da alavanca seletora pode-se selecionar as posições Drive, Sport ou Manual, cada qual com sua lógica de trocas, sendo que na posição M tem-se a opção de troca pela própria alavanca seletora mediante toques nela (para frente sobe marcha para) ou através de borboletas atrás do volante de direção. Mas as borboletas têm prioridade e podem ser usadas a qualquer momento, mesmo estando a alavanca seletora em Drive. Caso cessada a atividade de trocas manuais por 10~12 segundos, o câmbio retorna ao modo automático.

O modo de condução  é selecionado apenas pelo botão dedicado localizado no console central e visualizado na tela da central multimídia. No Eco as marchas entram muito mais cedo, forçando o veículo a andar em rotações mais baixas, melhorando o consumo de combustível, porém trazendo uma vibração de baixa frequência característica dessa baixa rotação do motor, mas nada que prejudique o desempenho geral do veículo, ou mesmo o nível de conforto.

Tela do Seletor do Modo de Condução – Foto: Antonio Nunes Junior

Nos primeiros quilômetros optei por conduzi-lo no modo Drive e com o seletor de modo de condução na posição Normal. A primeira impressão é de um rodar macio, com pouca vibração passada ao motorista e demais ocupantes. O nível de ruído interno a 120 km/h é muito bom, afinal o motor está a apenas 2.400 rpm, mas apresenta saúde para qualquer retomada, visto que está dentro da faixa de rotação de torque máximo.

As retomadas de velocidade na condição de baixa carga no pedal de acelerador apresentam um pequeno retardo. Nota-se que o câmbio demora um pouco a reduzir a marcha para essa retomada, porém ao fazê-la, faz com suavidade e sem trancos indesejáveis. Essa característica poderá ser corrigida com facilidade pelos engenheiros da VW, visto que esse câmbio tem recursos técnicos para tal. Provavelmente a VW irá aguardar a resposta dos consumidores para priorizar o que mais precisa ser ajustado na dirigibilidade do veículo.

Ao trafegar no modo Sport esse retardo é menos intenso, visto que o câmbio trabalha em marchas mais reduzidas e com rotações do motor mais altas,antecipando assim as trocas.

Motores de três cilindros têm fama de ter um nível de vibração acentuada, e realmente têm, porém ao dar a partida no T-Cross nota-se que os engenheiros de Ruídos e Vibrações da VW trabalharam bem nesse quesito e conseguiram um ótimo compromisso. Em partida, marcha-lenta ou até mesmo engatado parado, o nível de vibração é bem baixo. O ajuste do controle de neutro da transmissão é perfeito, pois praticamente não se nota a alteração de vibração ao acoplar / desacoplar

Em arrancadas mais fortes, quando pressionado o pedal da direita a mais de 80% do seu curso, nota-se uma vibração de todo conjunto motriz ressonando na carroceria, o que é mais evidente quando se utiliza álcool como combustível. Dentro dos escritórios de engenharia dos fabricantes, essa vibração é chamada de shudder,, que na tradução literal seria “estremecimento” ou “tremor”. Esse tipo de vibração ou tremor é muito característica de veículos com câmbio automático e quanto melhor o desenvolvimento dos coxins de motor e câmbio, melhor será sua atenuação e resultado.

Apesar dessas pequenas observações de vibrações e dirigibilidade, a integração do conjunto motriz com todo o veículo é muito bem equilibrada e agrada no uso do dia a dia.

Diante da curva AE

Conforto

O balanceamento da calibração da suspensão entre conforto e esportividade foi muito bem executado para esta versão de câmbio automático. Assim como já havia sido notado e enaltecido na versão de câmbio manual. Nota-se um perfeito equilíbrio na movimentação da suspensão dianteira em conjunto com a traseira em qualquer tipo de piso. A elevada rigidez da carroceria aliada à distância entre eixos de 2.651 mm ajudaram os engenheiros da VW a encontrar esse bom compromisso de dinâmica veicular do T-Cross.

Ao trafegar por avenidas ou estradas secundárias com depressões e remendos de asfalto, o conforto é notório e o carro não copia as irregularidades do piso, tampouco a suspensão chega aos batentes.

O comportamento em curvas é destaque, pois a rolagem da carroceria é muito pequena, apesar da altura do veículo (1.570 mm), e a direção eletroassistida no modo de condução Sport, em que a progressão do esforço é mais acentuada, transmite uma boa segurança ao motorista.

Bom diâmetro e empunhadura no volante de direção, além dos controles de velocidade de cruzeiro, sistema de som e computador de bordo

No sistema de direção temos duas calibrações de progressão de esforço, dependendo da configuração de modo de condução escolhida, Normal ou Sport. Sendo que a definição de centro é mais positiva e pronunciada no modo Sport, que é o modo que eu escolho para dirigir, apesar do esforço ligeiramente mais alto que o modo Normal.

Através do menu do modo de condução, além das três condições predefinidas já citadas (Eco, Normal e Sport) , existe a possibilidade de uma quarta opção (Individual) com preferências definidas pelo usuário para direção, câmbio e climatização.

O carro testado estava equipado com pneus Bridgestone Turanza  205/55R17 91V que apesar do seu baixo perfil não traz danos à aspereza de rodagem e conforto geral do veículo. Além de propiciar uma boa aderência em curvas, sem tendência ao dobramento do ombro até onde pude exigir. Já o pneu estepe vem montado em roda de aço e na dimensão 195/65R15 91H e traz os adesivos obrigatórios de recomendação de velocidade máxima de 80 km/h e percurso máximo de 50 Km. Essa recomendação é devido a diferença (3,45%) do raio dinâmico dos pneus, 319 mm versus 308 mm, respectivamente.

Ruído de rodagem e aspereza são características que sempre dei muita importância na calibração de suspensão. No caso do T-Cross, apesar de utilizar pneu de série 55, que normalmente traz uma maior aspereza e ruído de rodagem, posso dizer que está em um nível acima da média, e que certamente dará muita dor de cabeça aos concorrentes para se igualarem.

Consumo de combustível x desempenho x aerodinâmica

Mais um ponto positivo que deixará os proprietários deste veículo muito animados. Nos primeiros 800 quilômetros rodados, quase que totalmente em estradas com limites de velocidade de 120 km/h, e com o carro abastecido com gasolina, consegui a média de 14,5 km/l. Sempre que possível, eu utilizo o controle automático de velocidade de cruzeiro para manter a velocidade, assim como para reacelerar quando encontro aqueles motoristas desgraçados que apesar de estarem mais devagar amam trafegar pela esquerda.

Porém ao abandonar o controle automático de velocidade de cruzeiro e decidir andar um pouco mais rápido, chegando a ultrapassar os limites em alguns trechos, notei que o consumo aumenta muito, o que acaba desencorajando a andar nessas condições — o motorzinho 1,.0-l mostra-se ser um motorzão.

De acordo com o padrão do Inmetro, esta versão automática do T-Cross faz 11,0/7,6  km/l na cidade e 13,5/9,5 km/l na estrada. Como todos sabem, consumo de combustível e desempenho são duas grandezas que caminham juntas. Quanto maior o desempenho exigido pelo motorista, maior será o seu consumo. E quanto ao desempenho o T-Cross 200 TSI automático é um pouco inferior à versão manual, mas não faz feio pelas ruas. O T-Cross automático com gasolina faz o 0 a 100 km/h em 10,9 s e 179 km/h, contra 10,0 s e 183 km/h no manual. Com álcool vai de 0 a 100 km/h em 10,4 s e velocidade máxima de 184 km/h, contra 9,6 s e 189 km/h no manual.

Importante notar que a velocidade máxima é alcançada na versão com câmbio automática em quarta marcha a 6.250 rpm.

O consumo de combustível não é obtido apenas com motor e câmbio. Atualmente a atenção no peso e na aerodinâmica são fatores fundamentais para o sucesso de qualquer veículo.

Ao olharmos o T-Cross por baixo nota-se um fechamento do assoalho nos dois lados do carro. Os engenheiros da VW utilizaram duas chapas plásticas lisa para fazer um assoalho plano, diminuindo assim as turbulências ali geradas e contribuindo para melhorar o consumo de combustível, além de seguramente ter proporcionado mais velocidade máxima.

Painéis plásticos para modificar o formato do assoalho para plano, melhorando a aerodinâmica

No para-choque dianteiro há uma abertura lateral inferior em forma de duto para direcionar ar fresco para os freio dianteiros, permitindo assim que o para-choque seja mais envolvente, sem prejudicar o desempenho dos freios. No traseiro existe um outro fechamento inferior para evitar entrada de ar, o que aumentaria o arrasto aerodinâmico.

Duto de refrigeração do freio dianteiro

O sistema de freio é disco nas quatro rodas, sendo os dianteiros ventilados. A sensação de pedal é muito agradável, tendo bom nível de esforço versus desaceleração. Não é cansativo para o motorista que tiver a sorte de estar dirigindo este veículo por longas horas em trânsito de cidade. O sistema de freio de estacionamento adotado atua diretamente na pastilha de freio, sendo esta a melhor para efeito de consumo de combustível. O outro sistema que possui um pequeno tambor de freio interno ao disco (como no Omega, por exemplo) aumenta o atrito de rolamento do conjunto em relação a este utilizado no T-Cross.

Detalhe do freio a disco traseiro e os componentes da suspensão traseira por eixo de torção

Surpresas

Ao explorar o carro em seus detalhes de funcionamento fui encontrando algumas surpresas que devem encantar uma boa parte dos consumidores e que pode ser o diferenciador de compra. O leitor de CD no porta-luvas é raro hoje, mas pode ser muito útil para quem ainda tem suas músicas preferidas nesse tipo de mídia.

Drive de CD no porta-luvas – Foto: Antonio Nunes Junior

Uma das coisas que incomoda ao entrar no carro que ficou estacionado sob o sol tropical do nosso país é o calor dentro da cabine. Para ajudar nesse resfriamento rápido basta segurar o botão de abrir portas pressionado por 3 segundos que todos os vidros irão abrir completamente. Certo,, isso já temos em outros veículos, eu sei !! Mas no T-Cross Comfortline o teto solar também é aberto para a posição de exaustão de ar. Isso é novidade e ajuda no resfriamento rápido da cabine.

Apesar de o T-Cross não ter capacidade técnica para peripécias off-road, a central multimídia traz uma função do mostrador configurada para trés  indicadores de condução off-road, com clinômetros lateral e longitudinal, bússola e altímetro. Para o que serve? Não sei, mas que é interessante ninguém pode discordar.

Informações off-road – Foto: Antonio Nunes Junior

Quatro portas USB estão distribuídas pelo veículo, duas para passageiros do banco traseiro, um no console central e uma convenientemente instalada no centro do painel onde há o suporte de celular é encaixado, evitando assim que o cabo fique na frente do display. No mesmo console central que acomoda as duas portas USB para o banco traseiro temos dois difusores de climatização para o banco traseiro, proporcionando maior conforto térmico aos ocupantes no calor e no trio.

Com os faróis ligados, ao se contornar uma curva o farol de neblina do lado interno da curva acende automaticamente, iluminando o interior da curva e dando maior visibilidade ao motorista.

Note o farol de neblina do lado interno da curva aceso – maior visibilidade e segurança

A tampa do estepe tem um recurso muito interessante. Possui duas posições. A primeira é rebaixada e aumenta o volume do porta-malas. A segunda posição alinha a tampa com a entrada do compartimento de carga e com os encostos dos bancos quando estes estão abaixados. Ficando assim um compartimento de carga totalmente nivelado e dando maior versatilidade para utilização do veículo. O arranjo é chamado pela VW de sistema de ajuste variável de espaço (S.A.V.E.)

E as surpresas não ficam só nos itens de conforto ou comodidade. Encontrei uma solução de engenharia muito boa para proteção da homocinética interna do lado direito. Um defletor de calor foi posicionado entre a junta homocinética e o escapamento, evitando danos ou deterioração da mesma pelo calor irradiado. Porém este mesmo defletor tem uma segunda função de proteção contra incêndio, pois se houver um rompimento da coifa que causaria o vazamento de graxa, esta poderia se inflamar ao entrar em contato com a superfície quente do escapamento.

Defletor posicionado entre a junta homocinética e o escapamento

No compartimento de cargas há uma tomada 12v, muito útil nos dias atuais.

Tomada 12 v no porta-malas

A surpresa negativa é com a buzina. Apesar de ter um toque com bom volume, fica o demérito para sua operação. É impossível dar uma buzinadinha de agradecimento ou de cordialidade. Qualquer toque no botão da buzina gera uma resposta de mais de 0,5 segundo, estando fora das expectativas de quem buzina e de quem recebe a buzinada. Parece que estamos sempre brigando no trânsito. Acho que está na hora da VW brasileira dar uma olhada nisso, j´[a que no mexicano Tiguan isso não ocorre..

Dois itens que eu senti falta no T-Cross foram o Start/Stop que vem sendo implementado por vários fabricantes para melhorar o consumo de combustível. Apesar de criticado por alguns eu acredito que será um equipamento standard no curto prazo. E também o útil alerta de ponto cego nos retrovisores externos. Quando você  se acostuma com a comodidade e segurança que esse recurso lhe traz, fica estranho dirigir sem ele.

Dia a dia

O T-Cross Comfortline na sua versão com câmbio automático e motor 1,0-l turbo tem o tamanho ideal para o uso no dia a dia. Não é um carro pesado para dirigir, não é um carro grande para estacionar e não é um carro pequeno para ser espremido pelos maiores. É um carro com 2.651 mm de distância entre eixos que ajudam no balanceamento de peso e também gera um bom espaço interno, sem necessidade de comprometer o tamanho do porta-malas. E tem 4.199 mm de comprimento total e 1.977 mm de largura com espelhos, estando compatível com o tamanho médio de vagas de estacionamentos de apartamentos ou shopping centers.

 

Aquela expectativa gerada no Salão do Automóvel de 2018 e dúvida da aceitação de um suve com motor 1,0-l foram eliminadas ao avaliar esse carro por uma semana nas minhas condições normais do dia a dia. Falta aguardar e acompanhar como a concorrência irá reagir e como os consumidores irão aderir a esse conceito de suve mais baixo do que a média do segmento.

GB

 

FICHA TÉCNICA VW T-CROSS 200 TSI Comfortline
MOTOR
Designação EA211 R3 TSI
Descrição 3 cilindros em linha, dianteiro, transversal, bloco e cabeçote de alumínio, 4 válvulas por cilindro, duplo comando de válvulas, correia dentada, variador de fase admissão e escapamento, atuação indireta por alavanca-dedo roletada com fulcrum hidráulico, aspiração forçada por turbocompressor com interresfriador, coletor de escapamento integrado ao cabeçote, injeção direta, gerenciamento Bosch MED, flex
Diâmetro x curso (mm) 74,5 x 76,4
Cilindrada (cm³) 999
Taxa de compressão (:1) 10,5
Potência máxima (cv/rpm, G/A) 116/128/5.500
Torque máximo (m·kgf/rpm, G/A) 20,4/2.000 a 3.500
Comprimento da biela (mm( 139
Relação r/l 0,274
TRANSMISSÃO
Câmbio Transeixo dianteiro com câmbio automático epicíclico Aisin AQ250-6F de 6 marchas automáticas à frente e ré, conversor de torque com bloqueio e controle de neutro, tração dianteira
Relações das marchas (:1) 1ª 4,459; 2ª2,508; 3ª 1,556; 4ª 1,142; 5ª 0,851; 6ª 0,672; ré 3,185
Relações de diferencial (:1) 3,502
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço em “L” mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra antirrolagem de Ø 21 mm
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, eletroassistida com motor na coluna de direção, indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curva (m) 10,9
Relação de direção média (:1) 14,1
N° de voltas entre batentes 3
FREIOS
De serviço Hidráulico, duplo-circuito em diagonal, servoassistido a vácuo
Dianteiros (Ø mm) Disco ventilado/276
Traseiros (Ø mm) Disco/230
Controle ABS (obrigatório), distribuição eletrônica das forças de  frenagem e assistência à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Liga de alumínio 6,5Jx17
Pneus 205/55R17
PESOS (kg)
Em ordem de marcha 1.252
Carga máxima 458
Peso máx. rebocável comsem freio (kg) 500
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, suve, 4-portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx) 0,362
Área frontal (m²) 2,340
Área frontal corrigida (m²) 0,847
DIMENSÕES EXTERNAS (mm)
Comprimento 4.199
Largura sem/com espelhos 1.760 / 1.977
Altura 1.568
Distância entre eixos 2.651
Bitola dianteira/traseira 1.531/1.516
Distância mínima do solo 191
CAPACIDADES (L)
Porta-malas 373 a 420 dependendo da inclinação do encosto do banco traseiro
Tanque de combustível 52
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h (s, G/A) 10,9/10,4
Velocidade máxima (km/h,G/A, km/h) 179/184
CONSUMO INMETRO/PBEV
Cidade (km/l, G/A) 11,0/7,6 e 10,8/7,6 (roda 17″)
Estrada (km/l) (G/A) 13,5/9,5 e 13,4/9,5 (roda 17″)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª (km/h) 50
Rotação em 6ª a 120 km/h (rpm) 2.400
Rotação à vel. máxima  (rpm) 6.250 (4ª)
MANUTENÇÃO E GARANTIA
Revisão/troca de óleo do motor (km/tempo) 10.000/12 meses
Garantia total (tempo) Três anos, 6 anos contra perfuração de chapa

 

EWQUIPAMENTOS T-CROSS  200 TSI COMFORTLINE
COMODIDADE, PRATICIDADE E VISUAL
Ar -condicionado com filtro de poeira e pólen com saída para o banco traseiro
Ar-condicionado com controle eletrônico de temperatura Climatronic
Banco do passageiro com encosto dobrável para frente
Banco do motorista com suporte lombar ajustável
Banco traseiro com encosto bipartido e rebatível
Câmbio automático de seis marchas
Colunas centrais com apliques em preto brilhante
Computador de bordo com mostrador multifuncional Plus
Controlador automático de velocidade de cruzeiro
Descansa-braço central com porta-objetos
Direção eletroassistida com volante ajustável em altura e distância
Duas entradas USB de carga para uso dos passageiros traseiros
Espelhos com ajuste elétrico e função do direito abaixar orientação ao engatar ré
Espelho retrovisor interno prismático
Faróis com função de luz de chegada e afastamento
Grade dianteira em acabamento preto brilhante
Insertos decorativos em tecnologia IMD no painel
Maçanetas externas das porta e carcaças dos espelhos externos na cor do veículo
Motor 200 TSI – 116/128 cv
Para-choque traseiro com apliques cromados na região inferior
Porta-luvas refrigerado com iluminação
Porta-malas com sistema de ajuste variável de espaço
Rack (estrado) de teto longitudinal na cor preta
Revestimento interno em cor Deep Blue
Rodas de liga de alumínio 17″ com pneus 205/55R17
Sistema de áudio  Composition Touch, tela tátil de 6,5″ com APP-Connect, dois alto-falantes adicionais
Travamento elétrico remoto das portas, porta-malas e portinhola do bocal de abastecimento de combustível
Vidros das janelas com acionamento elétrico um-toque nas dianteiros
Volante de direção multifuncional revestido em couro com borboletas de troca de marchas
SEGURANÇA
Alarme antifurto com comando remoto
Assistente de partida em aclives
Bolsas infláveis frontais (obrigatórias), laterais e de cortina
Câmera de ré
Controle de estabilidade
Controle de tração e bloqueio eletrônico do diferencial
Engates Isofix para dois bancos infantis com fixação superior
Faróis de neblina com função luz de curva
Indicador de controle da pressão dos pneus
Lanternas traseiras em LED
Luz de rodagem diurna (DRL) em LED próxima aos faróis de neblina
Sensores de obstáculos na dianteira
Sensores de obstáculos na traseira
Sistema de frenagem automática pós-colisão
Sistema de limpeza automática dos discos de freio
OPCIONAIS
Pacote Design View – bancos em couro Tropix com detalhes na cor marrom Marrakesh e apliques de decorativos no painel na cor bronze Namíbia: R$ 1.950
Pacote Exclusive & Interactive – acesso sem chave e partida do motor por botão com chave presencial, rebatimento elétrico dos retrovisores, seletor de modo de condução, sistema de áudio Discover Media com tela tátil de 8″, comando de voz, entrada USB no console central, iluminação ambiente em LED, 4 sobretapetes de carpete: R$ 3.950
Pacote Premium – assistente de estacionamento Park Assist 3.0,, faróis em totalmente em LED, sistema de áudio Beats Sound com subwoofer: R$ 6.050
Sky View II – faróis e limpadores de para-brisa de acionamento automático e temporizador, retrovisor interno fotocrômico, teto solar panorâmico: R$ 4.800






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