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Home Colunas

DKW-VEMAG UNIVERSAL 1956: SERIA ESSE O PRIMEIRO CARRO BRASILEIRO?

identicon por Douglas Mendonça
05/10/2024
em Colunas, DM, Perfume de Carro
Foto: DKW-Vemag/divulgação

Foto: DKW-Vemag/divulgação







Há controvérsias. Algumas pessoas afirmam que o primeiro carro genuinamente brasileiro foi o pequeno e compacto Romi-Isetta (leia sua história), enquanto outros apostam suas fichas na camioneta DKW-Vemag Universal. Ambos foram lançados no segundo semestre de 1956, com uma diferença de apenas dois meses e meio entre eles (5 de setembro para o Romi-Isetta e 19 de novembro para o DKW-Vemag). Portanto se considerarmos as datas, temos o título de primeiro automóvel nacional para o Romi-Isetta.

Há quem diga que, na realidade, o primeiro carro nacional foi a camioneta DKW-Vemag Universal, depois chamada de Vemaguet (Foto: Vemag/divulgação)

Ocorre que para acelerar a implantação da indústria automobilística no Brasil, o presidente Juscelino Kubitschek, cinco meses após tomas posse em 31 de janeiro de 1956, criou o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia), com poderes supraministeriais, tendo como secretário-geral o economista Sydney Latini, O Geia, além de delinear os incentivos para que fabricantes de automóveis estabelecessem filiais no país, definiu as regras para as empresas fazerem jus aos incentivos.

Uma dessas regras era o veículo a ser produzido aqui ser de no mínimo duas portas e quatro lugares e o italiano Isetta tinha porta única e somente dois lugares. Isso de modo alguma impediu que a Indústrias Romi S.A., de Santa Bárbara d’Oeste, SP se interessasse em produzir o Isetta aqui.

A DKW-Vemag Universal tinha duas portas mais a de caga traseira e transportava com comodidade quatro pessoas, ou mesmo cinco.  

A camioneta DKW-Vemag cumpria s requisito do Geia para ser chamada de “carro”: levava quatro pessoas e tinha duas portas, mais uma terceira para carga na traseira. A da foto já é ano-modelo 1957, notando-se o friso na lateral e a pintura bicolor (Foto: Vemag/divulgação)

Por isso, fica a dúvida. Depende do ponto de vista de cada um, apoiando as regras do Geia ou não. De qualquer forma, o Romi-Isetta era 72% nacional em peso, enquanto o Universal não ia além de 54% de componentes nacionais, o restante vindo da matriz alemã.  

Uma coisa é fato: em peso, o DKW-Vemag era 18% menos nacional que o Romi-Isetta (Foto: Vemag/divulgação)

A DKW

A DKW foi fundada em 1916 pelo engenheiro dinamarquês Jorgen Skafte Rasmunsen, em Zschopau, no estado da Saxônia, Alemanha. Começou fabricando peças para máquinas a vapor. Logo fabricou um carro a vapor, Dampf Kraft Wagen em alemão, mas fracassou. Em 1919 passou a fabricar brinquedos que eram máquinas a vapor em miniatura, as quais chamou de Dss Knaben Winsch, O Desejo dos Meninos e quase em seguida começou a produzir motocicletas com motor de dois tempos, com o mote A Pequena Maravilha, Das Kleine Wunder. As motos foram um enorme sucesso e a DKW  progrediu ao ponto de em 1928 a DKW ser o maior fabricante alemão de motocicletas Em 1932, com a crise econômica mundial consequência da quebra da Bolsa de Nova York em 24 de outubro de 1929, a DKW se juntou à Audi (fundada em 1910), à Horch e à Wanderer, nascendo a Auto Union AG (sigla de sociedade anônima em alemão), sediada em Chemnitz, também na Saxônia.. O logotipo da nova empresa, quatro anéis entrelaçados, significava a união de quatro fabricantes. Como a Auto Union desaparecera com a Segunda Guerra Mundial, em 1949 renascia a Auto Union GmbH (limitada em  alemão) exclusivamente com a marca DKW. Nove anos depois (1958) a Daimler-Benz adquiriu a Auto Union, que passou para as mãos da Volkswagen em 1965., quando a marca DKW logo desapareceria em favor da Audi. até hoje parte do Grupo Volkswagen — e usando os quatro anéis entrelaçados como logotipo.

No Brasil, a Auto Union concedeu licença (trabalho do Geia) à Vemag (Veículos e Máquinas Agrícolas S.A.) para produzir o DKW. Originária da Distribuidora de Automóveis Studebaker Ltda, fundada em 1945, para montar carros da marca americana, atividade estendida em 1951 à montagem de caminhões Scania-Vabis e em 1954 para montar tratores Ferguson, Em 1952 a razão social fora mudada para a acima citada depois de se fundir com a  Elit Equipamentos para Lavoura e Máquinas Agrícolas.

O nome DKW tem três significados na história da marca alemã, mas aqui virou mesmo Decavê na linguagem popular (Foto: Vemag/divulgação)

A Vemag — acrônimo de Veículos e Máquinas Agrícolas — foi a primeira a aproveitar os incentivos do governo para a criação de uma indústria de carros nacional. Foi ágil, tanto que lançou seu primeiro modelo em novembro de 1956, apenas cinco meses depois da criação do Geia. O nome da marca ficou DKW-Vemag, modelo Universal, que os empresários julgavam como mais adequado à família brasileira. Na realidade, essa Universal feita no Brasil era praticamente idêntica a DKW F91 Universal vendida na Europa, com sutis mudanças visuais. Para noção de referência, falamos de um veículo de porte e proposta que lembram as das camionetas Fiat Panorama e Chevrolet Marajó.

A propósito, no Brasil as letras D ,K e W eram pronunciadas como na Alemanha, de-ca-vê até pela Vemag; Nunca se ouviu alguém dizer de-ca-dábliu. Já com BMW ouve-se tanto be-eme-dábliu quanto be-eme-vê. O w em alemão é pronunciado vê.

A Universal nacional era praticamente igual à F91 Universal alemã (Foto: Vemag/divulgação)

O veículo familiar da Vemag era propulsionada por um motor de três cilindros, dois tempos, 903 cm³ (71 x 76 mm) e parcos 34 cv de potência 4.000 rpm, que pecava pelo torque extremamente baixo, 7 m·kgf a 2.000 rpm, para um carro de 925 kg. Com esses números modestos, a Universal não tinha o desempenho como uma de suas virtudes: demorava eternos 47 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h e não passava de 110 km/h, claro que, nesses casos, vazio, com apenas o motorista a bordo. Como seu motor era dois-tempos, a lubrificação era feita pela adição de 1 litro de óleo à gasolina na proporção de 40:1.  

O DKW-Vemag familiar não era potente, rápido nem ágil nas acelerações, porém sua fabricante enaltecia a proposta moderna e o baixo consumo nas publicidades da época (Foto: Vemag/divulgação)

Já imaginaram o quão era complexo era manter essa proporção de 40 para 1 à medida que fossem necessários reabastecimentos? Para começar não existiam latas de óleo de 1 litro, eram todas de 1/4 de galão ou 0,946 litro. A proporção gasolina-óleo nesse caso passava para 38 litros para uma lata, recomendava a fábrica. Como a operação era primeiro óleo, depois gasolina, complicava encher o tanque de 42 litros (passou a 45 litros em 1958). Com menos óleo do que o recomendado, o motorista corria risco de ter o motor engripado, enquanto com óleo demais a Universal trafegava fazendo uma enorme fumaceira até o motor atingir a temperatura de funcionamento normal, além de acelerar a carbonização mais o motor.

A vida não era fácil para os donos dos carros produzidos pela Vemag na época: além da camioneta, também foi lançado um sedã de quatro portas em 1958. Era chamado de Grande DKW-Vemag (Grosse DKW na Alemanha) por ter o arcabouço F-94, bem mais largo, melhoria compartilhada com camioneta. E teve o jipe DKW-Vemag, também em 1958, que em 1960 foi rebatizado Candango como homenagem da Vemag aos trabalhadores que construíram a nova capital do Brasil inaugurada no dia 21 de abril daquele ano..

O carro tinha algumas particularidades na manutenção: poucos mecânicos sabiam regular seus três platinados independentes, e muitos proprietários erravam na proporção da mistura gasolina/óleo (Foto: DKW-Vemag/divulgação)

Voltando a camioneta Universal, seu conceito não era dos mais modernos. Ainda usava a construção com chassi separado da carroceria, e não era reforçada como deveria: suas longarinas não iam além do eixo traseiro, ou seja, todo o peso do porta-malas era sustentado apenas pela lataria e soldas. Com as nossas condições de piso e malha viária da época, sem contar a qualidade construtiva bem inferior à dos veículos atuais, o resultado prático disso eram várias camionetas com a traseira “caída”. Só foram corrigir esse problema em 1966, dez anos depois!  

As Universal tinham o problema das longarinas que não seguiam até o final do carro: sua carroceria podia se deformar na parte traseira, caso muito peso fosse levado lá (Foto: Vemag/divulgação)

Outra curiosidade, não muito positiva, do primeiro familiar brasileiro era que suas portas se abriam no sentido oposto, estilo conhecido como “portas suicidas”, já que eram fáceis de se abrir e difíceis de fechar com o carro em movimento. O fator segurança ficava em segundo plano até no veículo original alemão, assim como a comodidade (essas portas eram mais difíceis de serem fechadas e complicavam o movimento de entra e sai). Por outro lado, devemos lembrar que falamos do início de tudo, quando técnicos e engenheiros brasileiros ainda estavam, literalmente, aprendendo na prática como era a arte de fabricar carros. Não eram erros, mas sim experimentações que foram sendo corrigidas. Só em 1966 o sentido de abertura das portas seria invertido.

Como foi o primeiro, literalmente, a Universal tinha erros hoje perdoáveis: nossa engenharia ainda estava aprendendo a arte de fabricar carros. Na foto, unidades 1956 novinhas, saindo da fábrica (Foto: Vemag/divulgação)

Na próxima semana darei continuação nessa história da DKW-Vemag Universal, a camioneta familiar que muita gente considera como o primeiro carro brasileiro.  

DM

A coluna “Perfume de Carro” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.







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