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Home Matérias História

PERUA NÃO, CAMIONETA

DE ONDE VEIO A DESIGNAÇÃO PERUA PARA UM TIPO DE CARRO?

identicon por Paulo Manzano
29/07/2025
em História, PM
Chevrolet Suprema 1993

Chevrolet Suprema 1993 (Imagem: catálogo GM)







Quem cresceu no Brasil nas décadas de 70, 80 ou 90 certamente já andou, viu ou teve alguma convivência com uma perua. O termo, que hoje soa quase carinhoso ou nostálgico, esteve presente em garagens, propagandas de TV, catálogos técnicos e conversas familiares por muitos anos. Mas de onde veio essa palavra para designar um tipo de carro que, tecnicamente, seria apenas uma station wagon? Por que no Brasil ela ganhou esse nome tão peculiar, ao passo que em outros países a nomenclatura seguiu caminhos mais previsíveis e formais?

A origem da palavra perua, no contexto automobilístico, não está nos manuais das fabricantes, nem em convenções internacionais de nomenclatura. Está nas ruas.

Ou melhor, nos pontos de lotação das grandes cidades brasileiras, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre as décadas de 1940 e 1950. Naquela época, era comum o uso de furgões e veículos adaptados com bancos para transportar passageiros de forma paralela ao transporte coletivo tradicional. Esses veículos, geralmente barulhentos, improvisados e abarrotados, acabaram sendo apelidados de “peruas”. Há quem diga que isso se deu pela semelhança com a movimentação e o alarido dos viveiros de aves. Outros associam o termo a um certo preconceito popular da época, ligando “perua” ao estereótipo da mulher espalhafatosa, que fala alto e carrega mil sacolas, uma comparação claramente machista, mas que acabou se perpetuando de maneira curiosa no vocabulário urbano.

Uma comparação popular com o alvoroço de aves de mesmo nome ou, segundo outra versão comum, com o estereótipo da “perua” espalhafatosa da época.

Independentemente da origem exata, o fato é que o nome pegou. Com o tempo, passou a identificar não apenas os veículos usados como lotação, mas também aqueles com carroceria alongada e traseira fechada, as station wagons de fato, como a Ford Belina, a Chevrolet Caravan e a VW Variant. Ainda nos anos 70, revistas do segmento e a própria publicidade da época já se referiam informalmente a esses modelos como peruas, embora o termo jamais tenha sido oficializado pelas fabricantes.

Mesmo assim, a palavra caiu nas graças do consumidor. Nos anos 80, a Fiat lançou a Panorama, e depois a Elba, a GM trouxe a Kadett Ipanema, a VW teve a Parati, e a palavra perua já não era mais apenas apelido, era categoria. Popular, funcional e amplamente compreendida.

Enquanto isso, no exterior, as coisas seguiam mais frias.

Estados Unidos e Reino Unido: o termo mais comum é station wagon, derivado das antigas carroças (wagons) e veículos que levavam passageiros até as estações de trem (station). No Reino Unido, também se popularizou o uso da palavra estate, numa referência aos carros utilizados em grandes propriedades rurais (country estates) para transportar bagagens, cães, armas e pessoas. Assim como o station wagon, o estate car sempre foi associado à praticidade e ao uso familiar.

Alemanha: o nome mais comum é Kombi, abreviação de Kombinationskraftwagen (“Veículo motorizado de uso combinado”), que remete à combinação de transporte de passageiros e carga em um único veículo. Muitas vezes, as fabricantes alemãs usam também o termo Touring (BMW Série 3 Touring, por exemplo), indicando uma versão voltada ao uso prolongado, confortável e com maior capacidade de carga, originalmente pensado para longas viagens.

França: usa-se break, alusão às carruagens de caça, break de chasse, que tinham espaço para armas, animais e passageiros.

Portugal: o termo é carrinha, usado para qualquer carroceria fechada com compartimento traseiro ampliado, incluindo vans pequenas, furgões e as peruas convencionais.

Espanha e América Hispânica: costuma-se usar familiar, rural ou até mesmo station wagon, dependendo do país e do contexto regional.

Nos anos 90, o Brasil viveu o auge das peruas. Havia versões para todos os gostos: econômicas, luxuosas, esportivas. A Parati GTi talvez tenha sido o ápice emocional desse momento, com a proposta de ser uma perua de desempenho. A VW Santana Quantun e a Omega Suprema também foram especiais. As peruas eram uma alternativa mais versátil do que os sedãs e hatchbacks, e para muitas famílias, eram o carro ideal: mais espaço, porta-malas generoso e dirigibilidade de automóvel.

VW Parati GTI 1997
VW Parati GTI 1997 (Imagem: catálogo VW)

Mas o tempo passou. Com a ascensão dos suves e da ideia de status associada à altura do solo e a visão de comando, as peruas começaram a desaparecer das ruas, das concessionárias e dos lançamentos. Mesmo que sua capacidade de carga fosse maior que nos suves. Hoje, sobrevivem apenas nos nichos de importação, ou entre os entusiastas que sabem o valor de uma carroceria bem equilibrada, que não precisa parecer um tanque para ser espaçosa. Outro ponto interessante das peruas é que muitas vezes elas têm um comportamento dinâmico excelente e também são bem mais associadas a esportividade do que suves.

Mesmo assim, a palavra perua continua viva, sobretudo em expressões como “perua escolar”, ainda usada para designar vans e furgões que transportam crianças, mantendo a ligação original com o uso coletivo e funcional.

Curiosamente, apesar de toda essa história cultural, o termo nunca foi adotado oficialmente pela legislação brasileira.

No Código de Trânsito Brasileiro, nas fichas técnicas do Denatran, nos registros do Renavam e nas normas fiscais, o termo perua simplesmente não existe.

O que existe é o veículo de uso misto, que é aquele destinado ao transporte simultâneo de carga e passageiros. É nessa categoria que se encaixam as peruas propriamente ditas, as Kombis, as vans e muitos utilitários fechados. Dependendo da construção e da homologação, o veículo pode ser classificado ainda como automóvel, caminhoneta ou utilitário. Mas nunca, juridicamente falando, como “perua”.

Uma Parati 1.6 de 1997, por exemplo, é registrada oficialmente como veículo de espécie “mista”, do tipo “camioneta”, com carroceria fechada, configuração típica das peruas. O mesmo ocorre com modelos como a Chevrolet Caravan 1982 ou a Fiat Elba 1990: todos enquadrados legalmente como camionetas. Nem nas resoluções do Contran que tratam de transporte escolar ou modificação de veículos o termo “perua” aparece. Essas normas exigem apenas que os veículos de uso misto tenham cintos de segurança, janelas e sinalização adequada. Ou seja, o conceito de “perua” permanece exclusivamente no uso popular, não existe formalmente nos registros oficiais.

Mas talvez isso seja o que torne o termo ainda mais interessante. Assim como o Fusca não era oficialmente um “Fusca” até que a Volkswagen brasileira reconhecesse o apelido em 1983, a perua também viveu, e vive, à revelia dos documentos. Um caso clássico em que o povo batizou primeiro, e o nome pegou.

No entanto, buscando o rigor técnico, nosso editor-chefe Bob Sharp resolveu, com minha concordância, adotar o termo “camioneta” nos textos do AE.

Isso causou espanto e dúvidas em alguns leitores. Mas agora, com essa história relatada aqui, fica mais fácil de entender. E por que não adotar o termo técnico correto?

Picape e caminhonete

O termo “picape” vem do inglês pickup, originalmente usado nos Estados Unidos para designar veículos leves com caçamba aberta, voltados ao transporte de pequenas cargas, os chamados pickup trucks. A palavra deriva de “to pick up”, que significa recolher ou carregar. No Brasil, o termo foi aportuguesado como “picape” e se popularizou amplamente na publicidade, na mídia e no uso cotidiano.

Paralelamente, também se consolidou a palavra “caminhonete”, uma forma tipicamente brasileira, criada como diminutivo de “caminhão” e associada informalmente a esses mesmos veículos. Portanto, na legislação brasileira, o termo oficial para picape é caminhonete, utilizado no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e nos registros do Renavam para classificar os veículos destinados ao transporte de carga, com peso bruto total de até 3.500 kg e caçamba separada da cabine. Caminhonete define juridicamente as picapes no Brasil.

Bem, vamos ver agora o Bob Sharp usando caminhonete para picapes?! Será que vai dar confusão?

PM

(Atualizada em 29/7/25 às 19h15)







Tags: camionetaperuastation wagonwagon
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(Foto: McLaren)

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