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Home AG

A HISTÓRIA DO VW “PEQUENO PRETO” DA DDR

EM MEIO À PADRONIZAÇÃO SOCIALISTA DA ALEMANHA ORIENTAL, UM CARRO PRETO E RELUZENTE SURGIU COMO SÍMBOLO DE LIBERDADE E CRIATIVIDADE INDIVIDUAL

Alexander Gromow por Alexander Gromow
11/08/2025
em AG, Falando de Fusca & Afins, Outros
Foto: criação por IA do Autor

Foto: criação por IA do Autor







Na foto de abertura, ambientada numa cidadezinha qualquer da DDR (antiga Alemanha Oriental) um reluzente carro preto apelidado de “Der kleine Schwarze” — o pequeno Preto (doravante chamado de “o Preto”) destoa da atmosfera triste daquela região.

No cinzento e empobrecido cenário da Alemanha Oriental (DDR) do pós-guerra, qualquer automóvel já era motivo de curiosidade. Mas, certo dia, uma verdadeira estrela caiu do céu — e estacionou nas ruas da DDR. O carro era tão diferente, tão fora dos padrões locais que era bem acima dos normais.

Elegante, com linhas arredondadas e proporções harmoniosas, despertava olhares e questionamentos por onde passava. Teria vindo de alguma galáxia italiana, com seu desenho fluido e cintura baixa? Ou seria um americano de alma ousada, com discretas aletas traseiras e vidro panorâmico? Difícil classificar. Era um cupê? Um sedã? Ou talvez algo no meio do caminho — espaçoso o bastante para uma família inteira, mas com ares de carro de sonho.

Nos anos 50, nada parecido circulava por aquelas bandas. Nem mesmo no Ocidente. E é justamente aí que começa a história desse automóvel único.

Uma criação artesanal que intrigou especialistas

Um cupê com espaço para a cabeça de cinco pessoas — isso não existia em produção em série em 1958 (Foto: Uli Sonntag)

O Preto não ostentava marca, modelo ou logotipo reconhecível, apesar do discreto emblema VW no capô dianteiro. Não vinha de Wolfsburg, nem de qualquer linha de produção. Era um trabalho artesanal, um verdadeiro “único no seu gênero”, construído por uma família de carroceiros de Spremberg, município próximo à cidade saxônica de Hoyerswerda, localizado no distrito de Spree-Neiße, em Brandemburgo, Alemanha — os Neumann — que, com teimosia e talento, transformaram sucata de guerra em obra-prima.

Seu escapamento duplo saía por uma traseira alongada, na qual se encontra (coberto) o que parecia ser um generoso espaço de armazenamento (mas na verdade era o cofre do motor). Nos para-lamas traseiros, entradas de ar ornamentadas davam um toque esportivo. As portas eram espessas como portas de cofres, mas leves o bastante para serem abertas até por uma criança, graças a um engenhoso sistema de dobradiças. E, acima de tudo, as pessoas não se cansavam de comentar sobre o incrível vidro traseiro no formato Cinemascope.

Era 1958. O país ainda não tinha se recuperado dos escombros da guerra. Carros particulares eram extremamente raros e, para a maioria, não passavam de um sonho distante. Por isso, quando o Preto surgiu, virou assunto entre vizinhos, curiosos e, rapidamente, chegou aos ouvidos de especialistas.

O berço do Preto: tradição e talento

O Neumann-Coupé sobreviveu em estado original levemente patinado – e, claro, com placa 4711 – da placa de 1958 que era ZF 47-11 (Foto: Uli Sonntag)

O designer desse carro fora do comum foi Erhard Neumann, nascido em 1935 em Bad Muskau, localizada no distrito de Görlitz, região administrativa de Dresden, perto da atual fronteira com a Polônia. Cresceu aprendendo o ofício com o pai, Wilhelm, dono de uma oficina de carrocerias fundada em 1870 e considerada referência na região.

Wilhelm, o patriarca, tinha reputação de exigente e não aceitava nada menos que perfeição. Mesmo após o fim do Governo Nacional-Socialista, manteve o negócio ativo, agora na DDR, e continuou a transformar carcaças de Horch, Opel, Hansa e Mercedes destruídos pela guerra em utilitários praticamente novos.

Foi nesse ambiente de disciplina e habilidade artesanal que Erhard e seu irmão Manfred aprenderam a trabalhar metal, madeira, vidro e chapa de aço. O chassi e os eixos que serviriam de base para o Preto vieram de um VW Kübelwagen Tipo 82, fabricado em 1943, que servira na frente oriental e acabara sucateado em Lübben, cidade na região do Spreewald, no estado de Brandemburgo.

Três anos de paciência e capricho

“Sala de estar” das duas Alemanhas: volante do Wartburg, velocímetro do VW Karmann-Ghia (Foto: Uli Sonntag)

A construção levou três anos. Primeiro, moldaram a carroceria sobre uma estrutura de madeira, definindo as linhas marcantes, como soleiras e para-lamas. Depois, revestiram tudo com chapas moldadas à mão, soldando e reforçando até que a madeira pudesse ser retirada, restando apenas o aço.

O que não pôde ser fabricado do zero foi reaproveitado de outros carros: coluna de direção do VW Kübelwagen, volante, faróis e lanternas do então recém-lançado Wartburg 311, rodas, motor de 30 cv e câmbio de VW Fusca. O estofamento, em veludo cotelê e material que imita couro foi obra da mãe, Renate.

A pintura preta em laca nitrocelulose, brilhante e profunda, ficou a cargo do patriarca.

Quando ficou pronto, o carro não foi anunciado nem exibido oficialmente. Era simplesmente o carro da família — embora todos na cidade o notassem.

Surpresa e admiração oficiais

Motor de VW Fusca dos anos 1954–1964 com 30 cv (Foto: Uli Sonntag)

Pesando 880 kg e com capacidade para cinco pessoas, o Preto era algo inédito na alemã oriental — e, possivelmente, também no lado ocidental (lembrando que naquele tempo a Alemanha estava dividida em duas).

Nem o Ocidente, com seu Lloyd 600 espartano, o Taunus arredondado, o excêntrico Zündapp Janus ou o elegante Borgward Isabella, tinha algo assim.

A janela traseira ampla e moldada artesanalmente em acrílico era uma ousadia, e chamou atenção primeiro dos engenheiros do Departamento Técnico de Veículos (KTA – Kraftfahrzeugtechnische Amt) em Cottbus, no estado de Brandemburgo, e, depois, do Escritório de Invenções e Patentes da DDR, em Berlim Oriental. O resultado foi um registro oficial de modelo, emitido em 8 de agosto de 1958.

Viagens e vitrine no Ocidente

Apesar do reconhecimento, nada aconteceu. Não houve produção, nem convite para exposição permanente. A revista Deutscher Straßenverkehr (Trânsito Rodoviário Alemão) publicou uma matéria entusiasmada, mas sem impacto.

No outono de 1959, a família Neumann levou o Preto para Colônia e, de lá, para o Salão de Frankfurt. Foi um sucesso de público, mas não gerou negócios.

Oportunidades perdidas

Revistas da Alemanha Ocidental falaram sobre ele, e até Heinrich Nordhoff, lendário presidente da Volkswagen, mostrou interesse — mas não fechou nenhum acordo. Até o ministro da Economia da DDR, Erich Apel, visitou a oficina para avaliar a possibilidade de produção em série. No fim, nada. Talvez fosse caro demais, sofisticado demais… ou simplesmente particular demais para se tornar um carro popular.

A vida seguiu. Os Neumann continuaram no ofício: o pai, sozinho; os filhos, em oficinas próprias a partir de 1966. Erhard ainda criaria outro belo cupê, desta vez com base no Trabant 601, mas que teve a produção cancelada por ser “bonito demais” para o padrão oficial.

Um clássico alemão

Anos depois, o negócio passou para Thomas, quinta geração da família, que dividiu seu tempo entre ser concessionário Ford e restaurar Schwimmwagens, tornando-se referência mundial nesse nicho.

E o Preto? Continua rodando e chamando atenção, agora nas mãos de Klaus Sch., que o guarda com cuidado e sabe que tem algo único: uma estrela que brilhou em meio à monotonia da DDR.

É impossível não imaginar o que a Volkswagen poderia ter feito com ele — talvez mudasse toda a história da marca e até a da indústria automobilística alemã. Mas isso fica no campo das conjecturas. Na prática, o Preto permaneceu o que sempre foi: um clássico alemão, tão único quanto o talento e a paixão que o criaram.

O Preto foi eternizado por sua miniatura em escala 1:43

A empresa AutoCult se especializou em miniaturas de carros especiais e raros como é o caso do Preto. Sendo assim, ela elaborou uma excelente miniatura do Preto, que é um carro único no mundo, mas agora está perpetuado através de sua miniatura que espalha a sua história entre os colecionadores de miniaturas especiais.

A miniatura do Preto em sua embalagem (Foto: www.nasshan.com/autocult)

Apresentamos nesta matéria mais uma criação feita a partir da necessidade feita na DDR, lá foram criados muitos carros, alguns únicos como o Preto, outros feitos em pequena série, todos movidos pelo mesmo motivo.

No caso do Preto é visível que ele foi feito com um acabamento excelente pela melhor oficina de carrocerias da DDR, e que continua a rodar pelas estradas a da Alemanha, hoje unificada.

AG

NOTA: Nossos leitores são convidados a dar o seu parecer, fazer suas perguntas, sugerir material e, eventualmente, correções, etc. que poderão ser incluídos em eventual revisão deste trabalho.
Em alguns casos material pesquisado na internet, portanto geralmente de domínio público, é utilizado neste trabalho com fins históricos/didáticos em conformidade com o espírito de preservação histórica que norteia este trabalho. No entanto, caso alguém se apresente como proprietário do material, independentemente de ter sido citado nos créditos ou não, e, mesmo tendo colocado à disposição num meio público, queira que créditos específicos sejam dados ou até mesmo que tal material seja retirado, solicitamos entrar em contato pelo e-mail alexander.gromow@autoentusiastas.com.br para que sejam tomadas as providências cabíveis. Não há nenhum intuito de infringir direitos ou auferir quaisquer lucros com este trabalho que não seja a função de registro histórico e sua divulgação aos interessados.
A coluna “Falando de Fusca & Afins” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

 







Tags: Alexander GromowFalando de Fusca & AfinsO Pequeno Preto
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