Faz um bom tempo que acho Dia dos Pais estranho por ‘pais’ significar também pai e mãe, como em “meus pais vieram me visitar”. Na minha infância, adolescência e por muitos anos já adulto, era Dia do Papai. Mas num dado momento, que não sei precisar quando, Dia do Papai deu lugar a Dia dos Pais. Sempre achei esquisito, inadequado.
Lembro-me até de ver nos jornais anúncios das lojas Probel (existentes até hoje) da poltrona do papai, jamais “dos pais”. Em minha opinião uma mudança desnecessária, sem sentido. Atendia bem o objetivo, filho (s) reverenciarem seu papai no seu dia, numa expressão que exprime amor e carinho. Mais até do que Dia do Pai, chamado assim em outros países, como Estados Unidos e Portugal.

Seria bem-vinda e merecida lei nacional estabelecendo o segundo domingo de agosto como o Dia do Papai — ou Dia do Pai, de modo a harmonizar com outros países.
Cabe lembrar ser desnecessário pluralizar pai (e mãe), como ocorre em relação a todas as classes laboriosas, por exemplo Dia do Médico, Dia do Trabalhador Rural e tantas outras.
Mas independente de nome, o mais importante é a homenagem do AE presta a quem é pai, em especial aos que são autoentusiastas e, mais especial ainda, ao pai de cada um dos nossos estimados leitores e leitoras.
Com o nosso abraço e de toda a equipe,
Paulo Manzano Bob Sharp
Editor-geral Editor-chefe
AE





