A renomada divisão de alto desempenho da Renault, a Renault Sport, pode estar prestes a fazer um retorno triunfal após sua descontinuação em 2023.
Durante o Salão do Automóvel de Munique, na Alemanha, executivos da marca confirmaram que estão avaliando propostas para reintroduzir modelos esportivos na linha Renault. Esses novos veículos poderiam ser posicionados para competir abaixo ou ao lado da Alpine, a atual marca de performance do grupo.

Fabrice Cambolive, executivo-chefe da marca Renault, afirmou à revista CAR e a outros veículos de mídia automobilística, por ocasião do lançamento do novo Clio de sexta geração, que a empresa está “explorando algumas ideias” para a criação de modelos esportivos exclusivos para a marca Renault.
O último carro a ostentar o emblema da Renault Sport foi o Megane R.S. Ultime, lançado em 2023. No Brasil tivemos o privilégio de ter o Sandero R.S., que saiu de linha em dezembro de 2021, este, aliás, foi o primeiro e único Renault Sport produzido fora da França.

Recentemente, a Renault tem demonstrado um interesse renovado em veículos de alta performance. Um exemplo notável é o projeto 5 Turbo 3E, que evoluiu de um conceito ousado de carro de drifting para um supercarro elétrico de edição limitada, vendido por cerca de 136.000 euros (aproximadamente R$ 860.000). Além disso, a paixão por esportividade parece estar cada vez mais presente na estratégia da marca, com Cambolive confirmando que o Megane E-Tech receberá em breve uma reestilização com características de um hothatch.

Cambolive ponderou: “Até agora, precisamos encontrar o equilíbrio certo. O R5 Turbo 3E é um caso extremo. O Grupo apresentará algumas propostas nos próximos 12 meses. Já temos algumas ideias.”
Ele também esclareceu a mudança de estratégia da empresa. Anteriormente, sob a liderança de Luca de Meo, a Alpine era vista como a única marca de performance do Grupo Renault. “Não temos mais esse modelo de negócio onde precisamos fazer essa escolha,” explicou Cambolive. “Vamos ver quando precisarmos tomar uma grande decisão sobre isso, mas não temos um exemplo concreto no momento.”
MF





