A Porsche anunciou a terceira fase do projeto Highway Charging, (carga na rodovia) que vai instalar 66 novos carregadores DC de 150 kW em pontos estratégicos de rodovias brasileiras até 2028. O investimento previsto é de R$ 70 milhões, em parceria com sua rede de concessionários e a empresa GreenV, especializada em soluções de recarga.
A primeira estação desta nova etapa já está em funcionamento no restaurante A Quinta do Marquês, no km 57 da Rodovia Castello Branco, no município de São Roque, SP.
Com essa expansão, a Porsche deve atingir 104 carregadores ultrarrápidos ativos, consolidando-se como a fabricante com a maior rede do tipo no país. Somados os ciclos anteriores, o investimento em infraestrutura de recarga no Brasil chegará a R$ 167 milhões.
Segundo Peter Vogel, presidente da Porsche Brasil, a empresa vê um cenário favorável para a eletrificação. “Mais de 85% da eletricidade gerada no país vem de fontes limpas e renováveis. Essa combinação deve acelerar a adoção de veículos eletrificados”, afirmou.
Como funcionam os novos carregadores
Cada estação contará com dois plugues:
- um exclusivo para veículos Porsche;
- outro liberado para automóveis de qualquer marca.
O acesso será controlado por aplicativo, que também organizará filas virtuais para evitar espera desordenada nos locais.

Mais do que exclusividade
Além da rede rodoviária, os Porsche Centers já oferecem 23 carregadores ultrarrápidos em cidades brasileiras, incluindo 8 dos 9 mais potentes da América do Sul (com 350 kW). Há ainda mais de 200 carregadores de 11 kW espalhados em pontos de comodidade pelo programa Destination Charging, além de 4.000 instalações residenciais realizadas para clientes desde 2018.
Para Junior Miranda, presidente da GreenV, o projeto marca um avanço importante: “Estamos acelerando a mobilidade elétrica no país com a maior rede ultrarrápida já instalada.”

Análise do ELETROentusiastas
Com o Highway Charging 3.0, a Porsche reafirma sua liderança no segmento de esportivos eletrificados no Brasil e, ao mesmo tempo, contribui para que a infraestrutura de recarga avance em benefício de todo o mercado. O fato de abrir parte da capacidade de seus carregadores para veículos de outras marcas é um diferenciador importante, mostrando que a marca entende a mobilidade elétrica como um ecossistema colaborativo.
Ainda assim, o prazo até 2028 e a limitação a corredores rodoviários mais movimentados mostram que a expansão da infraestrutura segue em ritmo gradual. É um passo consistente e bem-vindo, mas que precisa ser acompanhado de iniciativas públicas e privadas mais amplas para que os elétricos se tornem viáveis em escala no país.
GB





