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Home IG

ENTRE VANGUARDA E ALMA: O QUE MOVE QUEM CRIA UM PAGANI

MATTEO BOLONDI VIVE O SONHO DE TRANSFORMAR ARTE EM MOVIMENTO NO CORAÇÃO DO MOTOR VALLEY, ONDE CADA PAGANI É MOLDADO A MÃO E APERFEÇOAD PELO TATO E PELA ESCUTA

Iago Garcia por Iago Garcia
21/10/2025
em IG, Supercarros, Tecnologia
Matteo Bolondi, o segundo da direita para a esquerda, durante evento interno da Pagani. (Foto: Divulgação/Pagani)

Matteo Bolondi, o segundo da direita para a esquerda, durante evento interno da Pagani. (Foto: Divulgação/Pagani)







Meu primeiro texto no AUTOentusiastas nasceu de uma admiração antiga por quem são os pilotos de testes que transformam cálculos e gráficos em sensações ao volante. Naquela ocasião escrevi sobre Raffaele De Simone e o papel fundamental que collaudatori como ele desempenham dentro de fábricas como a Ferrari.

Desde então, esse tema continuou a me intrigar. Foi assim que, navegando por vídeos no YouTube, me deparei com um episódio do canal de Dino Dalle Carbonare em que um jovem italiano conduzia um Pagani com naturalidade e elegância, quase como se conversasse com o carro. O nome era Matteo Bolondi e você pode ver o trecho abaixo:

Pouco depois, descobri que Matteo havia sido aluno de um curso que também pretendo realizar e decidi abordá-lo para conhecer mais sobre sua experiência. A conversa, que começou por curiosidade, revelou muito mais do que histórias de pista: mostrou uma forma de pensar o automóvel como obra viva, em que arte, ciência e sensibilidade coexistem em equilíbrio. Foi o ponto de partida para mergulhar na filosofia que faz cada Pagani nascer e criar uma coleção de conceitos e práticas que compartilho neste artigo.

De mecânico a collaudatore

No imaginário popular, o piloto de testes passa os dias em circuitos, acelerando a 300 km/h e fazendo zerinhos entre cones. Matteo Bolondi sorri quando imagina essa imagem. “Na realidade, é um trabalho muito mais complexo. A maior parte do tempo é dedicada a melhorar o carro em cada detalhe, como conforto, ruído, dirigibilidade, integração de softwares e ergonomia”, explica. Seu cotidiano alterna entre longos dias na pista e períodos na oficina, discutindo com engenheiros as sensações traduzidas em relatórios. Pilotar é apenas o estágio final de um processo que começa no chão da fábrica e exige um nível de percepção refinado, quase artesanal.

Matteo sempre teve afinidade com máquinas. Sem formação universitária, estudou em escola técnica e iniciou a carreira como mecânico. “Ainda hoje trabalho ativamente nos carros”, contou. Em 2013 enviou seu currículo à Pagani Automobili e, após uma série de entrevistas, foi contratado como técnico de carroceria. No início montava os painéis de fibra de carbono do Huayra, tarefa que exige precisão.

Após seis meses, foi transferido para o departamento de Pesquisa e Desenvolvimento. Lá passou a conhecer cada sistema dos protótipos, aprendendo a desmontar e remontar componentes até que o comportamento de cada peça se tornasse familiar. “Esse conhecimento profundo foi essencial quando comecei a testar os veículos.” Durante anos, conciliou o trabalho com corridas amadoras de kart, que usava como treinamento. O hábito de competir ajudou a refinar o controle e a sensibilidade ao volante.

Em 2018 decidiu investir em algo maior e se inscreveu na Driving Experience Academy, curso criado por Davide Cironi, jornalista e piloto italiano conhecido por revelar os bastidores da cultura automobilística europeia em seu canal no YouTube, e por Loris Bicocchi, lendário piloto de testes que participou do desenvolvimento de supercarros como Bugatti EB110, Lamborghini Diablo GTR e Pagani Zonda.

Loris Bicocchi e o Bugatti EB110. (Foto: Divulgação/Bugatti)

O programa também conta com a participação de Marco Apicella, ex-piloto de Fórmula 1 e campeão da Fórmula 3000 japonesa, e de Francesco Baroni, instrutor com ampla experiência em pilotagem e desenvolvimento de veículos de alto desempenho. São três dias intensos no Autodromo di Modena, dedicados a despertar em cada aluno a sensibilidade e o controle necessários para compreender um carro em profundidade, exatamente as qualidades que mais tarde definiriam o trabalho de Matteo como piloto de testes. Veja abaixo mais sobre o Driving Experience Academy:

https://www.youtube.com/watch?v=VY0N7XmFFvc

A experiência foi decisiva. Bicocchi, veterano que já havia trabalhado com a Pagani, percebeu em Matteo um talento natural e o recomendou pessoalmente a Horacio Pagani. Pouco tempo depois, o fundador o chamou para conversar e lhe deu a oportunidade de ingressar como piloto de testes. “Foi a realização de um sonho que eu tinha desde criança”, lembra Matteo.

Hoje, Matteo alterna os dias entre o Autodromo di Modena e o circuito de alta velocidade de Nardò, no sul da Itália, onde os protótipos da Pagani são levados ao limite. Ele explica que cada sessão de testes segue uma agenda detalhada. “Cada vez que testo um carro, escrevo um relatório e, dependendo do tipo de atividade, discuto os resultados com os engenheiros do projeto.”

Matteo a bordo do Pagani Utopia no circuito de Mugello. (Foto: Divulgação/Pirelli)

A rotina inclui desde análises de conforto e vibração até o comportamento de software e calibração de sistemas eletrônicos. Pequenas correções podem ser feitas na hora, enquanto mudanças estruturais de geometria ou controle de tração são avaliadas em conjunto com a equipe de engenharia. “O maior desafio é dar o feedback certo e buscar melhorar algo que já está num nível muito alto”, comenta.

Matteo fala sobre o trabalho com serenidade, mas há emoção em suas palavras quando descreve as sessões de Nardò que se estendem até o pôr do sol. “Dirigir um dos carros mais belos do mundo, num circuito deserto, é algo impagável para um entusiasta.”

A essência da Pagani

Localizada em San Cesario sul Panaro, entre Modena e Bologna, a Pagani Automobili é um símbolo do Motor Valley e da filosofia renascentista que seu fundador herdou de Leonardo da Vinci: arte e ciência devem andar de mãos dadas.

A essência de seus carros está no desenvolvimento de materiais compósitos, especialmente o Carbo-Titânio, uma liga de fibra de carbono e titânio que combina leveza e resistência. Hoje, versões exclusivas como o Carbo-Titânio HP62 G2 e o Carbo-Triax HP62 são aplicadas no Pagani Utopia, que utiliza mais de quarenta tipos de compósitos em sua estrutura.

Com cerca de 330 funcionários, a fábrica mantém uma produção de apenas cinquenta carros por ano, mas desenvolve internamente praticamente todos os componentes. Desde a aquisição da antiga Aspa, rebatizada como Modena Design, a Pagani passou a usinar internamente 830 peças do Utopia, entre elas maçanetas, borboletas de câmbio e o próprio volante.

A nova fase da Pagani, cada vez mais autossuficiente, representa mais do que uma evolução produtiva. Ao internalizar processos, a empresa se torna também mais fiel à sua essência. Essa independência permite que cada decisão de engenharia seja guiada pela filosofia que a originou — a de criar máquinas que emocionem, antes de impressionar.

“Hoje temos dentro da Pagani uma estrutura que nos permite desenvolver e testar praticamente tudo”, comenta Matteo. “Isso faz diferença, porque quem trabalha aqui entende o que a marca representa. Cada pessoa tem um vínculo direto com o resultado final.”

Cada peça de alumínio é feita a partir de blocos de grau aeroespacial. O volante, por exemplo, nasce de um bloco de 43 kg, passa por três etapas de usinagem que totalizam 22 horas de trabalho e termina com apenas 1,6 kg já montado e acabado. É uma síntese perfeita entre arte e engenharia.

Um laboratório vivo sobre rodas

O Utopia é o ápice da filosofia Pagani e a prova de que é possível usar tecnologia de ponta em favor da experiência humana. A marca adotou uma estrutura cada vez mais verticalizada, produzindo internamente praticamente tudo o que compõe o carro, com exceção do motor e da transmissão. Essa integração dá aos engenheiros e collaudatori total controle sobre cada detalhe e cria um laboratório vivo, em que cada novo componente é desenvolvido, testado e refinado dentro de casa.

O processo de desenvolvimento reflete essa mentalidade. O Utopia já percorreu 850 mil quilômetros em testes físicos, com meta de alcançar um milhão até 2027, enquanto os modelos de corrida, como o Huayra R e o Huayra R Evo Roadster, já acumularam 20 mil quilômetros de pista. O simulador é usado apenas em situações pontuais, como comparação de especificações de pneus, porque o verdadeiro aprendizado vem da estrada e das mãos de quem guia.

Matteo ao volante de um Pagani Utopia durante evento no circuito de Mugello (Foto: Divulgação/Pagani)

Matteo vê nisso uma das razões que tornam o trabalho na Pagani tão singular. “Aqui, o teste ainda é algo humano. Nós dependemos da escuta e da sensibilidade para perceber o que o carro quer nos dizer”, comenta. “É assim que a tecnologia faz sentido: quando serve para amplificar o toque humano, e não substituí-lo.”

A Pagani mantém dez protótipos do Utopia, oito cupês e dois roadsters, distribuídos entre diferentes áreas de desenvolvimento, como homologação, dinâmica e powertrain, além de fornecedores como Bosch, AMG e Pirelli, que recebem unidades específicas para seus testes. O modelo segue a tradição inaugurada pelo Zonda “La Nonna”, o primeiro protótipo da marca, que rodou meio milhão de quilômetros e ainda é utilizado em ensaios internos.

O resultado é um ciclo de desenvolvimento que combina softwares e materiais de última geração com uma abordagem profundamente humana. É nessa interação que profissionais como Matteo Bolondi se tornam indispensáveis, traduzindo dados e medições em sensações reais.

Tecnologia sensível ao toque humano

O pioneirismo técnico da Pagani em materiais e eletrônica serve a um propósito maior: preservar a emoção de dirigir. Em um mundo onde a tecnologia costuma distanciar o motorista da máquina, a Pagani segue o caminho inverso. O Utopia mostra que inovação e envolvimento podem coexistir.

O carro traz suspensão ativa e magnética, gerenciamento dinâmico de aderência e pneus Pirelli Trofeo RS com módulos Bluetooth que se comunicam com a ECU, ajustando em tempo real parâmetros de ABS, ESP e controle de tração conforme o tipo de asfalto e a temperatura dos compostos. Mas é o feeling humano dos collaudatori que define o acerto final. “A tecnologia nos dá ferramentas incríveis, mas ela sozinha não cria emoção. Essa é a parte que vem do piloto, do que sentimos quando o carro responde exatamente como deveria”, afirma Matteo.

É também o único hipercarro moderno que ainda oferece câmbio manual acoplado ao motor V-12 biturbo da AMG. A decisão não é apenas simbólica: 75% dos compradores escolhem o câmbio manual, reforçando que a marca continua fiel ao público entusiasta.

75% dos Pagani Uotpia vendidos foram equipados com câmbio manual (Foto: Divulgação/Pagani)

Matteo resume essa filosofia com uma frase que poderia estar gravada em cada carro que sai de San Cesario: “Um carro como esse deve emocionar parado e ainda mais em movimento.”

Epílogo: o valor humano da velocidade

Quando Horacio Pagani o chamou pessoalmente para anunciar que ele passaria a testar os carros, Matteo entendeu que havia alcançado o sonho que o motivara desde a infância. Hoje, sua rotina é a de quem traduz em gestos o trabalho de centenas de engenheiros e artesãos.

Enquanto a indústria se volta para simulações e inteligência artificial, Matteo representa o lado humano da engenharia, aquele que ainda escuta o carro e sente o volante vibrar nas mãos. Cada Pagani carrega, sob o brilho do carbono, o toque invisível de pessoas como ele, herdeiros da escola de Leonardo da Vinci, que transformam ciência em arte e alumínio em emoção.

Ser collaudatore é isso: guiar um sonho e devolvê-lo ao mundo com mais alma do que tinha antes.

IG







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