A Kia Tasman, picape com grande potencial de ser comercializada no mercado brasileiro, pode passar por uma reformulação estética num futuro próximo. O desenho inicial do veículo gerou críticas significativas, forçando a marca a considerar ajustes.
O executivo-chefe da Kia Austrália, Damien Meredith, reconheceu publicamente que as primeiras reações do público ao estilo da picape foram “angustiantes” para a fabricante. No entanto, ele pondera que a experiência de dirigir a Tasman tem animado os consumidores.

Apesar de ser um lançamento recente, a imprensa europeia já cogita a possibilidade de uma reestilização precoce. A aposta da Kia para contornar as críticas estéticas é o conceito Tasman Weekender, apresentado no Salão de Mobilidade de Seul.
A principal questão levantada sobre a Tasman original eram os para-lamas. No conceito Weekender, eles foram pintados na cor da carroceria, enquanto no modelo de produção são de plástico preto. O conceito mantém as linhas retas, mas amplia a sensação de robustez com apliques de plástico preto ou até mesmo em verde neon em diversas partes externas. Para reforçar a vocação fora de estrada, a Weekender exibe para-lamas alargados e pneus todo-terreno BF Goodrich.

Em seu principal mercado-alvo, a Austrália, as vendas iniciais da Tasman ficaram abaixo das expectativas. A meta inicial era de 10.000 unidades no primeiro ano, mas até junho, apenas cerca de 2.500 emplacamentos foram registrados.
No Brasil, o interesse pela picape já é claro: o veículo foi flagrado em testes no país, e o Grupo Gandini, representante oficial da Kia, confirmou o desejo de trazer a Tasman.
MF





