O setor automobilístico está à beira de uma transformação digital que pode mudar — para pior — a forma como interagimos com os veículos. A partir de 2026, segundo a CNN, as telas das centrais multimídia dos automóveis devem deixar de ser apenas centros de informação e entretenimento para se tornarem plataformas de publicidade monetizada, gerando um novo e substancial fluxo de receita para as fabricantes.
Essa tendência, já consolidada em celulares e televisores conectados, está rapidamente ganhando tração na indústria. Com o crescimento exponencial do tamanho e da sofisticação das telas multimídia, fabricantes e firmas de tecnologia veem um novo formato de anúncios a ser explorado.
A estratégia de monetização e o exemplo da Ford
A ideia central é simples e espelha o modelo de mídia digital: a cada vez que o veículo for ligado, a central poderá exibir mensagens ou logotipos patrocinados dos anunciantes.
Um movimento notório neste campo foi a Ford, que já em 2024 registrou uma patente de um sistema de publicidade veicular, sinalizando que a monetização das interfaces é uma prioridade estratégica das grandes fabricantes.
Cada exibição será paga pelo anunciante, criando uma receita compartilhada entre a fabricante do veículo e a desenvolvedora do software.
O tal jogo de ganha-ganha
Para os motoristas que desejarem uma experiência totalmente livre de interrupções comerciais, o modelo deve oferecer uma alternativa: o pagamento de uma pequena assinatura mensal, similar aos planos premium de serviços de streaming, para desativar os anúncios.
Antônio Azevedo, fundador e executivo-chefe da LogiGo, empresa fornecedora de tecnologia multimídia, reforça que o sucesso desse novo modelo depende de um equilíbrio: “A monetização deve ser um jogo de ganha-ganha. O motorista precisa enxergar valor, as marcas devem atingir o público certo de forma não intrusiva, e a fabricante conquista um canal de receita inovador”, afirma o executivo.
Azevedo projeta que a implementação dessas telas com propaganda embarcada deve começar em alguns modelos já em 2026.
Realmente um jogo de ganha-ganha para o fabricante, para o desenvolvedor do software e para os anunciantes, já para o proprietário do veículo… Este, além de pagar caro bem que adquire, ainda será obrigado a pagar uma taxa mensal para não ser importunado com propaganda.
MF





