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AE TALKS: O FUTURO DO AUTOMÓVEL

SAIBA COMO FOI O PAPO COM SEIS RENOMADOS ESPECIALISTAS EM DIVERSAS ÁREAS

identicon por Paulo Manzano
11/11/2025
em Eventos, PM, Substance
Imagens: Autoentusiastas e divulgação Lexus

Imagens: Autoentusiastas e divulgação Lexus







Design, identidade de marca, influência chinesa, consumo, tendências e as novas direções da mobilidade.

Na manhã de 8 de novembro de 2025, a Casa Osten recebeu mais uma edição do AE Talks, com o tema “O Futuro do Automóvel”. O painel reuniu nomes que viveram a indústria por dentro e trouxeram visões complementares sobre o que está por vir.

Luiz Alberto Veiga, referência no design automobilístico brasileiro, Milad Kalume Neto, especialista em inteligência de mercado, Cassio Pagliarini, estrategista de marketing e produto, Eduardo Pincigher, jornalista e consultor de comunicação, e Adriano Costa, executivo do setor premium e criador do podcast A Sala do Board, compuseram a mesa que discutiu o futuro com olhar técnico e sensível.

A mediação foi minha, conduzindo o painel com a perspectiva de quem viveu o automóvel por dentro, nas áreas de marketing, produto e experiência, e com o mesmo entusiasmo de quem ainda acredita que dirigir é, antes de tudo, um ato de emoção.

Durante a conversa, percorremos temas como o papel do automóvel na sociedade, a reinvenção do design, a influência chinesa sobre o ritmo da indústria, o comportamento do novo consumidor e a essência do prazer de dirigir.

Mais do que antecipar tendências, o objetivo foi compreender o que está em jogo, a identidade das marcas, a emoção que ainda move o automóvel e o significado de liberdade num mundo cada vez mais digital e regulado.

Abaixo, um resumo do que foi falado em quase quatro horas de conversa em seis temas diferentes.

1. O AUTOMÓVEL SOB RECONSTRUÇÃO

“O automóvel ainda é um objeto de desejo ou virou apenas um meio de transporte eficiente?”

Essa pergunta abriu a manhã e imediatamente colocou todos no clima certo. Por décadas, o automóvel representou o sonho de liberdade. Para quem cresceu nos anos 1970, 80 ou 90, tirar a carteira de motorista era mais do que um documento, era o ingresso para a vida adulta. O carro era o passaporte para sair de casa, encontrar amigos, ouvir música e sentir o mundo em movimento.

Hoje, porém, o cenário mudou. O desejo foi substituído pela praticidade. Muitos jovens urbanos sequer cogitam comprar um carro. Preferem um aplicativo, um transporte público eficiente ou simplesmente o “prazer” de não se preocupar com estacionamento, rodízio ou IPVA.

Mas o fenômeno não é apenas econômico. Ele é cultural. O automóvel, que antes era visto como símbolo de conquista e identidade, tornou-se parte de um ecossistema de mobilidade. O fascínio da máquina foi substituído pelo fascínio da tecnologia. O motor, o ronco e o câmbio deram lugar às telas, à conectividade e aos assistentes de condução.

Um dos convidados resumiu bem: “Antes o carro era o meu espaço de liberdade. Hoje é o meu espaço de conexão.” A essência continua sendo o indivíduo em movimento, mas a motivação é diferente.

Ainda assim, a paixão não desapareceu. Há uma distância entre a perda do desejo e o fim da emoção. A vontade de dirigir permanece viva entre os autoentusiastas e também entre jovens que, ao contrário do que muitos pensam, ainda sonham com o primeiro carro. O automóvel deixou de ser aspiração universal e passou a ser afinidade seletiva.

O que está em reconstrução não é o carro, mas o seu papel. O automóvel segue como um dos artefatos culturais mais complexos da era moderna. Ele apenas mudou de função, de símbolo de status para extensão digital da vida cotidiana.

2. DESIGN: FORMA OU SIGNIFICADO?

“Com algoritmos e aerodinâmica definindo as linhas, o design ainda será capaz de emocionar?”

O design automobilístico está em crise, ou talvez em transição. Nos últimos anos, a obsessão pela eficiência aerodinâmica e pela redução de arrasto resultou em formas cada vez mais semelhantes.

Na busca por centésimos de consumo e silêncio, perdeu-se parte da poesia. Um exemplo foi lembrado: o Mercedes-Benz EQS, um feito técnico, mas esteticamente frio. O coeficiente de arrasto é um dos mais baixos já obtidos, mas o impacto visual é neutro. Um carro perfeito, porém sem alma.

O que se observa é uma padronização global ditada por softwares de modelagem, simulações de vento e inteligência artificial. Na China, o processo criativo já é radicalmente diferente e rápido. Um designer pede uma alteração à noite e, na manhã seguinte, a maquete física está pronta. É fascinante e assustador ao mesmo tempo. A velocidade supera o tempo da reflexão.

Os participantes do painel foram unânimes:

Emoção não se calcula por algoritmo. A forma técnica precisa coexistir com o significado simbólico. O design precisa se fazer sentir, não apenas funcionar.

No passado, cada marca tinha uma assinatura inconfundível, um toque de caráter que se reconhecia de longe. Hoje, o risco é transformar todos os automóveis em variantes de uma mesma silhueta digitalmente otimizada.

“Design de exterior é paixão. Design de interior é convivência”, lembrou um dos participantes. O primeiro seduz, o segundo retém.

O futuro do design dependerá menos da aerodinâmica e mais da capacidade de traduzir propósito. Linhas que comuniquem valores, histórias e emoções. Carros que, ao serem vistos, ainda façam alguém sorrir, mesmo que em silêncio. Que tenham carronalidade.

3. A IDENTIDADE DAS MARCAS

“Quando todos forem elétricos, silenciosos e digitais, o que vai diferenciar uma marca da outra?”

No passado, a identidade de uma marca de automóvel era visível e audível. O som de um motor, o cheiro do couro, o comportamento da suspensão e o toque do câmbio contribuíam para formar o DNA de uma marca.

Hoje, com motores elétricos padronizados e interiores minimalistas, o risco é que todas se tornem iguais. Quando o ruído desaparece e o comportamento dinâmico é definido por software, o que resta é a experiência simbólica e a coerência de propósito.

A BMW reagiu criando grades gigantes e iluminadas na tentativa de preservar um traço reconhecível. A Mercedes aposta em iluminação de assinatura e elementos de som sintetizado. A Porsche tenta equilibrar tradição e modernidade. Mas em essência, todas enfrentam o mesmo dilema: como continuar sendo elas mesmas num mundo de silêncio e algoritmos?

O que definirá o futuro das marcas é o quanto cada uma entenderá sua essência. O automóvel se tornou um computador sobre rodas, e isso força as empresas a se reposicionarem, não mais como fabricantes, mas como provedores de experiências.

No painel, lembramos que carro é identidade, não apenas transporte. As pessoas não compram apenas um produto ou uma marca, compram o que eles representam. O problema é que, sem som, sem cheiro e sem vibração, e com desenhos cada vez mais similares, o desafio de criar conexão emocional cresce exponencialmente.

Talvez o futuro das marcas esteja menos no produto e mais na relação com o cliente, em como cada uma interpreta o prazer de dirigir e o sentido de exclusividade. O design envolvente, o som, mesmo que simulado, e a experiência serão os novos idiomas da personalidade.

4. A INFLUÊNCIA CHINESA

“A China está ditando o futuro do automóvel ou apenas acelerando o que o Ocidente demorou a fazer?”

O impacto chinês foi um dos temas mais vibrantes do AE Talks.

A constatação é simples: enquanto as marcas ocidentais discutem transições, a China já as realizou. Em menos de duas décadas, o país passou de aprendiz a protagonista. E o fez com uma velocidade que desafia a lógica tradicional da indústria.

Lá, as decisões são horizontais e os processos curtos. Um designer propõe uma alteração e a vê implementada no dia seguinte. Os ciclos de desenvolvimento são de 14 meses, algo inimaginável para as marcas europeias.

O que impressiona não é apenas a tecnologia, mas a integração. A China domina toda a cadeia, baterias, eletrônica, software, montagem e reciclagem. O resultado é um poder de execução que nenhuma marca ocidental possui.

Mas a discussão foi além da técnica. Falamos de cultura industrial. Enquanto a tradição europeia valoriza o legado, o design autoral e a consistência histórica, a cultura chinesa valoriza o presente e o resultado imediato. O passado é irrelevante, até porque ele não existe para elas.

Por isso, os carros chineses entregam tudo o que o consumidor quer, espaço, conectividade, desempenho e conforto, sem culpa de copiar ou recomeçar. Eles não têm fardos simbólicos, e a ausência de herança é, paradoxalmente, a sua vantagem competitiva.

O problema é que essa velocidade cobra um preço. Falta coerência estética e identidade de marca. Muitos produtos são ótimos, mas genéricos. O desafio da China será aprender o que o Ocidente domina há um século, criar alma.

Por outro lado, o Ocidente precisa aprender o que a China já faz naturalmente, criar rápido.

No painel, alguém observou: “A China não destruiu o romantismo do automóvel, apenas mudou o ritmo da indústria.” E essa talvez seja a frase que melhor resume o novo cenário.

5. O NOVO CONSUMIDOR

“As novas gerações ainda sonham em ter um carro ou apenas em usá-lo quando precisam?”

O comportamento do consumidor é hoje um dos maiores enigmas para as marcas.

Antes da pandemia, parecia claro que a posse daria lugar ao uso. O carro seria substituído por aplicativos, e o jovem urbano, avesso à propriedade, viveria de mobilidade compartilhada.

A pandemia inverteu essa lógica. O automóvel voltou a ser símbolo de segurança e independência. O isolamento reacendeu a importância de ter o próprio espaço, de controlar o trajeto, o tempo e o ar que se respira. O desejo voltou, não igual, mas reconfigurado.

As novas gerações ainda valorizam o automóvel, mas o enxergam de forma pragmática. Querem eficiência, conectividade, integração com o celular, alcance e conforto. O motor importa menos, o software importa mais.

Há um aspecto sociológico forte. A ideia de sucesso pessoal mudou. Possuir um carro não é mais prova de ascensão, é uma escolha de conveniência. Mas quando a mobilidade compartilhada falha, e falha com frequência, o valor do automóvel próprio volta a brilhar. O mercado, portanto, se reequilibra entre razão e emoção. O carro deixou de ser sonho universal, mas permanece símbolo de liberdade.

O desafio das marcas é entender que a relação emocional ainda existe, apenas se manifesta de outro jeito. Hoje, o prazer pode estar em configurar o painel, em controlar por voz, em personalizar o ambiente.

6. O QUE RESTA DO PRAZER DE DIRIGIR

“Num mundo de carros elétricos, autônomos e silenciosos, haverá ainda espaço para o prazer de dirigir?”

O prazer de dirigir é um tema que sempre desperta emoção entre autoentusiastas, e o consenso é que ele não acabou, apenas mudou de natureza.

O carro elétrico não é o inimigo da emoção. Ele oferece outro tipo de prazer: o torque imediato, o silêncio absoluto, a precisão dos movimentos. É um prazer cerebral, quase cirúrgico, que substitui o visceral.

Para quem ama o ruído e o cheiro de combustível, talvez isso pareça frieza. Mas para quem busca controle e fluidez, o elétrico pode ser igualmente envolvente.

O desafio será manter o motorista envolvido num mundo de assistentes e automação. Quando tudo é fácil demais, perde-se o senso de conquista. Dirigir é, no fundo, um ato de presença. É o momento em que o corpo e a máquina se encontram.

Falamos muito sobre isso no painel. A indústria pode oferecer conveniência e alcance, mas precisa preservar espaço para o envolvimento humano. O prazer não pode ser simplesmente substituído por eficiência.

Talvez o futuro não seja o fim do automóvel, e sim o reencontro com sua essência.

O automóvel nasceu para libertar, e essa função continua viva. Apenas trocou o caminho. Antes era pela estrada. Agora é pelo tempo. O carro segue sendo um meio de expressão pessoal, um território de silêncio e contemplação, um espaço onde, ainda que tudo mude, dirigir continua sendo um prazer.

CONCLUSÃO

Este AE Talks apontou que o automóvel vive uma transição profunda, talvez a mais significativa de sua história. O que está em jogo não é apenas a substituição de motores ou o avanço do software, mas o sentido de existir do carro como expressão humana.

Hoje, a tecnologia dita o ritmo. O automóvel se torna conectado, eficiente, silencioso e previsível. Mas, ao mesmo tempo, carrega a missão de preservar o que sempre o definiu: o prazer, a identidade e a emoção. O desafio é conciliar esses dois mundos sem perder o encanto.

O design precisa voltar a comunicar sentimento, não apenas desempenho e aerodinâmica. As marcas precisam reencontrar sua voz num universo de produtos que parecem falar a mesma língua. A indústria ocidental precisa aprender com a velocidade da China, sem abrir mão da alma. E o consumidor, mais consciente e pragmático, continua buscando o mesmo que sempre buscou, liberdade. Ou pelo menos a sensação de liberdade.

O automóvel não acabou. Está apenas mudando de papel. Passa a ser companheiro digital, espaço de introspecção e conexão pessoal. Um território que combina tecnologia e emoção, razão e afeto.

O futuro que se desenha não será feito de oposições entre o novo e o antigo, o elétrico e o a combustão, o humano e o automatizado. Será feito de sínteses.

O automóvel segue sendo parte essencial da cultura, um espelho das nossas aspirações e contradições. Talvez o futuro não o transforme em algo completamente novo, mas o obrigue a se reinventar com mais consciência, mais coerência e, principalmente, mais carronalidade.

Bob Sharp, Paulo Manzano, Cassio Pagliarini, Eduardo Pincigher, Luiz Alberto Veiga, Adriano Costa e Milad Kalume Neto

O AE Talks é uma iniciativa do AUTOentusiastas dedicada à reflexão sobre o presente e o futuro da cultura automobilística. Um espaço de conversa aberta e troca de experiências, onde profissionais e apaixonados pelo tema se reúnem para discutir o que realmente move o automóvel e o que ele move, e as pessoas que o amam.

PM







Tags: AE TALKS
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Seriedade, diversidade e emoção desde de 2008. Conteúdo próprio, abordagem emocional e diversidade feito por apaixonados por carros

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