A Toyota apresentou na Austrália a nova geração da Hilux, agora com design totalmente renovado, aprimoramentos mecânicos e novos níveis de conectividade e segurança. É uma mudança importante para a picape mais vendida do país e também uma notícia de grande relevância para o Brasil e a Argentina, onde o modelo é produzido na fábrica de Zárate e lidera há anos o segmento de picapes médias.
Embora ainda não estejam confirmadas as especificações que chegarão à América do Sul, é muito provável que boa parte das novidades introduzidas pela Toyota Austrália, tanto no design quanto na parte mecânica e eletrônica, apareça em breve nas versões fabricadas para os nossos mercados.
Veja 10 fatos sobre a nova Toyota Hilux.
1. Design com assinatura australiana
O novo visual da Hilux foi desenvolvido sob a liderança da equipe de design da Toyota Austrália, em colaboração com times da Tailândia e do Japão (de acordo com informações da Austrália), mas é bem provável que Brasil e Argentina também tenham tio envolvimento. O tema chamado Cyber Sumo define linhas musculosas e modernas, com faróis de LED mais estreitos, grade verticalizada e proporções que acentuam robustez e estabilidade. As laterais ficaram mais limpas e a traseira ganhou novo conjunto óptico horizontal. O resultado é uma picape visualmente mais larga e com presença marcante, sem abrir mão da funcionalidade.
2. Interior reprojetado e mais tecnológico
Por dentro, o painel de três níveis foi redesenhado para melhorar a visibilidade e transmitir maior sensação de amplitude. Todas as versões passam a ter quadro de instrumentos digital, de 7 ou 12,3 polegadas, e uma nova central multimídia de 12,3 polegadas posicionada acima do console central.
Os bancos dianteiros foram redesenhados e agora podem ter ajustes elétricos de até oito vias, com apoio lombar e revestimentos de couro conforme a versão. O console central está mais alto e com tampa deslizante, facilitando o descanso de braço e aumentando a sensação de integração entre motorista e cabine. O sistema de climatização ganhou comandos físicos de fácil acesso e o volante, redesenhado, traz agrupamento funcional de botões e opção de aquecimento.
3. Conectividade e multimídia
O sistema multimídia oferece compatibilidade sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, navegação integrada e acesso aos serviços conectados da Toyota por meio de aplicativo. Isso inclui recursos de comodidadee segurança como localização remota e notificações de manutenção. A integração eletrônica foi um dos pontos de maior avanço em relação à geração anterior.
4. Direção com assistência elétrica e nova calibração de suspensão
A Hilux estreia um sistema de direção com assistência elétrica (era hidráulica), que proporciona resposta mais precisa e menor esforço em manobras. Essa mudança melhora também o funcionamento dos assistentes de faixa, que passam a atuar com maior suavidade.
A suspensão mantém o arranjo de duplo braço triangular na dianteira e eixo rígido com molas semielípticas atrás, mas com novos amortecedores e molas adaptadas a dois tipos de uso: nas versões australianas, trabalho pesado (WorkMate e SR) e uso particular com maior conforto (SR5, Rogue e Rugged X). O chassi foi reforçado em pontos-chave para aumentar rigidez e conforto sem perda de robustez.
5. Motor turbodiesel com sistema híbrido de 48 volts
A nova Hilux mantém o consagrado motor 2,8-litros turbodiesel de quatro cilindros, que na versão automática entrega 204 cv e 50,9 m·kgf de torque, enquanto com o câmbio manual de seis marchas mantém 42,8 m·kgf.
A principal novidade é o sistema V-Active 48V, aplicado às versões automáticas de cabine dupla SR e superiores. Esse sistema fornece impulso adicional de 11,5 cv e 6,5 m·kgf nas arrancadas e garante funcionamento mais suave do sistema desliga-liga motor nas paradas, além de redução de vibrações.
Para Brasil e Argentina, esse conjunto tem grande chance de ser adotado, já que utiliza o mesmo bloco-base produzido na região.
6. Primeira Hilux elétrica e futura versão de pilha a combustível
A Toyota confirmou que a Hilux terá pela primeira vez uma versão 100% elétrica (BEV), inicialmente voltada a frotas corporativas. Ela utilizará dois motores elétricos (um em cada eixo) e bateria de íons de lítio, com lançamento na Austrália previsto para o ano que vem.
Além disso, uma versão com pilha de combustível a hidrogênio (FCEV) está planejada para 2028. Mesmo que esses projetos não cheguem de imediato à América do Sul, eles indicam o caminho da eletrificação que a Toyota pretende seguir para suas picapes.
7. Pacote de segurança completo
Todas as versões passam a incluir o conjunto mais recente do Toyota Safety Sense, com frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, alerta e assistente de faixa, reconhecimento de placas de velocidade, comutação automática de faróis, monitor de ponto cego e alerta de tráfego transversal traseiro.
Outro avanço é o novo sistema de detecção de presença na cabine, que usa radar para identificar ocupantes no banco traseiro e emitir alerta ao motorista. As versões de cabine dupla com câmbio automático ainda contam com o Multi-Terrain Select (controle eletrônico de tração em vários modos) e o Multi-Terrain Monitor, com câmeras ao redor e sob o veículo.
8. Versão Rugged X retorna com foco no fora de estrada
A versão Rugged X volta à linha com foco no uso fora de estrada, trazendo para-choques reforçados, ganchos de reboque, placas de proteção e de deslizamento, pneus de uso misto e calibração específica de suspensão. O diferencial traseiro bloqueável e o controle eletrônico de terreno são itens de série.
Essa configuração deve inspirar futuras versões especiais voltadas ao público rural e aventureiro na América do Sul. Toyota do Brasil, é essa que queremos!
9. Projeto aprimorado
O chassi tipo escada foi atualizado com novos coxins hidráulicos de motor, fixações adicionais e travessas redesenhadas, aumentando resistência à torção e absorção de impacto. Isso melhora conforto e segurança, além de reduzir vibrações e ruído de rodagem.
A Toyota ressalta que o conjunto passou por extenso desenvolvimento e testes na Austrália (e muito provavelmente na Argentina e Brasil), conhecidos por sua variedade de terrenos extremos, o que tende a beneficiar diretamente a robustez das unidades fabricadas na Argentina.
10. Produção, mercado e cronograma
O lançamento australiano ocorrerá em dezembro deste ano. As vendas da versão elétrica começarão em 2026, e da FCEV, em 2028.
Para o Brasil e a Argentina, a produção na fabricaade Zárate continuará sendo o eixo principal da operação sul-americana. A adoção das novidades dependerá da adaptação local e da disponibilidade de componentes, mas o ciclo indica que a nova Hilux regional deverá aparecer a partir de do próximo ano.
A Hilux sempre foi sinônimo de confiabilidade, resistência e valor de revenda, e essa nova geração reforça todos esses atributos com um salto expressivo em tecnologia, conforto e segurança. O foco em direção com assistência elétrica, conectividade e motorização semi-híbrida mostra uma picape mais moderna e equilibrada, mas ainda fiel ao seu DNA de robustez.
A Toyota parece determinada a manter a liderança da Hilux no Brasil e na Argentina, agora com mais refinamento e um olhar para o futuro da eletrificação.
PM









