O acordo de longa data entre o grupo brasileiro e a sul-coreana Hyundai passou por uma reformulação crucial em 2024. Inicialmente, a Caoa ficaria encarregada apenas da produção local do suve Tucson e do comercial leve HR eme Anápolis, enquanto a Hyundai assumiria o controle total sobre os veículos importados. Contudo, essa configuração teve vida curta.
De acordo com informações divulgadas pelo site AutoData, o último utilitário Hyundai HR deixou as linhas de montagem da Caoa em 31 de outubro. O encerramento da produção ocorreu poucos dias antes da formalização de uma nova e importante aliança da empresa brasileira, desta vez com a Changan.
Com a mudança, a Caoa concentrará suas operações e produção nas marcas que já controla ou passará a controlar: Chery e a recém-chegada Changan. É notável que a nova operação da Changan com a Caoa não possui vínculos com as marcas Omoda, Jaecoo e Jetour, ambas pertencentes ao Grupo Chery, que atuarão de forma autônoma no mercado nacional. No que diz respeito à Hyundai, a Caoa manterá sua posição como um dos maiores e mais importantes grupos de concessionárias da marca no país.
Apesar das recentes mudanças na linha de produtos, a unidade de Anápolis está preparada para um novo ciclo. Em 2023, a Caoa havia anunciado um robusto investimento de R$ 3 bilhões na fábrica, parte do qual foi direcionada para a aquisição de robôs modernos e ainda não utilizados da antiga linha de produção da Ford em Camaçari, BA.
Com a ampliação e as melhorias processuais implementadas, a produção dos veículos Changan na fábrica de Anápolis deverá ser iniciada em um prazo relativamente curto, alinhando-se à produção já existente da Chery.
Enquanto a fábrica de Anápolis se reestrutura, o futuro da fábricada Chery em Jacareí, região metropolitna de São Paulo, segue incerto. Paralisada desde 2022, a unidade teve sua suspensão de operações anunciada pela Caoa como temporária, mas até o momento não houve qualquer retomada.
MF





