Uma resenha sobre os pilotos da temporada de 2025 (foto de abertura) pode ser dividida entre pilotos e equipes. Na primeira destacam-se a velocidade dos dois pilotos da McLaren, a capacidade e resiliência de Max Verstappen e o brilharete da boa safra de estreantes na categoria. Neste último quesito está incluído o brasileiro Gabriel Bortoleto. No tocante às equipes, novamente a McLaren levou a melhor graças a uma dupla de pilotos rápidos e relativamente regulares.
Entre os Construtores, a McLaren aniquilou as esperanças dos seus adversários ao garantir o bicampeonato quando o calendário completou três quartos das 24 etapas. Nesse momento a equipe papaia deixou Singapura com um saldo de 650 pontos, total que naquela altura do campeonato nenhuma outra equipe poderia atingir. Sem uma uma dupla de pilotos equilibrada, restou à Red Bull terminar em terceiro lugar, com 451 pontos, 18 a menos que a vice-campeã Mercedes.

Líder após a primeira etapa do ano, o inglês Lando Norris manteve a ponta até o fim da temporada e consagrou-se campeão mundial de Fórmula 1, tornando-se o 35º piloto a conquistar o título na categoria. Numa temporada onde apenas ele e seu companheiro de equipe Oscar Piastri ocuparam essa posição, o vice-campeonato de Max Verstappen é fato importante na 76ª edição desse evento. Norris começou o ano liderando entre a abertura da temporada em Melbourne (Austrália), posição que ocupou durante as primeiras quatro etapas. Ao final da temporada, o inglês registrou sete vitórias: Melbourne, Mônaco, Zeltweg, Silverstone, Hungaroring, Cidade do México e Interlagos.
No GP da Arábia Saudita, sexta corrida do ano, Piastri completou a recuperação de um péssimo início de temporada – foi apenas nono em Melbourne —, e passou a comandar a tabela de pontos. E assim durante as 15 corridas seguintes: A vitória de Norris na Cidade do México inverteu as posições por apenas um ponto a seu favor, que na etapa seguinte, Interlagos, dominou vencendo as corridas Sprint e Principal. A partir de então a campanha de Piastri perdeu consistência e o terceiro lugar foi, sem dúvida, um resultado muito aquém do que ele demonstrou até a corrida de Austin. Assim como Norris, ele também venceu sete vezes durante o ano: Xangai, Manama, Jeddah, Miami, Barcelona, Spa-Francorchamps e Zandvoort.

Max Verstappen, por seu lado, jamais jogou a toalha e terminou o ano com oito vitórias (Suzuka, Ímola, Monza, Baku, Austin, Las Vegas, Catar e Abu Dhabi). Yuki Tsunoda iniciou o ano na Racing Bull e na terceira corrida trocou de lugar com Liam Lawson, que a exemplo de vários antecessores, não apresentou desempenho próximo ao de Verstappen. O japonês marcou apenas 33 pontos, contra 421 do holandês, resultado que não foi suficiente para mantê-lo na equipe: em 2026 seu lugar será ocupado por Isack Hadjar.

O inglês George Russell marcou presença ao vencer duas provas, Canadá e Singapura, resultados que contribuíram para atenuar o bom desempenho, ainda que por vezes errático, do italiano Andrea Kimi Antonelli. A permanência de ambos na equipe está garantida até o final de 2026 e Russell é o que tem menos chances de permanecer caso Toto Wolff consiga, finalmente, trazer Max Verstappen para sua equipe. Antonelli, pupilo do dirigente austríaco, somou 150 pontos e foi, de longe, o melhor estreante da temporada.

A dupla da Ferrari amargou uma das piores temporadas da história da Ferrari. O monegasco terminou o ano com 242 pontos, contra 156 do inglês, contratado a peso de ouro. A inconsistência do Ferrari SF-25, o desentendimento crônico entre pilotos e a direção do time, liderada por Fred Vasseur, só fizeram aumentar a crise na Scuderia. John Elkann, o presidente do time de Maranello, cobrou publicamente que seus pilotos ficassem menos acomodadose trabalhassem mais, mas nem isso foi suficiente para reverter a situação.
Na próxima semana a coluna analisa o desempenho das demais seis equipes e seus pilotos.
A coluna “Conversa de pista” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.





