A equipe Haas conseguiu sua primeira pole position ao ser a primeira a apresentar um modelo de F-1 para a temporada 2026 (foto de abertura) da categoria, que tem início marcado para o dia 8 de março, em Melbourne, na Austrália. A organização de origem americana foi renomeada TGR Haas F1 Team, clara referência à maior participação da Toyota nesse empreendimento. O novo carro reforça a utilização de uma barbatana longitudinal incorporada à carenagem do motor, solução que a Cadillac também deverá usar, capô traseiro com barbatanas.

A revelação do Haas VF26 foi feita apenas através de imagens e comunicados de imprensa, solução que evita a dispersão de esforços na fase crítica da fabricação das peças que compõem o novo modelo. Hoje de madrugada, pela hora de Brasília, a Honda anunciou oficialmente seu programa de colaboração coma Aston Martin Racing, que será a única a utilizar o motor RA626H projetado e construído pela subsidiária HRC, que tem sede em Sakura, cidade situada 55 km a leste de Tóquio.
Haas é a menor equipe da F-1

A equipe americana tem cerca de 350 funcionários, cerca de 40% da registrada na Ferrari e Mercedes. Isso é possível porque a organização do time explora a parceria com fornecedores externos. O chassi, por exemplo, é fabricado pela Dallara e o trem de força formado pela unidade de potência e transmissão é fornecido pela Ferrari, que usa essa ligação para desenvolver esse conjunto e pilotos, caso do inglês Oliver Bearman, cotado para assumir um lugar na Scuderia quando Charles Leclerc ou Lewis Hamilton não renovarem seus contratos. A maior participação da Toyota está inserida no projeto da marca em desenvolver recursos humanos essenciais, como pilotos, engenheiros e mecânicos para construir uma indústria e cultura de automobilismo sustentáveis.
O novo Haas VF26 será testado no circuito de Barcelona entre os dias 26 e 30 próximos e aberto apenas às equipes. Posteriormente as equipes se deslocam ao Bahrein para duas sessões de treinos livres: entre 11 e 13 e entre 18 e 20 de fevereiro. Segundo Ayao Komatsu, líder da TGR Haas, será possível notar a primeira fase de evolução dos modelos 2026 da F-1: “Entre o teste de Barcelona e os do Bahrein você verá muitos carros diferentes, principalmente no quesito aerodinâmica. Também será dada atenção especial à utilização da unidade de potência, que este ano terá rendimento semelhante entre seus motores de combustão interna e elétrico. Os carros que você vir nas duas primeiras corridas do ano serão muito diferentes daqueles que disputarão as duas últimas corridas da temporada”, disse Komatsu.
Honda mostrou motor RA626H

Numa coletiva realizada em Tóquio a Honda apresentou fotos do seu novo motor de F-1, o RA626H, unidade de potência que será exclusiva da equipe Aston Martin, o que traz vantagens e desvantagens. Por um lado facilita o desenvolvimento da integração motor-chassi, mas reduz as possibilidades de desenvolvimento que contemplam outros fabricantes. A Mercedes, por exemplo, equipa quatro equipes — a sua , Alpine, McLaren e Williams), a Ferrari três (Ferrari, Cadillac e Haas) e Ford (Red Bull e Racing Bulls), enquanto a Audi, onde corre o brasileiro Gabriel Bortoleto, está limitada ao seu próprio projeto a partir da Sauber.

Voz corrente entre as cabeças pensantes da categoria indicam que o motor alemão, desenvolvido e construído na Inglaterra, é o que teria apresentado os melhores resultados em termos de eficiência e potência. Mercedes e Honda estariam usando uma solução que explora a dilatação interna dos pistões para aumentar a taxa de compressão, solução que infringiria o regulamento e não poderia ser comprovada com o motor desligado e frio, condições essenciais para checar as medidas.

Curiosamente, a rivalidade entre a Honda e a Toyota é replicada, de forma mais agressiva, entre a Cadillac e a Ford. Um executivo da marca do grupo General Motors declarou que “a participação da Ford junto à Red Bull é apenas marketing” e que sua empresa está diretamente envolvida no desenvolvimento de um motor para 2028. Por seu lado, um representante da Ford informou que a empresa “participa ativamente do projeto do motor DM 01, enquanto a Cadillac vai usar motores projetados e construídos pela Ferrari, na Itália”. A sigla DM foi escolhida para homenagear Dietrich Masteschitz, fundador e maior inspirador do projeto F-1 da Red Bull.
WG
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