A Chevrolet confirmou que o Onix Activ voltará à linha do compacto este ano. A nova versão retoma a proposta apresentada na geração anterior, mas agora com uma abordagem mais técnica: além dos elementos visuais característicos, o modelo passa a adotar alterações estruturais na suspensão e na carroceria.
A estratégia acompanha uma tendência clara do mercado brasileiro. Nos últimos anos, a preferência do consumidor por veículos com posição de dirigir mais elevada, aparência robusta e maior versatilidade para o uso urbano impulsionou fortemente o crescimento dos suves compactos, que já se aproximam de metade das vendas de automóveis de passeio no país.
A GM já havia explorado essa proposta na geração anterior do Onix Activ, lançada em 2017. Na nova geração, a marca afirma ter adotado uma abordagem mais técnica que inclui alterações na dinâmica do carro. A conferir!
Nesse contexto, o novo Onix Activ passa a atuar como uma alternativa para quem busca algumas dessas características, mas ainda dentro da base de um hatch compacto.

Mais alto e com recalibração de suspensão
O novo Onix Activ tem 4.163 mm de comprimento e passa a apresentar alterações dimensionais importantes em relação às demais versões do modelo. A altura total chega a 1.533 mm, o que representa um acréscimo de 61 mm. Desse total, cerca de 30 mm vêm das barras longitudinais do teto, enquanto os outros 30 mm decorrem das modificações na suspensão e da adoção de pneus com maior raio dinâmico. Possivelmente a medida 205/60 R16 ou 195/60 R16 serpa adotada em substituição à 195/55 R16.
Essas alterações certamente obrigaram os engenheiros da GM a desenvolver uma nova calibração para o conjunto de suspensão e direção. Molas mais altas e amortecedores com maior comprimento de corpo para evitar prejuízo ao curso de distensão da suspensão. A calibração do sistema de assistência elétrica da direção também deve ter sido revisada pelo fabricante para acomodar as mudanças geométricas.
Como resultado, o vão livre do solo chega a 201 mm, número elevado para um hatch compacto e que contribui para melhorar a capacidade do carro de enfrentar obstáculos comuns do uso urbano, como rampas, valetas e lombadas.
Também houve melhoria nos ângulos característicos de veículos com pretensão mais aventureira:
- Ângulo de emtrada: 19,7°
- Ângulo de saída: 28,1°
Segundo a General Motors, o desenvolvimento dessa configuração levou cerca de um ano e envolveu equipes de engenharia no Brasil com o objetivo de criar uma versão mais diferenciada dentro da gama.
A fabricante afirma que esta é a alteração dinâmica mais profunda aplicada ao Onix desde o lançamento da geração atual, deixando de lado a abordagem predominantemente estética que caracterizava versões aventureiras em muitos modelos do passado.
Posicionamento entre hatch e suve de entrada
Com essas mudanças, o Onix Activ passa a ocupar um espaço intermediário no mercado. A proposta é funcionar como uma alternativa aos suves de entrada, oferecendo posição de dirigir mais elevada e aparência robusta sem chegar ao porte e ao preço de utilitários esporte compactos.
No uso cotidiano, a GM destaca que a posição de dirigir mais alta amplia a visibilidade do tráfego e transmite maior sensação de controle no ambiente urbano. A suspensão recalibrada também busca oferecer maior conforto ao rodar em pisos irregulares.
Além disso, a ergonomia também se beneficia da altura adicional do veículo, facilitando a entrada e saída dos ocupantes.

Visual com identidade própria
O design também recebeu elementos exclusivos para diferenciar o Activ dentro da linha Onix. Entre os principais destaques estão:
- logotipo Chevrolet em preto (black bow tie)
- grade e retrovisores com acabamento específico
- rodas com desenho exclusivo
- rack funcional no teto – para isso a estrutura do teto deve ter sido reforçada
- lanternas com lente cristal
Esses elementos reforçam a identidade visual mais robusta da versão, mantendo o caráter urbano do modelo.
Equipamentos e eficiência
O carro deve vir equipado com o motor tricilindro 1,0 litro turbo flex, que desenvolve 115 cv a 5.500 rpm e 16,3/16,8 m·kgf de torque máximo entre 2.000 e 4.000 rpm, associado ao câmbio automático de engrenagens epicíclicas de seis marchas.
Entre os equipamentos já citados pela marca estão Wi-Fi nativo, quadro de instrumentos digital e garantia de cinco anos.
Segundo dados divulgados pela fabricante, o consumo em rodovia pode chegar a 14,6 km/l de gasolina, conforme o ciclo do Inmetro. O número representa uma leve piora em relação às demais versões com a mesma motorização, que alcançam 15,3 km/l nas mesmas condições.
A lista completa de equipamentos e a ficha técnica detalhada ainda não foram divulgadas e devem ser apresentadas mais próximo do lançamento comercial, quando também esperamos ter a oportunidade de avaliar o veículo.
Retorno de uma versão conhecida
A denominação Activ apareceu pela primeira vez no Brasil há mais de uma década, associada a versões com visual aventureiro em modelos do Onix e no Spin.
Na nova geração, a Chevrolet busca reposicionar a versão com foco menos estético e mais funcional, com alterações técnicas voltadas para atender consumidores que valorizam maior altura em relação ao solo, postura de condução elevada em reação ao solo e visual mais robusto; características que hoje ajudam a explicar o sucesso dos suves no mercado brasileiro.
GB



