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Home Colunas Acelerando Ideias

ELE, NÃO!

identicon por Eduardo Pincigher
08/04/2026
em Acelerando Ideias, Colunas, EP
Prova da Copa Clio (foto ilustrativa em blogdojovino.blogspot.com)

Prova da Copa Clio (foto ilustrativa em blogdojovino.blogspot.com)







Tive alguns mestres no decorrer da minha carreira e sempre que possível presto reverências a eles. Falo sempre do Luiz Carlos Secco, o melhor profissional de assessoria de imprensa da área automobilística, do Douglas Mendonça, que me ensinou a testar os carros em pistas e elucidava todas as dúvidas técnicas que eu tinha. Falo também do Bob Sharp, com quem peguei dicas preciosas de pilotagem em circuitos. Graças ao Bob, eu não me tornei somente um piloto melhor. Mas um motorista aprimorado.

Alguns desses mestres lecionavam a arte da edição de textos. Funcionava assim: quando comecei na Quatro Rodas, em 1991, eu fazia os testes e os comparativos com medições de pista, interpretava os resultados e escrevia as reportagens. Por estar em início de carreira, os textos eram crus.

Não fosse pela ação desses caras, os textos teriam ficado quadrados, desorganizados, sem bossa. Jorge Tarquini, que chegaria posteriormente à direção de redação de Quatro Rodas e hoje leciona Jornalismo em cursos universitários, e Sérgio Quintanilha, que chegou a redator-chefe da revista e, posteriormente, editou a Carro e a Motor Show. Hoje ele toca o site Guia do Carro.

O editor de textos não só embelezava a escrita. Ele reordenava as informações, ajudava na edição de fotos, fazia legendas, títulos. Ele também era um jornalista mais experimentado que puxava a orelha do repórter quando o texto falhava em alguma informação. Ou ocultava algum dado importante. Eles reescreviam minhas matérias, mas lá estava eu, do ladinho dos caras, pelo puro desejo de aprender a “fazer um texto final”. Nunca me aproximei do talenato dos dois. Mas aprendi o suficiente. Tornei-me editor na QR com 22 para 23 anos.

Kart

Houve um final de ano que alguém teve a brilhante ideia de criar um torneio de kart com os funcionários da redação, o que totalizava umas 25 pessoas. Lá fomos nós para o kartódromo de Interlagos. A revista alugou os karts e, detalhe, nem existia “kart indoor”, com motor 4-tempos, que viriam a se popularizar anos depois: eram os karts de competição, 2-tempos, “faca na caveira”. Faziam mais de 120 km/h no final da retinha.

E o Quinta sacaneou. Ele pode dizer que não, mas sacaneou, sim. Exceção feita a dois ou três colegas que tinham até competido de kart, o restante da redação nunca tinha andado. Seria uma competição justa. Nunca gostei de perder par ou ímpar, ainda mais para corintiano. E não é que ele foi a Interlagos durante a semana e fez vários treinos escondidos?

O regulamento não proibia…rs. Mas foi uma esperteza que podia ter sido evitada, principalmente porque ele não me chamou a ir junto. Tanto que chegou o GP Quatro Rodas no domingo, ele andou lá na frente. Nem lembro que colocação eu fiquei, nem ele. Só sei que o cara chegou na minha frente. Fiquei com aquilo atravessado. Coisa de quem queria superar o mestre.

Copa Clio

Corta para alguns anos depois. A convite da Renault, eu fui para Londrina participar de uma etapa da Copa Clio (foto de abertura ilustrativa), categoria monomarca que a fabricante manteve no país no início da década de 2000. Como PILOTO. Eram carros com motores 1,6 16V, preparação leve, câmbio original. A área de Comunicação tinha uma ação incrível: a cada corrida, ela convidava dois jornalistas automobilísticos que tinham noção de pista para participarem da corrida. Fiz treino livre, classificação, tudo igual aos pilotos que realmente competiam. Adivinha o outro jornalista convidado? Sergio Quintanilha. Era a chance de dar o troco.

A equipe que cuidava dos “carros da imprensa” era a Action Power, do piloto Paulo de Tarso (pai do Tarso Marques). E o chefe da equipe era o próprio ex-piloto de F-1. Sabia nada, o rapaz. Eu nunca havia andado em Londrina. Nem de Copa Clio. Fui conhecendo o traçado e o carro nos treinos. Minha experiência até então eram apenas duas Mil Milhas. Terminei as duas, fui bem, mas nunca tinha feito uma prova rápida. Algo me dizia que eu iria curtir muito.

Assim que terminou a classificação para o grid, o Tarso veio na porta do meu carro e disse: “você quer a boa ou a má notícia?” Pedi a boa. “Você ficou a apenas 1 segundo do pole”. Poxa!!! Eu comecei os treinos tomando mais de 2 segundos. Estava ótimo… mas e a má? “Entre você e ele há outros 25 carros…” Que tal a competitividade da categoria? Posso estar enganado, mas não me recordo de outra competição no país em que 25 carros andassem no mesmo segundo.

O Quinta? Largaria em 30º ou 31º. Dever meio cumprido.

Fui conversar com o Bragantini, o pole. Peguei meu mapa de volta e pedi orientações. “Artur, ajuda aqui. Do segundo que eu tomo, 8 décimos estão na freada da reta oposta, nas duas curvas para a esquerda e no grampo para a entrada da reta. Como eu faço isso?”

“Edu, você vem cravado na reta. Sabe onde tem a lombadinha, um pouco antes do ponto de freada? Ali você alivia meio acelerador, cutuca o freio com o pé esquerdo e aponta para a zebra de fora (!?!) É só para equilibrar o carro. Troca o pé, freia forte na entrada da zebra, 4ª, 3ª, golpeia o volante. A traseira vai vir. Contra esterça e dá motor. Você vai sair com as quatro rodas na terra se fizer certinho, e vai passar de lado a menos de um metro do muro. Como a sua freada está quadrada, você sai chocho e logo pega a subidinha a entrar na reta. Acho que você está perdendo uns 400 giros…”

Pior que eu entendi tudo. E fiquei com a lição na cabeça. No resto de todo o circuito, eu só tomava 2 décimos do cara. Caso eu acertasse, meu rendimento melhoraria muito. Agradeci e me virei para retornar ao boxe. Ele me chamou e deu um último recado. “Faz tudo isso, mas tem que acreditar que vai fazer…” Isso faria toda a diferença.

Você já deve estar rindo, né? Eu também.

Na largada, no domingo, como eu estava em 27º, e era lançada, eu já coloquei o carro por dentro, com duas rodas na terra (queimei mesmo) e ganhei quatro posições. Na freada da oposta, dois carros se acharam. No grampo, mais dois. Outra confusão da freada da reta dos boxes, eu achei um caminho por fora e ganhei outras xis posições.

Ah, meu amigo. Terminei a volta ainda ofegante, mas fui entender o tamanho do feito — lembra que eu era um estreante em provas rápidas, então tudo era novidade, surpreendente, espetacular — quando fechei a segunda volta e recebi a placa da equipe: Carro 72 (acho que era isso), P14. Olha isso, doutor!!! Ganhei 13 posições só nas duas primeiras voltas.

O 13º estava uns 15 metros à frente. E o 15º, bem mais atrás. Comecei a andar sozinho. Andei por 1, 2, 5, 10 voltas e nada acontecia. Mais três carros haviam quebrado ou batido e eu já era o 11º. Nas placas que recebia da equipe, eu já estava virando 4 décimos mais rápido que na classificação, só por repetir o que o carro da frente fazia. Eis que lembro da frase do Bragantini.

Melhor teria sido ficar quieto. Faltavam 3 ou 4 voltas para o final. Com sorte, caso alguém mais saísse da pista, eu chegaria entre os 10 primeiros.

Fiz tudo o que ele mandou. Tecnicamente não havia dificuldade. Mas a questão não era técnica, mas psicológica. “Tem que acreditar”. Quando o carro veio de lado, eu dei motor, os braços estavam cruzados no contra esterço, e eu entrei na terra. E o muro chegando. E eu de lado. Tinha que acreditar, amigo. Só que tinha o muro. Cada vez mais perto.

Foi quando dei uma tiradinha de pé. Pra quê… Atravessei na pista, matei totalmente minha velocidade e voltei já pegando o carro que vinha atrás de mim. Dei com o bico do capô do Clio no meio da porta dele…rs. Que tremenda besteira… Me achei de novo na pista, pus o carro em linha reta, só que o volante já estava todo desalinhado. Perdi toda a geometria.

Passei as últimas voltas da corrida me defendendo de quem vinha atrás. Pior é que esses caras que andavam da metade do pelotão para trás não eram lá muito talentosos, pois estavam acostumados justamente a andar… atrás. Cada ultrapassagem que alguém vinha fazer em mim, eu tentava inutilmente me defender e ia batendo o carro em lados diferentes. Só sei que terminei a corrida com os quatro lados batidos. Sobrou só o teto inteiro.

E o Quinta? Marquei bem o carro dele e o notei se aproximando na penúltima volta. Como eu estava virando 1s5 mais lento, todo mundo foi chegando. O Quinta, na verdade, nunca soube dessa minha obsessão em não deixá-lo passar. Vai ficar sabendo só agora. E não deixei. Faltando 1 volta para o final, entrei no boxe, guardei o carro e abandonei a corrida. Ele terminou, responsavelmente. Eu não. Mas que ele não me passou na pista, ah, não passou mesmo.

EP

A coluna “Acelerando ideias” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.







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