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Home Matérias Avaliações

RENEGADE 2027 EVOLUI E RECEBE SISTEMA SEMI-HÍBRIDO DE 48 VOLTS

A PARTIR DE R$ 129.990, SUVE COMPACTO DA JEEP MANTÉM IDENTIDADE VISUAL E APOSTA EM TECNOLOGIA, CONECTIVIDADE E REFINAMENTO DE DESIGN

identicon por Gerson Borini
02/04/2026
em Avaliações, ELETROentusiastas, Front Page, GB, Lançamentos
Captação de imagens: evento Jeep / Edição de vídeo: Márcio Salvo / Fotos: autor / divulgação Jeep

Captação de imagens: evento Jeep / Edição de vídeo: Márcio Salvo / Fotos: autor / divulgação Jeep







O Jeep Renegade 2027 chega às concessionárias este mês com uma atualização relevante, embora sem ruptura estética. O modelo que praticamente inaugurou o segmento de suves compactos no Brasil mantém seus traços icônicos, apelidados por Bob Sharp como “o Feinho Simpático”, mas evolui em pontos-chaves para permanecer competitivo num cenário muito mais disputado do que há uma década.

Não perdeu a silhueta de jipinho, mas ganhou uma grade mais encorpada, novo para-choque e novo desenho de roda em todas as versões

As mudanças externas são pontuais, porém perceptíveis. Os para-choques foram redesenhados, a tradicional grade do radiador de sete fendas ganhou novo acabamento e os faróis, ainda circulares, passam a ter assinatura luminosa segmentada em quatro partes. O conjunto preserva a identidade visual do modelo, agora com leitura mais contemporânea.

Se por fora a evolução é incremental, por dentro ela é estrutural. No vídeo abaixo mostramos todos os detalhes e as primeiras impressões ao dirigir:

Interior completamente novo é o destaque

A principal transformação está no habitáculo. O novo Renegade adota painel de instrumentos totalmente redesenhado, com materiais mais refinados e desenho mais horizontalizado. O console central foi elevado, criando sensação de maior robustez e melhor ergonomia, além de incorporar novos porta-objetos e permitir a passagem de dutos para as saídas de ar traseiras.

Console central elevado e painel de instrumentos com linhas mais modernas são os destaques do interior

A central multimídia passa a ser de 10,1 polegadas, com melhor resolução e interface mais rápida, agora integrada aos serviços conectados da marca, incluindo assistente virtual Alexa embarcada.

O quadro de instrumentos também é novo, agora 100% digital com tela de 7 polegadas em todas as versões. Mas ainda fica a nossa crítica aos caracteres utilizados serem muito pequenos. Há espaço para usar uma fonte maior, basta os times de engenharia e design trabalharem juntos para isso.

Teto solar panorâmico é equipamento de série nas versões Sahara e Willys

Três conjuntos mecânicos e estreia do sistema semi-híbrido

A linha passa a oferecer três configurações de motorização e transmissão, sempre baseadas no motor T270, 4 cilindros, 1,3-litro turbo flex que entrega a potência máxima de 176 cv a 5.750 rpm e torque máximo de 27,5 m.kgf a 2.000 rpm.

• A versão de entrada (Altitude) mantém tração dianteira e câmbio automático epicíclico de seis marchas
• Longitude e Sahara estreiam o sistema semi-híbrido de 48V, mantendo o mesmo câmbio e tração dianteira
• Willys segue como a única opção 4×4 do segmento, com câmbio automático, do mesmo tipo, de nove marchas, mas sem incorporar o sistema de eletrificação

O sistema semi-híbrido utiliza um alternador reversível em motor elétrico de 48 V alimentado por uma bateria de íons de lítio de 19,5 A·h, capaz de fornecer assistência mediante correia poli-V ao motor de combustão interna e cuja bateria é recarregada pela regeneração em desacelerações e frenagens.

MHEV, um detalhe por fora e uma complexidade na execução e calibração

Ao dirigir: atuação discreta e foco em eficiência urbana

Na prática, o sistema semi-híbrido é praticamente transparente para o motorista. Não há necessidade de qualquer interação para que ele atue, e sua operação passa quase despercebida na condução cotidiana.

Sua maior contribuição está no uso urbano, especialmente em condições de trânsito severo, no anda e para. Quanto mais congestionado o cenário, maior tende a ser o ganho de eficiência.

Para-choque traseiro também recebe atualizações

Durante a condução, o sistema atua de forma suave, fornecendo assistência ao motor de combustão interna em momentos de aceleração e recuperando energia nas desacelerações. Não há sensação de transição abrupta entre os modos.

Um ponto de atenção seria o comportamento em velocidades intermediárias, na faixa de 30 a 50 km/h, onde poderia haver ciclos frequentes de entrada e saída do sistema. Na prática, isso não se confirmou, com funcionamento progressivo e sem impacto perceptível no conforto.

As partidas do motor também chamam atenção pela suavidade e silêncio, sem o ruído característico de engrenamento do motor de partida convencional com a coroa dentada do volante do motor. No uso geral, percebe-se apenas uma leve aspereza, que não chega a comprometer o refinamento.

Silhueta proporcional com linha de cintura alta

Dinâmica: ajustes em conforto e dirigibilidade

Além da eletrificação leve, houve recalibração de direção e suspensão.

O conjunto mostra evolução em conforto sobre pisos irregulares, com melhor absorção das imperfeições. A direção transmite sensação de maior positividade na região central, contribuindo para uma condução mais previsível e relaxada. A suspensão continua sendo de McPherson na dianteira e na traseira para e assistência elétrica da direção continua com seu motor na árvore de direção.

Mesmo com a adição da bateria de íons de lítio de 48 V, o peso foi compensado por ajustes em outros componentes. Na versão Sahara, o peso em ordem de marcha permanece em 1.531 kg, com capacidade de carga de 400 kg.

Cor azul é um diferenciador no tradicional preto, branco e prata dos suves de hoje

Fora de estrada: Willys mantém vocação

Na avaliação fora de estrada, a versão Willys reforça seu diferenciador técnico.

Os ângulos de entrada de 31,9° e saída de 33,6° garantem boa capacidade em obstáculos mais severos, enquanto os pneus 225/65 R17 entregam aderência adequada em pisos sem pavimentação sem penalizar o ruído em asfalto.

Todas as versões ganharam melhor ângulo de entrada com o novo para-choque dianteiro

Combinado ao sistema 4×4 e ao câmbio automático de nove marchas, o conjunto mantém o Renegade como o único do segmento com proposta off-road mais consistente.

Gancho de reboque na traseira é exclusividade da versão Willys

Quatro versões e reposicionamento de preços

A gama foi reorganizada em quatro versões:

  • Altitude – R$ 129.990 (preço para as primeiras 3.000 unidades)
  • Longitude semi-híbrido – R$ 158.690
  • Sahara semi-híbrido – R$ 175.990
  • Willys 4×4 – R$ 189.490

A versão Altitude teve redução relevante de preço, enquanto a Longitude também ficou mais acessível. Toda a linha conta com garantia de cinco anos sem limite de quilometragem.

Um desenho que ainda se mantém atualizado

Posicionamento: evolução consistente e mais racional

O novo Renegade mantém sua identidade e passa a entregar um conjunto mais coerente com as exigências atuais do segmento.

As capacidades fora de estrada para o Renegade, desde que recebeu a motorização T270, já foram bem comprovadas em diversas avaliações

A eletrificação leve não transforma a experiência ao volante, mas melhora eficiência e refinamento de forma discreta, enquanto as mudanças no interior e na dinâmica elevam a percepção geral do produto.

A estratégia de preços mais agressiva reforça o reposicionamento frente à concorrência, em especial diante do avanço das marcas chinesas.

GB

Ficha técnica resumida – Jeep Renegade 2027

Motorização

  • Motor: 1.3 turboflex (T270), 4 cilindros em linha
  • Potência: 176 cv a 5.750 rpm
  • Torque: 27,5 mkgf a 2.000 rpm
  • Combustível: Gasolina / Álcool

Sistema semi-híbrido (Longitude e Sahara)

  • Tensão: 48 V
  • Bateria: íons lítio 48 V (19,5 A·h)
  • Alternador em função de niotor: 15,5 cv / 6,6 m·kgf
  • Funções: assistência ao motor de combustão interna e regeneração de energia

Câmbio e tração

  • Altitude / Longitude / Sahara: câmbio automático epicíclico de 6 marchas, tração dianteira
  • Willys: câmbio automático epicíclico de 9 marchas, tração 4×4 com reduzida

Dimensões e capacidades

  • Comprimento: 4.270 mm
  • Entre-eixos: 2.566 mm
  • Largura: 1.805 mm
  • Altura: 1.706 a 1.732 mm
  • Porta-malas: 385 litros (314 litros na versçao Willys)
  • Tanque: 55 litros
  • Capacidade de carga: 400 kg

Peso em ordem de marcha

  • Altitude: 1.451 kg
  • Longitude / Sahara: 1.531 kg
  • Willys: 1.620 kg

Rodas e pneus

  • Altitude: 215/60 R17
  • Longitude / Sahara: 225/55 R18
  • Willys: 225/65 R17 (uso misto)

Desempenho

  • 0–100 km/h: 8,9 a 9,9 s
  • Velocidade máxima: até 206 km/h (197 km/h na Willys)

Consumo (Inmetro)

  • Altitude: até 12,0 km/l estrada (gasolina)
  • Longitude / Sahara semi-híbrido: até 11,9 km/l cidade (gasolina)
  • Willys 4×4: até 9,7 km/l estrada (gasolina)

Off-road (Willys)

  • Ângulo de entrada: 31,9°
  • Ângulo de saída: 33,6°
  • Altura livre do solo: 228 mm

 

Equipamentos – Comparativo por Versão

Equipamento Altitude Longitude Sahara Willys
Alexa integrada Não Não Sim Sim
Assistente de permanência em faixa Sim Sim Sim Sim
Banco do motorista com ajuste elétrico Não Não Sim Sim
Câmbio automático (marchas) 6 6 6 9
Carregador por indução ventilado Não Sim Sim Sim
Central multimídia 10,1″ Sim Sim Sim Sim
Frenagem autônoma de emergência Sim Sim Sim Sim
Controle  de descida Não Não Não Sim
Monitoramento de ponto cego Não Sim Sim Sim
Motor 1.3 turbo 176 cv Sim Sim Sim Sim
Painel digital 7″ Sim Sim Sim Sim
Pneus de uso misto Não Não Não Sim
Seleção de terrenos Não Não Não Sim
Seis bolsas infláveis Sim Sim Sim Sim
Sistema semi-híbrido 48 V Não Sim Sim Não
Teto solar panorâmico Não Não Sim Sim
Tração Dianteira Dianteira Dianteira 4×4






Tags: jeep renegade 2027jeep renegade willys 4x4novo jeep renegaderenegade semi-híbridoSUV compacto Jeep
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