A Mercedes-Benz escolheu o novo GLC elétrico como ponto de partida para uma evolução marcante na identidade visual de seus modelos. A estreia mundial será no Salão de Munique, em 7 de setembro próximo. Além da motorização livre de emissões, o GLC será o primeiro a adotar oficialmente a nova interpretação da grade frontal da marca, elemento crucial que identifica de forma inconfundível um Mercedes.
A grade icônica agora assume um novo papel: deixa de ser um componente funcional típico da era dos motores a combustão e passa a representar a fusão entre herança, tecnologia e linguagem formal reduzida.
Ela conta com três elementos principais: uma moldura cromada larga, uma estrutura central com acabamento fumê translúcido e iluminação perimetral. Opcionalmente, o conjunto pode vir com 942 pontos luminosos retroiluminados e animados, além da estrela central também iluminada.
Com esse conjunto, a marca dá início a uma fase mais tecnológica e depurada de sua filosofia de design batizada de Sensual Purity, ou Pureza Sensual. O objetivo é manter a elegância e o refinamento, mas com soluções visuais mais limpas, conectadas ao universo dos veículos elétricos e à crescente digitalização da experiência a bordo. Talvez relacionado ao efeito China.
A grade cromada da Mercedes é um elemento de design muito reconhecível na história do automóvel. Pode-se chamá-la até de ícone. Seu formato evoluiu desde os tempos do Mercedes-Benz 600 Pullman (W100), do “Strich 8” (W114) e das gerações W108 e W111 da Classe S. Sempre esteve presente, com maior ou menor ornamentação, e segue sendo um símbolo de status, prestígio e pertencimento à marca. No entanto, nos últimos modelos elétricos da marca a grade perdeu “prestígio” em nome da aerodinâmica.
Segundo Gorden Wagener, diretor de design do Mercedes-Benz Group AG, a nova grade “não é apenas um novo rosto para o GLC. Ela redefine a face da marca”. O discurso traduz bem a ambição de fazer com que os futuros modelos elétricos da fabricante continuem imediatamente reconhecíveis como Mercedes-Benz, mesmo que seus sistemas de propulsão, arquitetura e interfaces estejam distantes da tradição mecânica do passado.
Me parece uma boa correção de rota em termos de design. As grades, que evoluíram dos radiadores, sempre foram um elemento importante de identidade de marca. Com a eletrificação, acho que os designers ficaram um pouco perdidos sobre o que fazer no espaço ocupado por elas. Agora acredito que estão encontrando caminhos interessantes para manter a diferenciação dos modelos e marcas. Isso com a adoção de novas funções para as grades, que não são mais grades, e sim painéis. Vamos ver o conjunto visual dos novos modelos da Mercedes-Benz.
PM
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