O novo Lamborghini Temerario acaba de ser apresentado no Brasil, pela sua representante Via Itália, que também representa a Ferrari, Maserati e Rolls-Royce.
O novo modelo completa a transição da linha para a era eletrificada na fabricante de Sant’Agata Bolognese, junto com o Revuelto e o Urus, mantendo o compromisso histórico com desempenho extremo, emoção ao volante e caráter muito bem definido. O Temerario chega ocupando o espaço que foi do Huracán, com um projeto completamente novo, motor novo, arquitetura nova, eletrificação para aumentar a emoção e uma proposta declaradamente ambiciosa: ser o novo ponto de referência do segmento.
Não há dúvidas do sucesso do Huracán, que em 10 anos vendeu ao redor de 20.000 unidades. O seu antecessor, o Gallardo, vendeu aproximadamente 14.000 unidades também em 10 anos. Ambos usavam o icônico V-10, representante e sobrevivente de outra época. Outro dado interessante é que a Lamborghini vende menos que a Ferrari, o que torna a marca mais exclusiva. Em 2024, a Lamborghini entregou 10.687 unidades, enquanto a Ferrari entregou 13.752.
A Lamborghini define o seu novo touro, o Temerario, como um fuoriclasse, ou seja, uma outra categoria. É uma imagem que costuma soar exagerada em comunicados de imprensa, mas à medida que se percorrem os dados técnicos do Temerario, ela começa a fazer sentido. A ideia central não foi “salvar” o V-8 do impacto das normas ambientais com um pequeno apoio elétrico, e sim criar um sistema híbrido de alta voltagem que potencializasse tudo o que define um superesportivo da marca: rotação, som, resposta e, principalmente, envolvimento. Ou seja, manter a visceralidade esperada dos Lamborghinis, mas ao mesmo tempo torná-lo mais usável e, de certa forma, mais refinado e luxuoso.
O Temerario nasce também como vitrine tecnológica. O motor é inteiramente novo, feito do zero, a eletrificação é estrutural, a aerodinâmica foi redesenhada em função do novo conjunto mecânico, o chassi inaugura um conceito de spaceframe de alumínio mais rígido e o interior passa a integrar soluções de interface, conectividade e telemetria que até pouco tempo atrás pareciam exclusivas de protótipos de pista. Tudo isso mantendo proporções compactas, desenho reconhecível à distância e aquela postura baixa e desafiadora que indica, sem margens para dúvida, que o carro foi pensado primeiro para a velocidade. E acima de tudo é um Lamborghini.
A seguir, fiz uma seleção de dez fatos ajudam a entender o que o Temerario representa dentro da história recente da Lamborghini.
1. O PRIMEIRO V-8 BITURBO DE PRODUÇÃO A GIRAR ATÉ 11.000 RPM
O coração do Temerario é o novo motor L411, um V-8 biturbo de 4,0 litros desenvolvido do zero em Sant’Agata Bolognese. Não se trata de uma adaptação de um motor existente, mas de um projeto específico para um superesportivo híbrido de altíssimo giro. O bloco, os cabeçotes, o desenho interno e a forma de integração com o motor elétrico traseiro e com a caixa de câmbio foram todos pensados para trabalhar em rotações que, até aqui, eram território de motores aspirados de competição.
O virabrequim é plano, com ângulo de 180º entre os moentes, solução típica de carros de corrida que permite uma sequência de ignição mais uniforme, melhor fluxo de gases e um som característico. As bielas de titânio reduzem massas alternadas e contribuem para a capacidade de giro, enquanto o material de fundição A357 com adição de cobre, herdado do automobilismo, oferece resistência com baixo peso. Para completar, a Lamborghini recorre ao uso de seguidores de comando com revestimento DLC, capazes de suportar regimes de até 11.000 rpm.
O resultado é um motor que entrega 800 cv entre 9.000 e 9.750 rpm, com 74,4 m·kgf de torque disponíveis em uma ampla faixa, dos 4.000 aos 7.000 rpm. O que chama atenção é a combinação entre rotação muito alta, alimentação forçada com dois turbocarregadores instalados no meio do V e a presença do motor elétrico traseiro entre o motor e o câmbio, preenchendo qualquer lacuna de resposta com progressão contínua e sensação de potência inesgotável até o limite do conta-giros.
2. TRÊS MOTORES ELÉTRICOS QUE FAZEM A DIFERENÇA
O Temerario é o segundo modelo da família HPEV (High Performance Electrified Vehicle) da marca. O sistema híbrido combina três motores elétricos ao V-8. Um deles fica montado em posição P1, entre o motor a combustão e o câmbio, totalmente integrado ao alojamento do V-8. Os outros dois formam o eixo dianteiro elétrico, cada um com 110 kW de potência, para tração integral sob demanda e vetorização de torque ativa.
Na prática, o motor traseiro cumpre vários papéis ao mesmo tempo. Atua como motor de tração, como preenchimento da curva de torque do V-8 em baixas rotações e como motor de partida. Mas também é usado em uma sutileza para elevar a emoção. Nos milissegundos entre as mudanças de marcha, ele age como gerador para aquela pequena desaceleração que move o corpo dos ocupantes para a frente.
Já o eixo dianteiro elétrico, com dois motores de fluxo axial supercompactos, permite que o carro se mova somente com eletricidade, transforma o Temerario em um cupê de tração integral totalmente elétrica em certos modos de condução e ainda contribui para frenagens regenerativas mais fortes, aliviando o trabalho dos freios de carbono-cerâmica. Também há o modo elétrico com atuação apenas no eixo dianteiro, silencioso e com alcance entre 6 e 11 km.
Segundo a própria Lamborghini, a combinação desse arranjo com o V-8 reduz em até 50 por cento as emissões de CO? em relação ao Huracán.
A bateria de íons de lítio, com 3,8 kWh de capacidade, é instalada no túnel central, protegida estruturalmente por uma camada inferior e posicionada o mais baixo possível para favorecer o centro de gravidade. Pode ser recarregada na tomada em corrente alternada até 7 kW, com carga completa em cerca de meia hora, ou pelo próprio carro, tanto na frenagem quanto por meio do V-8, que funciona como gerador em modo de recarga.
3. SOM DE NOVA GERAÇÃO, MAS AINDA LAMBORGHINI
Ao adotar um V-8 biturbo híbrido, a Lamborghini assumiu o desafio de criar um som que mantivesse a identidade da marca. O trabalho descrito no material técnico é minucioso. A marca usa a interessante expressão “paisagismo sonoro”, com modulação por faixa de rotação, por modo de condução e pela própria interação entre o motor e a estrutura do carro.
O virabrequim plano gera vibrações sutis que são deliberadamente transmitidas para a carroceria e para os bancos em altas rotações, reforçando a percepção de velocidade. A geometria dos dutos de escape, a altura e a posição das saídas, o uso de abafadores e válvulas dentro do sistema e um sound symposer (dispositivo usado para amplificar ou direcionar o som do motor para a cabine, sem depender exclusivamente do escapamento) formam um conjunto desenhado para entregar um crescendo até as 10.000 rpm, sem aspereza, mas também sem descaracterizar o carro. Mais emoção.
Os modos de condução alteram também essa trilha sonora. Em Città, o foco é o conforto, com ênfase no som do sistema elétrico. Em Strada, o V-8 aparece de forma mais discreta, adequado para uso em estradas e longos deslocamentos. Já nos modos Sport e Corsa, ganham protagonismo os harmônicos de segunda e quarta ordem típicos do V-8, acompanhados pelo som de admissão em alta rotação. O objetivo é oferecer uma experiência sensorial completa, na qual o piloto sinta o carro não apenas pelas mãos e pela visão, mas também pelo corpo e pela audição.
4. NOVO CÂMBIO DE 8 MARCHAS E ARQUITETURA PENSADA PARA O HÍBRIDO
Para acompanhar o novo conjunto híbrido, a Lamborghini desenvolveu uma caixa de câmbio automatizada de dupla embreagem com oito marchas, montada transversalmente atrás do V-8. A escolha dessa posição não é casual. Ela libera o túnel central para a bateria e contribui para a distribuição de peso, além de permitir um entre-eixos relativamente compacto.
A caixa foi projetada para ser mais leve que o câmbio de sete marchas do Huracán, apesar de ter uma marcha a mais. Isso foi obtido com um arranjo interno mais compacto, com uso de eixo oco compartilhando sincronizadores entre diferentes engrenagens. A oitava marcha tem relação longa, pensada para reduzir a rotação em velocidades de cruzeiro e melhorar o consumo em viagem, enquanto as marchas inferiores são definidas para explorar o melhor do V-8 e do motor elétrico em pista e em estradas sinuosas.
Nas reduções, o sistema permite múltiplos engates sequenciais. Ao frear com força e manter a borboleta esquerda puxada, a caixa vai descendo marchas em sequência, com o motorista sentindo cada acerto de giro e cada entrada de relação, reforçando a conexão mecânica que se espera de um superesportivo. O modo de partida com máxima aceleração é ativado por um comando dedicado no volante, por meio do chamado “race start”, integrando motor, câmbio, sistema elétrico e controle de tração para extrair o melhor possível em saídas paradas. Nesse modo, a rotação máxima passa a ser 10.250 rpm, apenas para dar esse gostinho ao “piloto”.
5. DESIGN: HEXÁGONOS, PROPORÇÕES CLÁSSICAS E MOTOR EM EVIDÊNCIA
O Temerario inaugura uma nova fase de linguagem visual para a marca. A silhueta é inconfundível como um Lamborghini de motor central, com capô baixo, cabine avançada e traseira musculosa. Mas a assinatura luminosa frontal e traseira passa a adotar de forma ainda mais explícita o motivo hexagonal, que já era um elemento recorrente da marca desde os anos 1960 e agora se torna protagonista. As luzes diurnas formam um desenho hexagonal integrado a dutos de ar, ao mesmo tempo assinatura estética e componente aerodinâmico funcional.
O para-choque dianteiro, o capô em “nariz de tubarão” e as aletas que conduzem o fluxo de ar sobre a carroceria criam um conjunto visualmente limpo, porém agressivo. Vistos de lado, os ombros largos e a musculatura contínua do paralama dianteiro até a traseira reforçam a impressão de carro assentado, pronto para acelerar. Atrás, o difusor de grandes proporções, o aerofólio integrado e o escapamento com saída hexagonal posicionam o Temerario no mesmo universo de carros de pista, mas com acabamento e detalhes coerentes com um superesportivo de uso cotidiano. E mais requintado.
Um dos pontos que mais chama atenção é a forma como o motor é apresentado. A Lamborghini descreve a solução como próxima ao universo das motocicletas, com o V-8 biturbo e o motor elétrico traseiro expostos sob uma cobertura que permite vê-los como o “coração emocional” do carro. Essa escolha reforça a ideia de que, apesar da sofisticação eletrônica, são as partes mecânicas que determinam o caráter do Temerario.
Mas para mim, um dos pontos altos do design são os pneus traseiros aparentes quando vistos por trás. Não deve ser bom ficar atrás de um.
6. AERODINÂMICA: MAIS FORÇA DESCENDENTE, MAIS REFRIGERAÇÃO E FREIOS MELHOR ARREFECIDOS
O trabalho aerodinâmico do Temerario foi guiado por três objetivos: estabilidade em alta velocidade, maior eficiência de refrigeração do conjunto híbrido e desempenho de frenagem. Segundo a própria Lamborghini, o novo carro gera 103% mais carga aerodinâmica na traseira do que o Huracán EVO, chegando a 158% a mais quando equipado com o pacote Alleggerita, que inclui um aerofólio ainda mais eficiente.
O assoalho recebe geradores de vórtice em três pares, trabalhando em conjunto com um difusor 70% maior e com ângulo aumentado em 4º em relação ao modelo anterior. O objetivo é extrair o ar com mais força pela traseira e, com isso, gerar mais pressão descendente sem elevar demais o arrasto. A frente também participa do jogo. As entradas de ar em torno dos faróis e as aletas que acompanham os para-lamas canalizam fluxo não apenas para os radiadores, mas também para aliviar a pressão dentro dos alojamentos das rodas, diminuindo resistência e transferindo parte da carga para trás.
Os freios receberam uma solução específica. Na dianteira, um defletor instalado no braço inferior da suspensão usa o ar desviado pelo difusor frontal para refrigerar pinças e discos. Outras duas entradas de ar no para-choque conduzem fluxo direto para os canais de ventilação dos discos. O resultado, segundo a marca, é uma melhora de até 20% na refrigeração dos discos e 50% nas pinças em comparação com o Huracán EVO, algo fundamental em um carro com 920 cv e capacidade de acelerar de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos.
7. NOVA ESTRUTURA ESPECIAL DE ALUMÍNIO: MAIS RÍGIDA, MAIS LEVE E MAIS HABITÁVEL
O Temerario estreia um novo conceito de estrutura em alumínio construída por meio de diferentes tecnologias de extrusão, fundição sob alta pressão e perfis ocos de alta resistência. A prioridade foi aumentar a rigidez torsional para lidar com as cargas adicionais decorrentes do conjunto híbrido e, ao mesmo tempo, reduzir complexidade, peso e quantidade de soldas.
O resultado é um aumento de mais de 20% na rigidez em relação ao Huracán, combinado a uma redução superior a 80% no comprimento total das soldas. Paralelamente, a arquitetura permitiu redesenhar o interior. A nova estrutura oferece 34 mm a mais de espaço para a cabeça, 46 mm a mais para as pernas e melhora o campo de visão em 4,8º. A Lamborghini ressalta inclusive que o carro acomoda motoristas de até 2 metros de altura usando capacete, algo importante para quem pretende rodar com frequência em autódromos.
O porta-malas dianteiro oferece 112 litros, suficiente para duas malas de cabine, e ainda há espaço atrás dos bancos para acomodar objetos do dia a dia. Esses detalhes reforçam o posicionamento do Temerario como superesportivo de uso real, capaz de encarar não só em track days, mas também viagens de fim de semana.
8. INTERIOR “SINTA-SE COMO UM PILOTO” COM TRÊS TELAS E NOVA EXPERIÊNCIA DIGITAL
Por dentro, o Temerario leva adiante a filosofia “sinta-se como um piloto”. O painel é baixo e enxuto, os bancos colocam motorista e passageiro bem integrados ao carro, e o volante concentra os controles principais. Há uma tela de 12,3″ para o quadro de instrumentos, uma de 8,4″ no centro do painel e uma terceira, de 9,1”, voltada ao passageiro, que pode acompanhar dados de condução e acessar funções do veículo.
A interface gráfica é nova, com possibilidade de personalização e diferentes modos de visualização, incluindo um quadro com mapa em tela cheia, outro com foco em dinâmica veicular e um terceiro com apenas as informações essenciais. O sistema permite mover aplicativos entre as telas com um gesto semelhante ao de um smartphone, e a tela central aceita a organização de até três funções simultâneas, como navegação, climatização e áudio, reduzindo a necessidade de alternar menus.
Os bancos esportivos, de série com regulagem elétrica em 18 vias, podem ser aquecidos e ventilados, e há a opção de fibra de carbono para quem coloca o uso em pista como prioridade. Os materiais combinam fibra de carbono, couro e o suede sustentável Corsatex by Dinamica, com diferentes padronagens e cores. A ideia é equilibrar o ambiente de um carro de corrida com o acabamento de um gran turismo moderno.
Eu tive a chance de sentar ao volante e fiquei bem impressionado com o conforto e funcionalidade.
9. EXPERIÊNCIAS DE CONDUÇÃO, DRIFT MODE E SISTEMA LAVU
A seleção de modos de condução foi bastante ampliada. O seletor esquerdo do volante oferece Città, Strada, Sport, Corsa e Corsa Plus, este último com os sistemas eletrônicos desativados. Em paralelo, o seletor direito permite escolher entre Recharge, Hybrid e Performance. Essa combinação resulta em 13 experiências diferentes, variando desde o uso totalmente elétrico na cidade, com até 140 kW (190 cv), até o máximo de 920 cv disponíveis em pista, com resposta imediata do eixo elétrico dianteiro, vetorização de torque ativa e aerodinâmica ajustada para gerar o maior downforce possível.
No modo Strada, pensado para rodovias e trechos longos, o Temerario trabalha sempre com apoio do V-8, privilegiando estabilidade em alta velocidade e conforto, mas mantendo tração integral sob demanda e até 800 cv em modo híbrido. Em Sport, a calibração busca prazer de dirigir e agilidade, com trocas de marcha mais rápidas e sonoridade mais presente. Em Corsa e Corsa Performance, o foco passa a ser tempo de volta, com uso agressivo do eixo elétrico dianteiro, da vetorização e da aerodinâmica ativa.
O carro estreia ainda um Drift Mode, comandado por um seletor inferior no lado direito do volante. São três níveis de assistência, do mais contido, em que o sistema facilita o sobresterço mantendo o ângulo de deriva sob controle, ao mais permissivo, voltado a condutores experientes, que possibilita ângulos amplos de traseira. Tudo isso apoiado pelo novo sistema LAVU, o Lamborghini Vision Unit, com três câmeras de alta definição integradas para Telemetry 2.0, gravação de memórias de condução e função de câmera de painel.
10. PNEUS SOB MEDIDA, PACOTE ALLEGGERITA E PERSONALIZAÇÃO EXTREMA
A Bridgestone desenvolveu uma linha completa de pneus específicos para o Temerario, incluindo Potenza Sport para uso esportivo em asfalto seco e molhado, uma versão Potenza Sport com tecnologia Run-Flat homologada para o modelo, Potenza Race para pista e Blizzak LM005 para uso em condições de inverno. Ao todo, são oito medidas entre 20 e 21 polegadas, todas projetadas para trabalhar com o acerto de suspensão, o sistema de vetorização de torque e a aerodinâmica do carro.
A personalização segue o padrão da marca, com mais de 400 cores de carroceria e diferentes desenhos de rodas, em liga fundida, forjada ou fibra de carbono. Para quem prioriza uso em pista, o pacote Alleggerita reduz o peso em até cerca de 25 kg quando combinados os painéis externos em fibra de carbono, as rodas de carbono e o escapamento em titânio. Só o capô traseiro e o painel que integra o aerofólio de alta carga, por exemplo, respondem por mais de 10 kg de economia. Há ainda um Carbon Pack alternativo, que complementa o conjunto com difusor traseiro, capas de retrovisores e coberturas das entradas de ar laterais em fibra de carbono.
No interior, o pacote leve inclui painéis de porta em carbono, apoio de pés específico para o passageiro e janelas com vidros e policarbonato mais finos, sempre com a mesma intenção: fazer do Temerario um superesportivo que possa ser configurado tanto como gran turismo híbrido de uso frequente quanto como máquina de track day, sem perder coerência em nenhuma das pontas.
Eu gostei do que vi e tenho quase certeza de que vou gostar muito quando dirigir um. Trata-se de uma combinação de tradição e tecnologia interessantíssima. Seu preço é de R$ 5.800.000.
PM
GALERIA
FICHA TÉCNICA – LAMBORGHINI TEMERARIO
(dados oficiais do material técnico)
MOTOR E SISTEMA HÍBRIDO
• Tipo: V-8 biturbo, 4,0 litros
• Cilindrada: 3.995,2 cm³
• Potência (motor a combustão): 800 cv a 9.000–9.750 rpm
• Potência combinada (sistema híbrido): 920 cv
• Torque (motor a combustão): 74,4 m.kgf entre 4.000 e 7.000 rpm
• Alimentação: injeção direta de gasolina até 350 bar
• Lubrificação: cárter seco, com bombas de escavamento em cinco estágios
• Sistema híbrido: três motores elétricos (um traseiro e dois dianteiros no eixo elétrico)
• Bateria: íons de lítio, 3,8 kWh, instalada no túnel central
CÂMBIO
• Tipo: automatizada de dupla embreagem
• Marchas: 8
• Tração: integral com eixo dianteiro elétrico e vetorização de torque
DESEMPENHO
• Velocidade máxima: 343 km/h
• Aceleração 0–100 km/h: 2,7 s
• Frenagem 100–0 km/h: 32 m
CHASSI E CARROCERIA
• Estrutura: estrutura espacial integral em alumínio, com fundidos de alta pressão e extrusões de alta resistência
• Carroceria: alumínio, com elementos opcionais em fibra de carbono
SUSPENSÃO, RODAS E PNEUS
• Rodas dianteiras: 20 x 9J
• Rodas traseiras: 21 x 11,5J
• Pneus dianteiros: 255/35 ZR20 Bridgestone Potenza Sport
• Pneus traseiros: 325/30 ZR21 Bridgestone Potenza Sport
FREIOS
• Sistema: carbono cerâmica, pinças monobloco de alumínio
• Pinças dianteiras: 10 pistões
• Pinças traseiras: 4 pistões
• Discos dianteiros: 410 x 38 mm
• Discos traseiros: 390 x 32 mm
DIMENSÕES E PESO
• Comprimento: 4.706 mm
• Largura sem espelhos: 1.996 mm
• Largura com espelhos: 2.246 mm
• Altura: 1.201 mm
• Entre-eixos: 2.658 mm
• Peso seco: 1.690 kg
• Relação peso/potência: 1,84 kg/cv
















