A Koube Química do Brasil, fabricante de produtos químicos automobilísticos com sede em Araucária, PR, informou crescimento de 40% em 2025. Com 23 anos de atuação, a empresa produz aditivos, desengraxantes, desengripantes, fluidos e graxas, somando mais de 150 itens voltados principalmente ao mercado de reparação.
Entre as oito famílias do portfólio, a linha de sistema de arrefecimento recebe dois lançamentos para 2026: um produto destinado a veículos híbridos e elétricos e outro voltado a motores a combustão.
Para híbridos e elétricos
O aditivo pronto para uso foi desenvolvido para os circuitos térmicos de veículos eletrificados, que possuem sistemas dedicados à bateria de alta tensão, inversores e motores elétricos.
Nessas aplicações, além da proteção contra corrosão e estabilidade térmica, a baixa condutividade elétrica do fluido é relevante para preservar componentes sensíveis. O produto é comercializado já diluído.
Para motores a combustão
O segundo lançamento é um aditivo concentrado à base de glicol, destinado ao sistema de arrefecimento de motores a gasolina, álcool, flex, GNV e utilitários leves a diesel.
Segundo a fabricante, a formulação utiliza tecnologia híbrida de inibidores de corrosão, com função de:
• reduzir o ponto de congelamento
• elevar o ponto de ebulição
• proteger contra corrosão e cavitação
Especificação é determinante
A substituição do fluido deve sempre seguir a especificação do fabricante do veículo. Não basta classificar o produto como orgânico ou híbrido. Cada fabricante define base química e pacote de inibidores compatíveis com seus materiais e projeto térmico.
Entre as normas mais conhecidas estão VW TL 774 (G11, G12, G13), ASTM D3306, MB 325.x e GM Dex-Cool. A mistura de tecnologias distintas, como IAT, OAT e HOAT, pode reduzir a proteção anticorrosiva e comprometer componentes como bomba-d’água, radiador e trocadores de calor.
Em veículos híbridos e elétricos, o controle de condutividade elétrica também deve ser considerado.
AE




