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Home Matérias Análises

RECONSTRUINDO UM ACIDENTE – 2ª PARTE (FINAL)

Entre depoimentos e evidências: o que os vestígios realmente revelam

identicon por André Dantas
05/04/2026
em Análises, Trânsito
O que as narrativas falam deste acidente?

O que as narrativas falam deste acidente?

Este artigo é uma continuação.

O primeiro artigo pode ser lido aqui: https://autoentusiastas.com.br/2026/03/reconstruindo-um-acidente-1a-parte/

 

Na primeira parte destes artigos acompanhamos a reconstrução de um simples acidente de trânsito, incluindo toda sua dinâmica, a partir dos elementos contidos em uma única fotografia.

Nesta segunda parte veremos como as diferentes narrativas se encaixam dentro da dinâmica verificada e, assim, estabelecer a veracidade destas narrativas.

I – A narrativa da Sra. Maria

A Sra. Maria afirma que seguia pela Rua Julio Buono e iniciou uma manobra de conversão à esquerda. Ali ela precisava tomar cuidado, pois há ali uma canaleta de drenagem que, se passada em alta velocidade, causa forte impacto nas suspensões do veículo.

Assim, ela desacelerou para passar pela canaleta e foi quando ela percebeu um grande barulho e, olhando à sua direita, viu o veículo Xsara Picasso se aproximando em velocidade. Assustada, pisou no freio e logo em seguida sentiu o impacto em seu veículo.

É uma narrativa bastante simplista, sem muitos detalhes que ajudem na elucidação do caso, fato que, felizmente, foi suficientemente suprido pela foto anexada ao processo.

A análise desta narrativa mostra alta coerência com a reconstrução, apesar de não oferecer detalhes importantes.

II – A narrativa do Sr. Sérgio

No boletim de ocorrência, o Sr. Sérgio anexou o seguinte croqui para explicar sua versão da dinâmica da colisão:

Croqui do Boletim de Ocorrência, feita pelo Sr. Sérgio (Fonte: autor)

Através deste croqui feito durante seu depoimento, o Sr. Sérgio alega que colidiu com o HB20 porque ele fez uma manobra brusca, inesperada, tomando as duas vias pela contramão.

Esta disposição foi reconstruída no diagrama a seguir:

Diagrama da posição final dos veículos, segundo a narrativa do Sr. Sérgio (Fonte:  autor)

Esta reconstrução do depoimento do Sr. Sérgio é bastante comedida no posicionamento dos veículos na posição de impacto, não estando tão próxima da esquina como retratada pelo Sr. Sérgio.

Ainda que o posicionamento não seja tão radical, alguns resultados se mostram incoerentes, conforme avançamos nas consequências desta narrativa.

Recordemos a posição real dos veículos pelas ilustrações já conhecidas:

Referências de posicionamento dos veículos na foto (Fonte: autor)
Reconstrução do posicionamento dos veículos no local, conforme foto (Fonte: autor)

Vê-se então o primeiro sinal de incongruência. Na posição descrita pelo Sr. Sérgio, o HB20 estaria com a roda traseira direita posicionada na borda direita da faixa de pedestre, enquanto na foto vê-se claramente que a roda está junto à borda esquerda da faixa de pedestre.

A roda dianteira esquerda do HB20, que na foto aparece sobre a vala de drenagem, nesta configuração aparece além dela.

Se fosse considerada uma posição tão mais avançada, junto ao meio fio como propõe o croqui do Sr. Sérgio, o HB20 teria parado sobre a calçada, tornando a situação descrita ainda mais incongruente ao que se observa na foto do acidente.

Continuando o exame, é possível posicionar a visão da câmera sobre esta disposição final, como no diagrama a seguir.

Diagrama de vista aérea, mostrando o posicionamento dos veículos em relação ao espaço da fotografia, segundo a narrativa do Sr. Sérgio (Fonte:  autor)

Nesta disposição, com a câmera posicionada em relação aos marcos fixos do local, o Xsara Picasso apareceria na foto na sua borda direita, enquanto o HB20 estaria completamente fora dela. Na foto da fig. 3, os carros ficam posicionados no centro da imagem.

Se, como relatado pelo Sr. Sérgio, o HB20 descreveu uma manobra brusca à sua frente, então ele estaria em significativa velocidade relativa. Sob tal condição, a pintura do HB20 na zona de impacto deveria ter arranhões profundos, causados pelo movimento lateral relativo ao Xsara Picasso. Além disso, ambos os carros teriam sido projetados alguns metros na direção da Rua Tosca, fato não evidenciado pelas marcas de pneus deixadas pela freada do Xsara Picasso.

Há ainda outro problema ligado a este posicionamento, conforme o diagrama a seguir:

Comprimento das marcas de frenagem, segundo a narrativa do Sr. Sérgio (Fonte:  autor)

Se for assumido o posicionamento descrito pelo Sr. Sérgio, as marcas de frenagem na área da fotografia aumentam de 10,7 metros para 16,9 metros.

Refazendo os cálculos de reconstrução do acidente, a velocidade com que o veículo chega à borda da fotografia sobe de 56,7 km/h (15,7 m/s) para 65,6 km/h (18,2 m/s).

Fazendo a mesma extrapolação que a freada iniciou-se 10 metros antes da área visível na foto, a velocidade de início da frenagem passa de 71,0 km/h para 78,3 km/h (21,8 m/s) e a distância de percepção de risco aumenta de 40,4 metros para 48,7 metros.

Ao afirmar que a colisão deu-se próximo à esquina, portanto mais afastado do ponto de colisão avaliado pela foto, a própria situação agrava ainda mais todos os números referentes ao comportamento do Xsara Picasso. Há de se considerar também que a narrativa do Sr. Sérgio também posiciona o HB20 vários metros à frente do Xsara Picasso, o que deveria aumentar a distância de frenagem, dando melhores condições de uma reação segura do Xsara Picasso, caso ele viesse em velocidade regular de 30 km/h, o que não ocorreu.

O depoimento do Sr. Sérgio, se sustentado como verdadeiro, presta-se a depor contra ele mesmo em diversos aspectos.

No boletim de ocorrência, consta a seguinte narrativa do Sr. Sérgio:

“…Vejo a trafegar pela contramão de direção vindo a colidir de frente contra o meu veículo. . No momento do acidente eu estava trafegando a 30 km por hora. Esclareço ainda que registrei imagens do referido acidente em máquina fotográfica. Dados do veículo 2 e seu condutor fornecidos por mim.”

Como vimos na primeira parte deste artigo, o espaço de frenagem para a velocidade de 30 km/h é de 8 metros. A foto tirada pelo próprio Sr. Sérgio mostra marcas de travamento das rodas avaliadas em 10,7 metros apenas na região coberta pela fotografia, e certamente o bloqueio das rodas é anterior ao limite da foto.

Outra evidência da velocidade original do veículo encontra-se nos danos e deslocamentos sofridos por ambos os veículos. Um veículo que se deslocasse a 30 km/h pararia pelo menos a 2 metros do veículo HB20 se iniciasse a frenagem exatamente na borda da fotografia. Entretanto, não só ele cobriu esta distância, como no instante do impacto teve energia cinética suficiente para deslocar o HB20 em 2 metros e meio lateralmente, como causou todos os danos em ambos os veículos.

Por outro lado, no processo, a lista de peças para o reparo do Xsara Picasso, incluindo uma porta traseira, sendo que a colisão atingiu o painel frontal do veículo, nos informa de uma colisão de altíssima energia, o que depõe contra o Sr. Sérgio. Ao mesmo tempo que ele alega trafegar em baixa velocidade, a lista de peças aponta para uma colisão em alta energia e alta velocidade.

Outra incongruência deste depoimento é que se os veículos se chocaram de frente, a configuração dos danos no HB20 se concentrariam no painel frontal do veículo e não em sua lateral. Ademais, caso o HB20 estivesse se movendo, o impacto no ângulo de contato teria causado marcas profundas de arranhões em suas peças, algo que não foi observado.

Portanto, a colisão entre os veículos ocorreu em ângulo, com o HB20 inicialmente parado e sendo abalroado pelo Xsara Picasso.

Assim, observamos diversas incongruências na narrativa do Sr. Sérgio, quer seja de posicionamento, de distâncias, sobre velocidades e sobre frenagem. Os argumentos técnicos não corroboram com esta narrativa.

III – Análise da classificação de danos do Xsara Picasso

Já a lista de peças incluída nos autos para a reparação do Xsara Picasso possui suas próprias incongruências.

As fotos do veículo Xsara Picasso mostram danos moderados na região central do painel frontal. O para-lama dianteiro direito está visivelmente intacto nas fotos, assim como aparenta estar o farol daquele lado.

Os danos parecem bastante localizados e contidos, como seria de se esperar de uma estrutura de segurança de projeto moderno.

A imagem da foto sugere que os danos ficaram contidos na porção dianteira central do veículo e sequer foram profundos, sugerindo uma reparação de baixo valor.

Porém, a extensa lista enumera itens como ressonador do motor e o protetor térmico do coletor, que denunciariam danos em profundidade no compartimento do motor, enquanto o suporte de buzina denuncia danos significativos nas extremidades do compartimento, sugerindo danos de grande extensão dianteira, incompatíveis com o observado na foto.

Junta-se a esta lista itens que mereceriam comprovação como os dois faróis completos, dois para-lamas, ampla lista de fachadas, grades, frisos e acabamentos.

Outros itens da lista, como porta traseira direita, friso da porta traseira, lateral traseira direita, porta dianteira direita, para-barro dianteiro denunciam altíssimo grau de severidade do impacto, a ponto dos danos de uma colisão serem propagados até estes componentes mecanicamente resistentes e distantes do ponto de impacto.

A sustentação da veracidade desta lista seria o reconhecimento de um acidente com danos de grande monta. Dados os elementos verificados nesta reconstrução é uma forma de reconhecimento tácito de que o veículo Xsara Picasso encontrava-se em alta velocidade no instante do impacto, em total desobediência às leis e regulamentações do trânsito.

Segundo a Resolução 362/2010 do Contran vigente na época (e atualmente substituída pela 810/2020), esta soma de danos refere-se a danos de alta monta, e por esta regulamentação, seria obrigatório dar baixa na documentação e dar destinação ao veículo de forma que ele não possa voltar a circular.

Ao assumir a lista constante nos autos como verdadeira para a reparação do Xsara Picasso, o proprietário do veículo assume grave violação da legislação e regulamentação vigentes e permitindo que um veículo sem as mínimas condições de segurança retorne para as ruas.

Além disso, é visível que o valor do orçamento referente a esta lista é completamente desproporcional ao valor do veículo e aos danos observados nas fotos do acidente.

Novamente, as condições descritas são altamente conflitantes, tanto com os depoimentos quanto com as provas fotográficas.

IV – Conclusão do caso

Os fatos apontam diversas incongruências, inconsistências e até fatos de depõem contra o Sr. Sérgio em seu próprio depoimento sobre a colisão.

Os dados apontam uma situação bastante diversa da relatada por ele, e até demonstram que se os fatos por ele relatados forem sustentados como reais, eles próprios depõem contra o próprio Sr. Sérgio ao invés de inocentá-lo.

A reconstrução a partir dos dados presentes nos autos mostram que a Sr. Sérgio vinha em alta velocidade pela Avenida Julio Buono quando foi surpreendido pela manobra regular da Sra. Maria em seu HB20, causando a colisão entre ambos por não possuir espaço suficiente para evitar a colisão.

É, portanto, responsabilidade do Sr. Sérgio a culpa objetiva pelo acidente, ao trafegar com mais do dobro da velocidade regulamentar para a via em que estava.

Tal nível de velocidade não é costumeiro naquela via e surpreendeu a Sra. Maria na sua avaliação da segurança da manobra de conversão à esquerda. Dadas as condições levantadas no presente trabalho de reconstrução do acidente, não há evidências de falha da Sra. Maria no presente caso.

As inconsistências do caso continuam ao apresentar um orçamento completamente desproporcional ao nível de danos observados, e a sustentação deste orçamento como autêntico e de responsabilidade do Sr. Sérgio denunciaria graves irregularidades ao permitir que um veículo sem condições de segurança segundo as regulamentações em vigor na época permitisse que voltasse a circular.

V – Considerações finais

A reconstrução apresentada neste estudo ilustra um ponto fundamental: em acidentes de trânsito, a dinâmica dos fatos não depende de versões, mas de evidências físicas.

Marcas no pavimento, deformações estruturais, posicionamento final dos veículos e relações geométricas entre os elementos da cena formam um conjunto coerente que, quando corretamente interpretado, delimita com precisão o que ocorreu independentemente das narrativas apresentadas.

Depoimentos podem ser imprecisos, incompletos ou mesmo conflitantes. Já os vestígios materiais obedecem às leis da física e, por isso, não admitem contradição.

É nesse contexto que a análise técnica se torna indispensável: não como instrumento de interpretação subjetiva, mas como meio de reconstrução objetiva dos fatos.

No presente caso, foi justamente essa coerência física que permitiu identificar as inconsistências das versões apresentadas e revelar a dinâmica real da colisão, independentemente das versões apresentadas.

AAD

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Fotos: divulgação fabricantes (menos quando indicado)

CHANGAN CONCORRENDO COM BMW E MERCEDES E AVATR COM FERRARI

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