Em meio aos preparativos para a semana de Design de Milão (20 a 26 de abril), a Lancia — marca centenária, de 1908 — escolheu o evenro para apresentar o novo Ypsilon Turbo 100, versão que nas palavras do fabricante “renova sua ligação com o design, a tecnologia e a cultura italiana”, modelo tem como novidade a utilização do motor a gasolina turbocarregado de 100 cv acoplado ao câmbio manual de seis marchas. O Lancia Ypsilon foi lançado em 1995 e já ultrapassou a marca de três milhões de unidades produzidas.

O Ypsilon Turbo 100 estará disponível para encomendas a partir de maio e a inédita versão a gasolina não eletrificada passa a ser o modelo de acesso na gama do compacto italiano. O modelo a combustão junta-se às versões já existentes híbrida HEV — híbrido pleno autocarregável e elétrica a bateria (BEV).
A variante turbocarregada segue sendo disponível em três níveis de execução: Ypsilon, Ypsilon LX e HF Line e tem como atrativo um preço sugrido de 3 mil euros (R$ 17 mil) inferior quando comparada as versões semi-híbridas correspondentes.
Lancia Ypsilon Turbo 100: 22.200 euros (R$ 130 mil)
Lancia Ypsilon Turbo 100 LX 25.200 euros (R$ 148 mil)
Lancia Ypsilon Turbo 100 HF Line 25.200 euros (148 mil)

Prático e confiável
Segundo a Lancia em seu comunicado, a decisão de introduzir um motor não eletrificado responde a uma procura que se mantém presente no mercado italiano, particularmente no segmento dos compactos. Uma parte significativa dos condutores continua a preferir a mecânica tradicional, aliado a um custo de manutenção mais baixo, além de um dirigir mais direto e prazeroso.

Sob o capô, o Ypsilon traz o novo motor batizado de “T100”, apresentado inicialmente na gama Peugeot 208 e 2008 e recentemente no Fiat 600 e que será destinado gradualmente `propulsão de todos os modelos compactos do Grupo Stellantis na Europa.
O motor a gasolina tricilindro de 1.199 cm³ desenvolve potência máxima de 101 cv a 5.500 rpm e torque máximo de 20,9 m·kgf a partir de 1.750 rpm. A Lancia divulga uma aceleração de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos e velocidade máxima de 194 km/h. O consumo médio divulgado é de 19,2 km/l, lembrando que na Europa a gasolina contém, no máximo, 10% de álcool.

O motor incorpora tecnologias como corrente metálica para o acionamento dos comandos de válvulas, turbocarregador de geometria variável (VGT), injeção direta de alta pressão (350 bar) e funciona segundo o ciclo Miller com alta taxa de compressão, melhorando a eficiência térmica.

A confiabilidade também foi primordial, com o bloco do motor, os pistões e os anéis projetados para maximizar a robustez e controlar o consumo de óleo. O programa de desenvolvimento esteve entre os mais rigorosos da sua classe: mais de 30.000 horas em bancada de testes e mais de 3 milhões de km percorridos em veículos protótipos. Tudo isso se traduz num benefício imediato para o cliente: intervalos de manutenção a cada 25.000 km ou dois anos, com custos operacionais baixos e previsíveis.

Com a introdução do câmbio manual, o habitáculo do Lancia Ypsilon recebeu uma atualização funcional: com a adição da alavanca de câmbio no console central, o local precisou ser redesenhado, no espaço foi adicionado um novo porta-objetos e sendo retirado de cena a mesa multifuncional com carregamento sem fio para telefone celular, presente nas versões HEV e BEV.
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