A GWM Brasil inaugurou nesta quinte-feira (15/8) sua fábrica em Iracemápolis, a 167 quilômetros a noroeste da capital paulista, a primeira unidade produtiva da marca nas Américas e no Hemisfério Sul, e terceira fora da China — as outras estão localizadas na Rússia e na Tailândia.
O evento de inauguração contou com a presença de diversas autoridades brasileiras, entre elas o presidente da República. Presentes também Mu Feng, executivo-chefe da GWM global, e Parker Shi, presidente da GWM International, além de Andy Zhang, presidente da GWM Brasil e México. Da GWM Brasil, os executivos Diego Fernandes (executivo-chefe de Operações), Márcio Alfonso (diretor de Produção) e Ricardo Bastos (diretor de Assuntos Institucionais).
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A fábrica de Iracemápolis inicia sua operação com três modelos : o suve híbrido Haval H6, disponível nas quatro versões já comercializadas hoje, a picape média Poer P30 e o suve de sete lugares Haval H9, uma versão cada e propulsionados por motor turbodiesel. O veículo BR001 é un Haval H6 GT branco.
Com área total de 1,2 milhão de m² e área construída de 94 mil m², a unidade fabril da GWM no Brasil tem capacidade para produzir 50 mil veículos por ano. A estrutura conta com área de armação de carroceria, linha de pintura robotizada, linha de montagem, sistemas de fornecimento de energia e equipamentos, além de uma cadeia de suprimentos e logística integrada.
A fábrica conta com 600 trabalhadores e deverá ter até o final do ano cerca de 1.000 empregos diretos, alcançando no futuro mais de 2.000 vagas, quando iniciar o processo de exportação de veículos para a América Latina.
Investimento, fornecedores e conteúdo local
O investimento total da GWM no Brasil chegará a R$ 10 bilhões em dez anos. Esse montante é composto por uma primeira fase de investimento, de R$ 4 bilhões, que vai até 2026 e inclui o lançamento da marca no País e reativação e ampliação da fábrica. Na segunda fase, a empresa investirá mais R$ 6 bilhões entre 2027 e 2032, impulsionando ainda mais a criação de empregos, a nacionalização de peças e o desenvolvimento de novos produtos.
A operação brasileira seguirá o sistema peça a peça, um processo mais complexo que o SKD e o CKD tradicionais, que conta com conteúdo nacional já no primeiro ano, incluindo pintura de os veículos produzidos aqui e incorporação de componentes de fornecedores nacionais.
A GWM Brasil tem mais de 110 empresas cadastradas interessadas em fornecer componentes, das quais 18 já são fornecedores que estão participando da produção e desenvolvimento dos primeiros veículos, caso de empresas como Basf, Bosch, Continental, Dupont e Goodyear.
A GWM Brasil já está inscrita no programa Mover, política federal de estímulo ao setor automobilístico que promove incentivos fiscais para fabricantesque investem em produção nacional e Pesquisa & Desenvolvimento.
BS






