A CATL, gigante global na fabricação de baterias, está dando um passo significativo em direção a uma nova era de veículos elétricos. A empresa revelou uma bateria de íons de sódio que promete um avanço notável em termos de custo, durabilidade e alcance.
A inovação, chamada Naxtra, alcançou uma densidade energética de 175 W·h/kg, um marco importante para a tecnologia que utiliza o sódio, uma matéria-prima abundante e de baixo custo. Para se ter uma ideia, essa densidade supera a das atuais baterias Blade 2.0 de fosfato de ferro-lítio (LFP) da BYD, que atingem 160 W·h/kg. A CATL projeta que a produção em massa dessas novas baterias pode começar já no próximo ano, com a promessa de um alcance de até 500 km para carros elétricos.
Além da alta densidade e do potencial de alcance, a nova bateria de sódio se destaca por sua durabilidade e segurança. Enquanto as baterias de lítio comuns suportam cerca de 1.500 ciclos de recarga, a Naxtra promete mais de 10.000 ciclos. A segurança também é um ponto forte, com a tecnologia já tendo passado por mais de 20 testes rigorosos, incluindo resistência a incêndios e explosões.
O custo é outro fator decisivo. A fabricante estima que o preço de seu novo produto pode ser de cerca de 10 dólares por kW·h, um valor significativamente menor em comparação com as baterias de lítio convencionais, que chegam a 75 dólares, ou mesmo as mais modernas da Tesla, que custam 100 dólares. Essa redução poderia baratear o preço final de carros elétricos de entrada para cerca de 12 mil dólares, tornando-os mais acessíveis a um público maior.
Embora o foco principal seja em automóveis, a tecnologia já está em uso em scooters elétricos de marcas como Yadea e Aima, onde demonstra carregamento ultrarrápido (80% em 15 minutos) e ótimo desempenho em baixas temperaturas.
Apesar de não ameaçar a hegemonia do lítio, a CATL posiciona o sódio como uma solução estratégica para o futuro da eletrificação, especialmente para veículos urbanos, frotas e sistemas de armazenamento de energia. A BloombergNEF prevê que as baterias de sódio podem conquistar 12% do mercado global até 2030, e a CATL já lidera essa corrida.
MF





