A Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da Fórmula 1 (F-1) anunciou hoje que as corridas curtas, mais conhecidas como Sprint Races dos GPs da Bélgica e de São Paulo deste ano não serão reeditadas no calendário de 2026. Elas darão lugar a igual evento nas etapas dos GP das Grã-Bretanha (em Silverstone) e Singapura (Marina Bay/foto de abertura), China (Xangai), Miami, Canadá (Montreal) e Países Baixos (Zandvoort) completam o calendário dessas provas.

As Sprint Races foram criadas para aumentar a presença do público na véspera do GP e ganharam status de atração. Exatamente por isso agora são comercializadas como evento extra e vendidas a um preço maior para os promotores locais. A temporada de 2026 começa em Melbourne (Austrália) no dia 8 de março.
Felipe Drugovich na F-E

O paranaense Felipe Drugovich, campeão da F-2 em 2022, é tido como o sucessor do suíço Nico Müeller na Andretti Fórmula E (F-E), equipe que utiliza trem motriz da Porsche. Desde a conquista daquele título, o brasileiro focou o planejamento de sua carreira em busca de uma vaga na F-1, algo que esteve próximo de se materializar com a entrada da Cadillac nesta categoria. A confirmação dos veteranos Valtteri Bottas e Sergio Pérez para as duas vagas da equipe que estreia no ano que vem, portanto, selou a mudança de planos de Drugovich, que tem alguma experiência na categoria de carros elétricos. Ele já participou de vários testes abertos e, este ano, substituiu Nick De Vries na etapa de Berlim. A bordo do monoposto da equipe Mahindra e ele conseguiu um décimo-sétimo e um sétimo lugares nessa etapa.
Aston Martin revela causa do abandono de Alonso em Monza
No recente GP da Itália, o espanhol Fernando Alonso empregou uma boa dose de ironia ao comentar a causa de seu abandono da prova disputada em Monza: “Falha na suspensão? Isso é realmente inacreditável!” Esse tipo de quebra é realmente raro na F-1 e remete aos treinos para o GP da China de 2010, quando o Toro Rosso de Sebastién Buemi perdeu as duas rodas dianteiras quando freava no final da reta principal do circuito de Xangai.

No caso de Alonso, a razão, segundo a equipe Aston Martin, foi uma sequência de fatos iniciada com as pedras de britas arremessadas pelo McLaren de Lando Norris quando ia à frente do espanhol, e o impacto contra a haste de impulsão (pushrod) da suspensão dianteira direita. Essa peça (seta na foto), de fibra de carbono, liga a parte inferior da manga de eixo (onde ficam os componentes do freio e a roda) ao conjunto mola-amortecedor na parte superior do chassi.

Embora as informações divulgadas pelo time indiquem que as consequências do impacto tenham sido agravadas pelo alto esforço da suspensão num circuito de alta velocidade, o fato de Fernando Alonso ser conhecido por usar as zebras que demarcam os limites do asfalto como pista certamente acelerou o processo de fadiga e fratura da peça. O mais importante de tudo, porém, é terem descoberto a causa do problema antes do GP do Azerbaijão neste domingo em Baku. O circuito de rua montado na capital do país, tem retas expressivas, assim como Monza.

WG
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