Chegamos em 2026 e por mais que o Carnaval ainda não tenha ocorrido, o ano já começou para a indústria automobilística faz tempo! Como venho dizendo há algum tempo, este ano marca um importante ponto da indústria automobilística, o início mais forte das vendas de veículos eletrificados nacionais de volume.
Infelizmente, o que mais importa, a produção de baterias no Brasil, ainda segue sem previsão, mas também falta volume. Sobre este tema, tive a oportunidade de visitar o laboratório de baterias da Unicamp na última sexta-feira e conheci grandes estudiosos sobre o assunto. Gostaria de citar aqi todos que conheci, mas citarei apenas Hudson Zanin e Gustavo Doubek, responsáveis pelos dois laboratórios que visitei.
Os eletrificados ganharão ainda mais corpo em nosso mercado. Lamento pelos apreciadores de motores a combustão, mas este formato tendee a diminuir ano a ano. O ano de 2025 terminou com 88,8% de automóveid e comerciais leves de motor a combustão e, logo ali, em 2030, as projeções da K.LUME Consultoria indicam que menos da metade deste tipo de propulsão existirá e, ainda assim, o grande número de veículos de motor exclusivamente a combustão será destinado aos comerciais leves, hoje com baixíssimos índices de eletrificação.
E para ilustrar um pouco o que deverá acontecer nesta área em 2026, elaborei um breve resumo sobre o tema. Vou me ater ao que mais nos interessa mais, os híbridos, todos eles: semi-híbridos (MHEV), híbridos puros (HEV) e híbridos plugáveis (PHEV), mas os puramente elétricos (BEV) também devem ser considerados.
A líder Stellantis ampliará a gama de semi-híbridos para as linhas Jeep (Renegade, Compass, Commander) e Fiat (Toro). A Leapmotor planeja o elétrico C16, porém sem data confirmada.
A Volkswagen indicou que todo novo projeto desenvolvido para a América do Sul conterá ao menos uma versão eletrificada (MHEV, HEV ou PHEV). A tendência, claro, será inicialmente pela solução menos onerosa, o semi-híbrido. A dúvida consiste em quais veículos teriam inicialmente esta tecnologia no atual portfólio da marca.
A GM (Chevrolet) declarou que os primeiros híbridos flex da marca chegam este ano e serão fundamentalmente semi-híbridos. Além disto já prodz o suve elétrico Spark EUV e importa o Blazer EV e o Equinox EV.
Por sua vez, a Toyota confirmou que o Yaris Cross terá versão híbrida somando-se aos produtos da marca hoje produzidos, Corolla e Corolla Cross HEV.
A Honda opera no Brasil com versões híbridas de alto valor agregado e provavelmente entrará em 2027 com a hibridização nos segmentos de maior volume.
A Renault permanece com os eleticos Kwid E-tech, Megane E-Tech e Kangoo E-Tech. Pretende ampliar a lista de eletrificados, provavelmente com o Kardian, sem confirmação.
Já a Nissan trará o X-Trail e-Power e existe alguma expectativa quanto ao lançamento com esta propulsão elétrica diferente (motogerador) no Kicks e no Kait. A Nissan trabalhou com o extensor de alcance no México, tecnologia que poderia ser muito bem-vinda por ser adequada às características do Brasil.
A Hyundai já atua com o Kona Hybrid e o BEV Ioniq 5. No Salão do Automóvel exibiu o Ioniq 9 que se encontra em testes no Brasil, mas sem plano de lançamento.
Ford vende o suve Mustang Mach-e, a Maverick Hybrid e o e-Transit. Pretende ampliar a linha com a Ranger elétrica de carregamento externo a ser produzida na Argentina em 2027.
A BYD indica que trará a Yuan Pro PHEV (hoje disponibilizada apenas elétrica) e uma possível picape PHEV derivada da Song Pro.
A GAC pretende disponibilizar o suve Aion UT (elétrico).
A em entrevista ao Papo de Garagem a Geely já havia indicado os planos de produzir no Brasil. Aparentemente iniciarão com o Geely EX5EM-i eleético pugável mais para o final do ano.
O GWM Ora 5 EV, o Haval H6 híbrido flex e o Ora 03 reestilizado são potenciais candidatos da marca para o Brasil
A Kia vem com o EV3, a Mercedes-Benz provavelmente com o CLA elétrico, a MG com o MG4 Urban (elétrico e, finalmente, a OMODA | JAECOO com o híbrido pleno Omoda 4.
O ano de 2026 promete um grande número de lançamentos de híbridos (MHEV/HEV/PHEV) e elétricos mais próximos da realidade de nosso mercado. Mais uma provação no mercado nacional que indicará qual será a tecnologia dominante por aqui. Eu não tenho nenhuma dúvida de qual será.
MKN
A coluna “Visão estratégica” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.





