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ALAVANCA DE CÂMBIO NO ASSOALHO OU NA COLUNA DE DIREÇÃO?

COMO VW FUSCA E DKW FORAM REINVENTADOS POR NECESSIDADE, TÉCNICA E INCONFORMISMO NOS ANOS 1950 E 1960

Alexander Gromow por Alexander Gromow
19/01/2026
em AG, Falando de Fusca & Afins
Foto: Cristian Vergara

Foto: Cristian Vergara

Durante as décadas de 1950 e 1960, o automóvel ainda não era visto como um produto definitivo, fechado ou intocável. Longe do culto moderno à originalidade absoluta, o carro era, antes de tudo, uma base mecânica passível de adaptações. Para muitos proprietários, aceitar o veículo exatamente como saía da fábrica simplesmente não fazia sentido. Entre as modificações mais emblemáticas daquele período estavam as intervenções no sistema de câmbio, especialmente na posição da alavanca: ora levada do assoalho para a coluna de direção (Lenkradschaltung), ora retirada da coluna e levada ao assoalho (Bodenschaltung). Duas trajetórias opostas, dois fabricantes alemães, dois contextos técnicos e humanos bastante distintos.

O VW Fusca: câmbio na coluna como adaptação funcional e social

No caso do VW Fusca, o projeto original sempre previu a alavanca de câmbio no assoalho. Era uma solução simples, robusta e perfeitamente coerente com a filosofia do carro. No entanto, o cenário do pós-guerra europeu introduziu uma variável que nenhum engenheiro havia colocado no papel: muitos ex-combatentes retornavam à vida civil com amputações ou limitações físicas severas, mas em plena idade produtiva. A reinserção social dessas pessoas tornou-se uma prioridade, e o automóvel passou a ser encarado não apenas como meio de transporte, mas como instrumento de autonomia e dignidade.

Nesse contexto, o VW Fusca destacou-se como plataforma ideal para adaptações. Acessível, abundante, mecanicamente simples e resistente, ele passou a ser modificado por oficinas especializadas — muitas delas ligadas a centros de reabilitação — para atender motoristas com deficiência física. Embora a Volkswagen nunca tenha oferecido oficialmente um VW Fusca com câmbio na coluna, há evidências consistentes de conversões desse tipo realizadas na Alemanha, no Reino Unido e em países nórdicos.

Vários fabricantes ofereciam kits para estas modificações, cada um com sua solução técnica de como transmitir os movimentos da alavanca de câmbio instalada na coluna de direção até o trambulador original do VW Fusca. Nesta matéria vamos conhecer duas delas. Estes kits acabaram sendo vendidos mundo a fora. Abaixo a propaganda da empresa Fisher A. G. Für Apparatenbau, de Frankfurt, Alemanha.

No folheto abaixo dedicado a VW Fuscas ainda de duas janelinhas traseiras, coisa que se percebe pelo painel mostrado na imagem, se pode notar a facilidade do acesso à alavanca de câmbio pela mão direita. O que, no caso de carros adaptados a deficientes físicos ou amputados, deixava a mão esquerda livre para acessar as alavancas de comando, com aceleração e frenagem e comando da embreagem, tendo o câmbio e a direção sob o controle da mão direita.

Propaganda da Fischer da década de 50, com os dizeres: “Alavanca de câmbio no volante para Volkswagen

A solução que a Fischer encontrou era instalada usando a caixa de direção e a suspensão dianteira como suporte como se pode ver no esquema abaixo:

Desenho de instalação da adaptação Fischer para a alavanca de câmbio no volante de VW Fuscas da década de 1950

Nesta solução os componentes do sistema de transmissão ficavam expostos à sujeira, impactos de pedras e água de enchentes.

Levar a alavanca para a coluna fazia todo o sentido prático nesses casos. A modificação liberava o assoalho, facilitava a instalação de pedais adaptados e permitia a adoção de acelerador e freio manuais, possibilitando que o carro fosse conduzido basicamente com as mãos. Aqui, a adaptação não buscava esportividade nem sofisticação estética: buscava viabilidade. Era o carro sendo moldado ao corpo do motorista, e não o contrário.

Por outro lado, é verdade que o câmbio na coluna também carregava certo prestígio cultural, influenciado pelos automóveis americanos com bancos inteiriços e promessa de conforto “de carro grande”. Porém, no VW Fusca, esse aspecto foi secundário. A raiz da adaptação esteve muito mais ligada à inclusão e à necessidade concreta do que a modismos. Em muitos casos, levar o câmbio para a coluna foi um gesto silencioso de reconstrução humana no pós-guerra.

No final desta matéria vamos ver um exemplo de adaptação de alavanca de câmbio na coluna de direção realizada no Chile.

Os DKW: do câmbio no volante ao assoalho, entre desgaste, o modismo e as competições

Nos DKW, a história seguiu um caminho inverso. Os modelos do pós-guerra, como os F89, F91 e F93, já saíam de fábrica com câmbio na coluna, apresentado como solução moderna e confortável. Tecnicamente, porém, esse sistema dependia de um conjunto complexo de hastes longas, articulações múltiplas e ajustes extremamente precisos.

Da esquerda para a direita: DKW-F89, DKW-F91 e DKW-F93

Em teoria, funcionava bem. Na prática do uso cotidiano, especialmente após alguns anos, o cenário mudava. Com o desgaste natural, surgiam folgas, empenamentos e desalinhamentos entre carroceria e conjunto mecânico. O resultado era um câmbio frequentemente descrito pelos próprios usuários como duro, impreciso ou propenso a emperramentos. Isso não é folclore: manuais de oficina da época dedicam páginas inteiras à regulagem do sistema, sempre com advertências sobre tolerâncias mínimas.

Diante desse quadro, começaram a surgir conversões para alavanca no assoalho. Em parte, tratava-se de uma tentativa prática de reduzir folgas e tornar os engates mais diretos. Em alguns casos, o resultado era satisfatório; em outros, apenas se trocava um tipo de problema por outro. Mas havia também um componente claro de modismo. Ao longo dos anos 1950 e 1960, o câmbio no assoalho passou a ser associado a esportividade, modernidade e influência européia continental, especialmente italiana e francesa.

Outro capítulo importante nesta história foi a adaptação do câmbio no assoalho para fins esportivos propiciando um engate seguro e rápido necessários para um bom desempenho em competições.

Aqui surge um paradoxo interessante: muitos câmbios de DKW considerados ruins não o eram por concepção, mas por falta de paciência mecânica. Exigiam um nível de ajuste e manutenção que poucos proprietários aceitavam manter ao longo do tempo. A adaptação, nesse caso, foi menos uma necessidade física e mais uma resposta à complexidade técnica — ou simplesmente ao desejo de mudar.

É extremamente difícil encontrar uma fotografia de um DKW das décadas de 1950 ou 1960 com a alavanca de câmbio transferida da coluna para o assoalho. Essa modificação nunca foi oficial: era feita artesanalmente em oficinas independentes e, na época, quase ninguém fotografava o interior dos automóveis.

Além disso, muitos desses carros modificados não sobreviveram ou foram restaurados para o padrão original, e os poucos registros existentes acabaram se perdendo em anúncios antigos, acervos pessoais ou em veículos de competição, cujo foco fotográfico raramente incluía o habitáculo.

Um exemplo “recente” de VW Fusca com alavanca de câmbio na coluna de direção

Este relato vem do Chile, mais especificamente da capital Santiago, onde o colecionador Cristian Vergara encontrou, há uns 15 anos, um kit para a instalação de alavanca de câmbio na coluna de direção de VW Fusca da década de 1950 que estava perdido no estoque antigo de uma concessionária Volkswagen.

Detalhe do VW Fusca 1950 split-window do Cristian, já modificado. Este carro é muito original, tem até o acendedor de cigarros original, além de um rádio Blaupunkt que era muito raro e caro em sua época

O Cristian então instalou este raro equipamento em seu VW Fusca 1950 seguindo as instruções que acompanhavam o kit produzido pela Gottlob Krämer de Stuttgart na Alemanha. O resultado desta adaptação também pode ser visto na foto de abertura. Este é o segundo kit para VW Fusca que apresento nesta matéria. Abaixo a reprodução das instruções de montagem deste kit:

Instruções de montagem do kit Krämer Mod. 54

Apresento abaixo a tradução destas instruções de montagem como uma curiosidade, eu acho que a sua montagem não deve ter sido fácil:

INSTRUÇÕES DE MONTAGEM

para o comando de mudança de marchas no Volkswagen, sistema Krämer – Modelo 54

Extremidade inferior do cubo do volante deve ser raspada no tubo da coluna. Remover o volante. Fixar a mola compensadora de diâmetro (2) no ponto indicado. Deslizar a bucha de aperto (1) sobre o tubo da coluna, de modo que a marcação fique voltada para cima e permaneça uma folga de 1 mm entre o volante e a bucha. Apertar os parafusos Allen. Alinhar paralelamente ao pino esférico e perfurar a parede corta-fogo paralelamente ao tubo da coluna com uma broca helicoidal de aprox. 20 mm Ø. Introduzindo a haste de acionamento (3) pela parede corta-fogo e recuando sobre o pino esférico, verificar se a haste de acionamento corre paralela ao tubo da coluna.

Remover o tanque de combustível. Deslizar a placa de apoio (4) sobre a haste de acionamento (3) e alinhar de modo que a borda inferior esquerda da placa fique cerca de 1–2 mm acima da borda superior do túnel do chassi. Nessa posição, marcar os furos da placa de apoio (4) e perfurar com broca de 8 mm. Um furo de 16 mm Ø deve ser perfurado através da segunda parede do compartimento do veículo e alargado para cerca de 20 mm; ver desenho. Fixar a placa de apoio (4) com parafusos. Introduzir a haste de acionamento (3), após o fole do botão da alavanca ter sido passado, no olhal da placa de apoio, inserir o pino esférico e fixar a alavanca de câmbio (8) com a arruela de borda (9) (fenda voltada para o volante!). Agora a alavanca de câmbio (8) deve poder ser movimentada com facilidade e sem folgas.

Após remover o botão da alavanca de câmbio com a cúpula, empurrar a extensão da haste de mudança (6) bem engraxada através da placa de apoio (4) e verificar se ela pode ser deslizada e girada levemente no alinhamento correspondente; se necessário, retrabalhar o alinhamento com um alargador de 16 mm Ø; depois fixar o braço angular (5) no furo roscado dianteiro, inserindo a esfera (eventualmente com bucha) na bandeja de engate existente (com graxa).

Deslizar a alavanca ranhurada (10) sobre a haste de acionamento (3) e, ao mesmo tempo, introduzir a cabeça esférica da alavanca de ponto-morto (12) no canal anelar. Em posição de ponto-morto, o braço angular deve apontar para frente e a alavanca ranhurada verticalmente para baixo. Fazer a ligação entre a extensão da haste de mudança (6) e o braço de engate (7) por meio do pino esférico e travar com porca borboleta. Observar o alinhamento (ver desenho!).

Engatar a 1ª marcha. Colocar a alavanca de câmbio (8) na posição da primeira marcha (batente superior, em direção ao volante). Apertar os parafusos da alavanca ranhurada (10) (perfurar as pontas) e travar com arame. As regulagens das marchas individuais podem agora ser corrigidas pelo alongamento ou encurtamento das hastes de transmissão. O movimento do ponto-morto deve ser leve!

Caso a alavanca de câmbio fique muito próxima do painel na 3ª marcha, ela pode ser levemente dobrada entre a esfera e o botão.

 

Lubrificar abundantemente todas as partes móveis da placa de apoio (4) e fixar a capa protetora.

Instalar o tanque de combustível e verificar se a torneira de combustível toca o braço angular ao passar da primeira para a segunda marcha. Posicionar o tanque de modo que não haja contato com a torneira e então fixá-lo. Fixar a tampa de cobertura (12) sobre a extensão da haste de mudança (6).

Manutenção: Após cerca de 10.000 km, limpar a placa de apoio (4) e todas as partes móveis e lubrificá-las novamente.

GOTTLOB KRÄMER
Construção de Máquinas
Stuttgart-O, Neckarstraße 105
Telefone 40637

[Fim da tradução das Instruções de montagem]

Acompanhava as instruções o esquema abaixo que mostra que a solução da Krämer ficava montada na parede corta-fogo do VW Fusca atrás do tanque de combustível, sendo que o equipamento ficava mais protegido do que a solução da Fischer que vimos acima.

Esquema de montagem do kit Krämer Mod. 54

O carro do Cristian ainda vinha com a possibilidade de dar a partida com uma manivela, coisa que logo foi retirada de linha. Na foto abaixo o Cristian estava demonstrado como é dar este tipo de partida num VW Fusca veterano:

O Cristian Vergara se preparando para demonstrar com se dá a partida “na manivela”

O split-window do Cristian é realmente muito original e tem um raro acessório de época muito raro: a alavanca de câmbio na coluna de direção.

 

 

Análise final: quando o carro precisava se adaptar ao dono

As duas histórias, vistas em conjunto, dizem muito sobre a relação do homem com o automóvel naquela época. Nos anos 1950 e 1960, o proprietário intervinha, corrigia, adaptava e reinterpretava o carro conforme suas necessidades, limitações ou preferências. No VW Fusca, a adaptação do câmbio foi, muitas vezes, um ato de inclusão e funcionalidade. Nos DKW, a mudança refletiu impaciência técnica, desgaste acumulado e também modismo. Esta adaptação também foi feita com fins esportivos com grande sucesso.

Caminhos opostos, portanto, mas motivados pelo mesmo impulso fundamental: não aceitar o carro exatamente como ele vinha de fábrica. Antes de se tornar objeto de culto e preservação absoluta, o automóvel foi sobretudo uma extensão do seu dono — imperfeita, adaptável e profundamente humana.


Eu gostaria de agradecer ao amigo Felipe Bitu que me enviou a dica sobre o VW Fusca do Cristian. A partir daí eu desenvolvi esta matéria.

Tags: Alexander GromowCâmbio na coluna de dureção para FuscaCristian VergaraFalando de Fusca & AfinsFelipe Bitu
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Imagem: autor com auxílio de IA

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