Era agosto de 2008. Um enorme grupo de jornalistas especializados e ouro de titulares de concessionárias Chevrolet partiu para a cidade de Los Cabos, no México, para o lançamento do Captiva, um suve médio produzido pela Divisão Chevrolet da ainda General Motors Corporation, que em 2009 passaria a se chamar General Motors Company, reusultando de profunda reestruturação. A fábrica mexicana da GM atendia à demanda do mercado americano e iniciaria também sua exportação para o mercado brasileiro a partir de setembro de 2008, quando o novo carro chegaria às concessionárias Chevrolet nacionais.

Os dois grupos que saíram do Brasil para a apresentação e o lançamento da novidade contava com cerca de 1.000 pessoas no total, pois além dos profissionais envolvidos, a General Motors estendeu o convite para um acompanhante por participante. Todos rumo Los Cabos, no México.
Chevolet Captiva 2009 (Foto: Divulgação)
Já imaginaram a logística para coordenar a viagem de mil pessoas ao mesmo tempo para o México? Não foi nada fácil. A começar pelo visto de entrada exigido pelas leis do país. Era preciso se dirigir ao consulado mexicano, passar por uma entrevista com uma autoridade consular e só depois disso obter o visto de entrada. Essa providência precisou ser tomada por profissionais e acompanhantes de todo o Brasil.
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Depois foi necessário alocar todos os participantes em voos que partiam dos mais diversos pontos do país. Boa parte do transporte foi feita com aeronaves Boeing 777 da Aeroméxico, com capacidade para pouco menos de 300 passageiros. Para levar toda essa gente seriam necessárias três aeronaves completamente lotadas e, ainda assim, mais de 100 pessoas ficariam de fora. Por isso, houve diversos voos partindo de várias cidades para transportar os mil participantes do evento. Uma logística complexa e desafiadora, que exigiu muito das equipes envolvidas na organização.

Todos os participantes e acompanhantes ficaram hospedados no Hotel Hilton de Los Cabos, um luxuoso hotel cinco- estrelas localizado à beira-mar. Além do alto padrão, o hotel oferecia excelente infraestrutura de alimentação, acomodação e conforto, atendendo plenamente às exigências de um evento desse porte. Era também o ponto de partida dos grupo para os test drives pelas estradas mexicanas e, posteriormente, para a apresentação técnica do produto. Tudo para colocar o Captiva como um dos suves de destaque do mercado nacional.
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Um dos pontos altos do evento foi um jantar oferecido aos convidados no meio da região desértica de Los Cabos. Exatamente isso. Os organizadores montaram um jantar para mil pessoas a céu aberto, em pleno deserto. O Captiva, estrela da festa, ficava num pedestal iluminado e, ao redor, estavam dispostas as mesas onde o jantar era servido. A estrutura era gigantesca. Comida e bebida à vontade, tudo funcionando graças a geradores que garantiam energia elétrica para iluminação, som e projeções. Um grande espetáculo para os convidados.
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No dia seguinte, todos os convidados e acompanhantes foram levados para um passeio num navio de porte médio. A bordo, foi servido um churrasco no almoço, acompanhado de música ao vivo, além de um belo passeio por regiões turísticas de Los Cabos. Como se não bastasse, os organizadores ainda promoveram um jantar na praia, que foi totalmente acarpetada para garantir conforto aos participantes. Um tapete vermelho contrastava com o branco da areia e com o som das ondas do mar, tudo embalado por músicas típicas da região.
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Foram três dias memoráveis de um evento que marcou todos os convidados e acompanhantes e consolidou a Chevrolet Captiva como um dos carros mais importantes para as estratégias de vendas e marketing da General Motors naquele período. A grandiosidade da apresentação deixava claras as expectativas da marca em relação ao desempenho comercial do modelo no Brasil.
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E não foi diferente. Apesar de não ser a campeã de confiabilidade, tampouco conciliar tão bem consumo de combustível com desempenho (consumia bastante e não andava tanto assim), o Captiva fez sucesso no mercado nacional de suves e rapidamente se transformou em sonho de consumo da classe média brasileira. Um fato, porém, permanece verdadeiro: o evento de seu lançamento no Brasil é comentado até hoje, 17 anos depois, por jornalistas e profissionais que estiveram presentes naquela viagem pra Los Cabos.
DM
A coluna “Pefume de carro” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.






