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Home Colunas Coluna Fernando Calmon

SONIC CHEGA EM BOA HORA PARA A CHEVROLET

identicon por Fernando Calmon
14/05/2026
em Coluna Fernando Calmon, Colunas, FC
Chevrolet Sonic Premier (Foto: Divulgação GM)

Chevrolet Sonic Premier (Foto: Divulgação GM)



Ter um suve a mais na linha está na direção correta de um mercado dominado por esse tipo de carroceria com cerca de 45% de participação em média. Em especial quando os sedãs pequenos representam vendas minguadas e os hatches, apesar de mais baratos, terem perdido espaço.

Colocado entre Onix e Tracker dentro da linha Chevrolet, o Sonic terá rivais de peso que vão do Tera, Pulse, Kardian a outros modelos como Nivus, Fastback ou Tiggo 5x Pro. Seu preço é competitivo. A GM o classifica como suve cupê, embora existam controvérsias válidas a respeito. O longo defletor de teto, na parte traseira, prejudica a classificação de um suve “acupezado”. Em compensação, a parte traseira chama atenção pelas lanternas interligadas com iluminação tracejada. Seção dianteira é que mais agrada com iluminação em três níveis e discretos faróis de neblina na parte mais baixa do para-choque, tudo de LED.

A cor preta aparece em destaque na grade do radiador (estreia a nova “gravata-borboleta” da marca), nos arcos e nas rodas de 17 pol. (versão RS), carcaças dos espelhos, no rack de teto (funcional) e para-choque traseiro. Tudo dentro do figurino da moda, inclusive os 200 mm de vão livre do solo. O interior típico da marca com os mesmos bancos do Onix, traz materiais agradáveis ao toque em alguns locais. Tela multimídia de 11 pol. com conexão sem fio Android Auto e Apple CarPlay, wi-fi nativo e assistência OnStar. Há duas portas USB-A. Espaço no banco traseiro é razoável para dois adultos e uma criança, compatível com os 2.551 mm de entre-eixos. Demais dimensões (mm): comprimento, 4.230; largura, 1.770 (2.068 com espelhos); altura, 1.530. Bom porta-malas de 392 L.

Mecanicamente, sem novidades: motor (igual ao do Tracker), tricilindro turbo flex de 1 L, injeção direta 115 cv (G/A), 18,9 m·kgf (G/A). Câmbio automático epicíclico, seis marchas. A fábrica indica aceleração 0 a 100 km/h “na casa dos 10 s”; nada sobre velocidade máxima. Consumo padrão Inmetro (km/L): urbano, G/A, 12,l/8,4,1; estrada, G/A 14,810,4.

Apresentação em São Paulo foi estática para o Brasil e mercados da América do Sul. Primeiras impressões só no próximo dia 27.

Sonic já está nas concessionárias e os preços promocionais (ainda sem data para o término) são de R$ 129.990, versão Premier e R$ 135.990, versão RS. Depois, ambos os modelos subirão R$ 5.000.

 

Dia do Automóvel traz alento em melhorar segurança viária

A data é uma referência ao dia 13 de maio de 1886. Neste dia o alemão Carl Benz patenteou o que é considerado o primeiro automóvel “útil” do mundo. Tratava-se de um triciclo apresentado em janeiro daquele ano e patenteado em maio. Por coincidência, em 13 de maio também se comemora o Dia do Automóvel e da Estrada de Rodagem, instituído pelo presidente Getúlio Vargas, em 1934. A data marca a inauguração da primeira autoestrada do Brasil: a rodovia Rio-Petrópolis.

Por outra coincidência, o Diário Oficial publica no mesmo 13 de maio a lei aprovada na véspera pelo Congresso que instituiu a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Aplica-se aos motoristas que não cometeram infrações de trânsito nos 12 meses anteriores. Entretanto, aqueles com mais de 50 anos e menos de 70 só se beneficiam uma única vez. A regra não alcança quem tem mais de 70 anos.

Manteve-se corretamente a obrigatoriedade de exames médicos de aptidão física e mental, além de avalição psicológica, para a renovação da CNH com preço a ser fixado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran, antes Denatran).

Também neste mês de maio o governo de São Paulo anunciou um plano de segurança viária com o objetivo de reduzir pela metade o número de mortos (19.000 salvos) no trânsito até 2030. As medidas incluem, entre outras, identificação de locais críticos para direcionar investimentos, maior uso de tecnologia na fiscalização (mais radares) e aperto sobre comportamentos de risco (celular ao volante e, se beber, não dirija). A taxa de óbitos tem diminuído no Estado: em 2025 foi de 13,24 por 100 mil habitantes, contra 14,24 em 2015.

 

Golf GTI: 50 anos de uma lenda

Globalmente é o pilar de uma dinastia. Até no País a sigla também foi usada no Gol e Parati. Meio século depois de lançado na Alemanha, a VW do Brasil montou uma estratégia de exclusividade ao trazer as primeiras 85 unidades da série especial comemorativa. E já anunciou um segundo lote também destinado aos clientes que sejam proprietários de qualquer versão esportiva do grupo alemão. Oficialmente, no total, serão apenas 500 unidades. Preço: R$ 430.000.

No autódromo Velocitta, em Mogi das Cruzes, SP, a 180 quilômetros da capital paulista, coloquei à prova o desempenho desta série especial que entrega 245 cv, 37,7 m·kgf, tem câmbio automático robotizado de sete marchas. A pista de 3.493 m de extensão, 13 curvas, em subidas e descidas, foi travada com alguns cones para diminuição de velocidade. Curvas são de média e baixa velocidade, além de um traçado bastante exigente para os freios.

Ainda assim, sempre uma emoção renovada. O Golf é um automóvel bem equilibrado, sem tendência excessiva de subesterço, respostas ao volante de grande precisão e freios com potência que transmitem confiança. Desenhado pelo italiano Giorgetto Giugiaro, da Italdesign, em 1974, chamava atenção não apenas pelo conjunto harmônico. As colunas traseiras largas eram — e são — sua marca registrada até hoje. Começou importado do México de 1994 a 1988, produzido no Paraná de 1999 a 2013 (quarta geração) e de 2015 a 2020 (sétima geração).

O Golf GTI Edition 50, de 325 cv, agora em maio, recuperou o título de carro de tração dianteira mais rápido no trecho norte (o mais longo, 20,8 km) do autódromo alemão de Nürburgring, conhecido como Inferno Verde, expressão cunhada por Jackie Stewart.

 

Produção em abril continuou a subir

Os números informados pela Anfavea foram positivos: 225,8 mil unidades, alta de 2,4% sobre abril de 2025. Mais convincentes são os resultados do primeiro quadrimestre que somaram 872,6 mil veículos leves e pesados e superaram em 4,9% o mesmo período do ano passado, mesmo com dois dias úteis a menos. Exportações em queda impediram resultados melhores dos fabricantes nacionais. As 142,4 mil unidades mostraram um recuo de 16,9% sobre o primeiro terço do ano passado. Argentina, maior cliente do Brasil, encolheu 30%.

Uma referência alentadora apontada por Igor Calvet, presidente da associação, foi o crescimento de 15,6% dos veículos de fabricação nacional. Houve um recuo praticamente simbólico dos importados, mesmo sem haver garantia de que o cenário permaneça assim até o final do ano: participação nas vendas de veículos do exterior no primeiro quadrimestre foi de 19,7% em 2025 e de 19,2% em 2026.

Este resultado, porém, não desanimou a Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) que tem apenas nove marcas associadas, sendo somente duas com produção nacional: BYD (Bahia) e JLR (Rio de Janeiro). Em razão da base comparativa muito baixa, os percentuais de crescimento são obviamente elevados. Registraram-se 63,5 mil unidades de janeiro a abril de 2026, crescimento de 65,3% frente às 38,4 mil registradas no mesmo período de 2025. Mas aquele volume representou parcela tímida de 9% do total comercializado de veículos leves.

Outra estatística, desta vez do estudo anual do Sindipeças, mostrou um cenário só um pouco menos preocupante quanto à idade média da frota real circulante (veículos leves e pesados) no País. Em 2025 foi de 11 anos, enquanto em 2024, 10 anos e 11 meses. Especificamente, no caso de automóveis, o resultado estatístico demonstrou que a frota envelheceu mais do que a média: subiu de 11 anos e 2 meses para 11 anos e cinco meses. Os três meses acima da média contrastam com as mesmas referências para os comerciais leves (manteve-se em oito anos e 11 meses), caminhões (só um mês mais velhos, 12 anos e 3 meses) e ônibus (ligeira melhora de 11 anos e quatro meses para 11 anos e três meses).

—————————————

Ressalva na coluna da semana passada: Balanço geral de vendas em 2027 poderá ficar acima do previsto no começo deste ano tanto pela Anfavea quanto pela Fenabrave. (Correto: 2026).

FC

Atualizada em 14/5/26 às 14h08, correção, no texto, do tipo de câmbio.

A “Coluna Fernando Calmon” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

 

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