O Fastback já é um velho conhecido do AE. Acompanhamos a chegada do sistema híbrido de 12 V em 2024; o Roberto Agresti submeteu o Turbo 200 Hybrid a um Teste de 30 Dias em 2025 e, meses depois, avaliamos a chegada da linha 2026. Agora, uma nova semana de uso com o Fastback Audace T200 Hybrid permite olhar o carro menos como novidade e mais como uma evolução de um produto que já conhecemos bem.
E a primeira constatação é justamente a mais importante: a eletrificação não tira do Fastback aquilo que sempre chamou atenção ao volante.

Híbrido que não atrapalha
O sistema semi-híbrido MHEV de 12 V continua sendo uma solução de eletrificação relativamente simples. O motor elétrico que nada mais é que o alternador em função invertida, de 4,07 cv, é integrado ao conjunto mecânico e substitui o alternador e o motor de partida convencionais. Há uma bateria de chumbo-ácido de 68 A·h e uma segunda de íons de lítio de 11 A·h. O sistema gera energia elétrica nas desacelerações e frenagens e carrega esta bateria no processo. .

Não há, portanto, a possibilidade de movimentar o carro exclusivamente com eletricidade. A vantagem está em reduzir o trabalho do motor de combustão em determinadas situações, principalmente no uso urbano.

A Fiat declara redução de aproximadamente 12% no consumo na cidade com o sistema híbrido. Não consegui confirmar esse ganho nesta semana porque a utilização foi predominantemente rodoviária. E isso é particularmente interessante quando lembramos do nosso Teste de 30 Dias, no qual o Fastback mostrou que o T200 também pode ser bastante eficiente em estrada, chegando a 18,5 km/l com gasolina em um dos percursos da avaliação.
Ao volante, entretanto, o sistema continua praticamente imperceptível, exatamente como havíamos constatado anteriormente, uma vez que parte da potência do motor a combustão é substituída temporariamente pelo alternador em função de motor alimentado pela energia acumulada na bateria de íons de lítio, o que explica a redução de consumo.
A condução é transparente, podendo fazer trocas de marchas em modo manual através da alavanca de câmbio ou pelas borboletas atrás do volante; botão sport (vermelho) no volante melhora o desempenho sem interferir com sistema semi-híbrido
A boa dirigibilidade continua
O conjunto formado pelo motor tricilindro 1-l turbo flex acoplado ao câmbio automático CVT de sete marchas entrega potência máxima de 125 cv com gasolina, 130 cv com álcool e 20,4 m·kgf de torque máximo. A resposta ao acelerador é boa e o funcionamento do câmbio combina bem com o motor.

Mais importante é que a calibração de suspensão, direção e trem de força continua formando um conjunto bastante agradável. A suspensão absorve bem as irregularidades sem deixar o Fastback excessivamente solto, enquanto a direção eletroassistida indexada à velocidade tem peso adequado em qualquer condição de uso.

Na configuração Audace, as rodas são de 17 polegadas com pneus 205/50 R17. A altura livre do solo de 200,4 mm também ajuda a explicar a facilidade para enfrentar pisos ruins e obstáculos artificiais urbanos. São características que já haviam aparecido nas avaliações anteriores e que permanecem consistentes.

Porta-malas de 600 litros
Outro ponto que continua impressionando é o porta-malas. São 600 litros, um volume excelente para um carro com as dimensões do Fastback e uma das características que mais justificam seu conceito.
Porta-malas amplo tem 4 argolas para amarração de carga e encosto do banco traseiro tem rebatimento 30:70
Mas a convivência também revela um detalhe que não aparece na ficha técnica: a tampa traseira é muito grande e ao abrir fica bem alta. Em garagens de edifícios com teto baixo, tubulações ou outros elementos expostos, é preciso atenção. Não é difícil imaginar os danos numa tampa totalmente aberta encontrando uma tubulação ou alguma estrutura da garagem.
É um daqueles detalhes que só aparecem quando se passa algum tempo com o carro.

E quanto custa?
O Fastback Audace T200 Hybrid avaliado custa R$ 159.990 na linha 2026. É um dado que merece destaque porque o carro combina o sistema MHEV, bom nível de equipamentos, desempenho adequado e, principalmente, um espaço interno e porta-malas que estão entre seus pontos fortes.

A versão testada traz, entre outros itens, sistema de frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência na faixa, comutação automática do facho alto, carregador de celular por indução, quadro de instrumentos digital e central multimídia de 10,1 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

A Fiat apresentou recentemente a linha 2027, que já está à venda. Os preços sugeridos são:
- T200: R$ 119.990
- Smart Drive: R$ 127.990
- Audace MHEV: R$ 168.490
- Impetus MHEV: R$ 174.490
- Abarth: R$ 184.490

Uma evolução coerente
O MHEV de 12 V não transforma o Fastback em um híbrido convencional, mas acrescenta eficiência potencial sem criar complexidade perceptível ao motorista, além de oferecer o grande benefício de não precisar cumprir com o rodízio municipal da cidade de São Paulo.

O Fastback Audace T200 Hybrid não é um carro que precisa explicar sua eletrificação ao motorista. Basta dirigir para perceber que, neste caso, o melhor da tecnologia é justamente aquilo que quase não se percebe. E ainda oferece conforto e o enorme porta-malas como argumento de vendas
GB
Ficha técnica após a galeria de fotos:
Ficha técnica Fiat Fastback Audace Hybrid MHEV 2026
Motor
| Posição | Dianteiro, transversal |
| Número de cilindros | 3 em linha |
| Diâmetro x curso | 70 x 86,5 mm |
| Cilindrada | 999 cm³ |
| Taxa de compressão | 10,5:1 |
| Potência | 125 cv (G) / 130 cv (A) a 5.750 rpm |
| Torque | 20,4 m.kgf a 1.750 rpm (G/A) |
| Válvulas por cilindro | 4 |
| Comando de válvulas | 1 no cabeçote |
| Injeção | Eletrônica GPEC 5 – GSE PL8 |
| Combustível | Gasolina / álcool |
Motor elétrico
| Posição | Junto ao motor a combustão acionamento por correia poli “V” |
| Tensão / potência | 12 V / 4,07 cv |
Sistema elétrico
| Tensão | 12 V |
| Bateria principal | Chumbo, 68 A·h |
| Bateria auxiliar | Íons de lítio, 11 A·h |
Transmissão
| Câmbio | CVT, continuamente variável, com 7 marchas |
| Relações | 1ª – 2,27; 2ª – 1,60; 3ª – 1,20; 4ª – 0,94; 5ª – 0,74; 6ª – 0,58; 7ª – 0,46; ré – entre 2,60 e 0,42 |
| Diferencial | 5,698 |
| Tração | Dianteira |
Suspensão
| Dianteira | Independente, McPherson, braço de controle em L, mola helicoidal, amortecedor pressurizado com batente hidráulico e barra antirrolagem |
| Traseira | Eixo de torção com molaa helicoidae e amortecedor pressurizado |
Direção
| Tipo | Pinhão e cremalheira eletroassistida |
| Diâmetro mínimo de curva | 10,5 m |
Freios
| Dianteiros | Disco ventilado Ø 284 mm, pinças flutuantes |
| Traseiros | Tambor, Ø 203 mms |
Rodas e pneus
| Rodas | Liga de alumínio, 7J x 17 |
| Pneus | 205/50 R17H, Pirelli |
Pesos e capacidades
| Peso em ordem de marcha | 1.253 kg |
| Capacidade de carga | 400 kg |
| Porta-malas | 600 litros |
| Tanque de combustível | 45 litros |
Dimensões
| Comprimento | 4.440 mm |
| Largura da carroceria, sem/co espelhos | 1.774/1.989 mm |
| Altura | 1.547 mm |
| Distância entre eixos | 2.533 mm |
| Altura mínima do solo | 200,4 mm |
| Ângulo de entrada | 20,3° |
| Ângulo de saída | 24,6° |
Desempenho
| 0–100 km/h e velodidade máxima | 9,7 s (G) / 9,4 s (A) / 194 km/h (G) e 196 km/h (A) |
Consumo
| Urbano | 12,6 km/l (G) / 8,9 km/l (A) |
| Estrada | 13,9 km/l (G) / 9,8 km/l (A) |
Fonte: Fiat.
