Setembro fechou com vendas em alta e contrariando as projeções para baixo que a Anfavea havia feito no meio do ano, quando estimaram que os licenciamentos diários de leves ficariam na casa dos 11.500 e elas foram de 12.800/dia.

Na reunião com a imprensa do último dia 7, Igor Calvet, presidente da Anfavea, apresentou os números do mês e dos três trimestres. Emplacamento total de 281.361 autoveículos, melhor número mensal desde dezembro de 2014. Outra nota relevante, a soma dos emplacamentos nos últimos 12 meses já supera os 3 milhões de unidades e a entidade espera se encerre dezembro com 3,1 milhões, enquanto a revisão de junho apontava que não se atingiria a marca dos 3 milhões.

Na apresentação, ficou claro que quem puxa o crescimento são os eletrificados. Fiz nova simulação, excluindo todas a marca chinesas aqui presentes, nos anos de 2025 e 2026, o crescimento no acumulado de 9 meses foi de 6,6%, considerado bom numa economia cujo PIB se expande na casa dos 2,2% aa. A disrupção é claramente causada pela inovação tecnológica e benefícios que os híbridos e elétricos proporcionam. Há mais fatores a considerar, porém o tema fugiria do alcance desta coluna.
O licenciamento de leves em setembro foi de 268.760, sendo 216.579 automóveis e 52.181 comerciais leves. Caminhões ficaram com 10.232 e ônibus, com 2.369.
Vendas diretas tiveram leve reação, o que pode ser um sinal os frotistas estão voltando às compras.


No gráfico abaixo vê-se os licenciamentos diários de 2021 a 2026 e o salto deste ano.

O programa Carro Sustentável, que zerou o IPI para certos modelos 1,0, vem cumprindo com seus objetivos, porém questiono se num mercado de veículos leves que se expande em 19% (acumulado de 9 meses), estímulos tributários se faziam realmente necessários. Findo o programa todos já podem imaginar o que deve ocorrer. Ou o estendem para evitar demissões nas fábricas.

Abaixo o desempenho de das dez maiores marcas no ano, diretas e varejo, nota-se quem precisou recorrer às vendas diretas e quem foram os bichos papões do crescimento, BYD e GWM.

Nos eletrificados, os BEVs (elétricos puros) vêm crescendo acima de 200%, ou seja, mais de três vezes o volume registrado no ano passado. Crescimento esse é tão intenso que torna difícil previsões.


Ranking de setembro e dos três trimestres
Fiat (foto de abertura, a fábrica de Betim, MG) manteve-se à frente no mês, com 53.586 unidades vendidas, em 2º, a VW, com 42.372, GM em 3º, 27.526, BYD em 4º, 22.218, Hyundai, Toyota, Renault, Jeep, Honda e GWM fecham o ranking dos dez primeiros. No acumulado do ano a sequencia é a mesma, a marca italiana registrou 421.999 licenciamentos, VW 350.645, Chevrolet, 224.948, BYD, 169.135, Hyundai, Toyota, Renault, Jeep, Honda, GWM.
Nos automóveis o Polo seguiu imbatível na frente, 11.095, Dolphin Mini num surpreendente 2º posto, 9.385, T-Cross em 3º, 9.339, Tera em 4º, 8.725, Argo, Pulse, Onix, Haval H6, Mobi e HB20 fechando a lista dos 10. Nos 9 meses o Polo em 1º, 86.003 unidades, Argo em 2º, 72.058, T-Cross, 71.272, Tera, 70.649, Onix, 69.193, Dolphin Mini, Creta, HB20, Mobi, Song Plus fechando a lista.
Nos comerciais leves a Strada surpreendeu com um arranque de vendas, atingindo as 16.002 unidades licenciadas, crescimento de 17% sobre setembro de 2025, Toro com 5.539 unidades, Saveiro, 4.838, Ranger, 3.465, Hilux, 3.310, depois S10, Fiorino, Rampage, Master e Montana fechando os 10. Nos nove meses a Strada registrou vendas de 127.753 unidades, Toro, 42.946, Saveiro, 38.725, Hilux, 35.518, Ranger, 26.970, S10, Fiorino, Rampage, Montana e Triton fecham as 10.
O mercado caminha para um recorde de vendas neste ano e atrai novidades, as picapes Renault Niagara e VW Tuskan e Amarok virão para sacudi-lo, alguns com eletrificação. Aguardemos os lançamentos.
Até mês que vem!
MAS





