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Home AG

VW FUSCA A GASOGÊNIO

DURANTE A II GUERRA MUNDIAL, QUANDO O COMBUSTÍVEL SE TORNOU ESCASSO, A SOLUÇÃO FOI APELAR PARA GERADORES DE GÁS QUEIMANDO MATERIAIS COMO CARVÃO DE MADEIRA, LINHITO, MADEIRA, ETC. VEÍCULOS VW TAMBÉM FORAM CONVERTIDOS.

Alexander Gromow por Alexander Gromow
24/01/2022
em AG, Falando de Fusca & Afins
Foto: Livro Der Käfer II de Hans-Rüdiger Etzold

Foto: Livro Der Käfer II de Hans-Rüdiger Etzold







Acredito que muitos já devem ter visto imagens como a foto de abertura, um VW Sedan com a frente rombuda e alguém derrubando algo num bocal localizado na frente do carro. Nesta matéria vamos descobrir o que eram aqueles carros, para que serviam e conferir algumas de suas variações.

Durante a segunda metade da Segunda Guerra Mundial, o petróleo tornou-se escasso na Alemanha, então muitos veículos foram convertidos para funcionar com outros combustíveis mais facilmente disponíveis localmente. O Tipo 230, da lista de projetos da Porsche, era um chamado gerador de gás de madeira, também conhecido como gasogênio, e estava disponível em cinco versões diferentes.

De acordo com a lista de projetos da Porsche, foram construídos entre 1944 e 1945 nove veículos — sete  KdF (sedans) e dois Kübelwagens (jipes leves). Todos foram construídos usando chassi Kübelwagen, o que facilitava o esvaziamento da cinza do gerador de gás (que era realizado por uma portinhola na base do gerador de gás) graças à sua distância ao solo 20 cm maior.

A foto mostra um KdF e um Kübelwagen com um gerador de gás de madeira simples Tipo 230, possivelmente Tipo 230/1 (Foto: Livro “Der Käfer II” de Hans-Rüdiger Etzold)

A maioria dos geradores de gás queimava carvão vegetal, mas alguns também queimavam linhito, do qual havia grandes depósitos na Alemanha. O linhito é um carvão fóssil, em que se reconhecem ainda restos de vegetais, com teor de carbono fixo inferior ao da hulha (carvão mineral), de cor castanha ou negra, que arde com muitos gases. O linhito é uma das fases da criação do carvão na natureza a partir da fossilização da madeira, que segue o caminho: madeira, turfa, linhito, carvão de pedra e antracito. Também existiram os geradores de gás que funcionavam com cavacos de madeira (mas a madeira também era escassa).

O principal problema era que os motores passavam a ser alimentados com monóxido de carbono. que era o gás gerado no gasogênio, de baixo poder calorífico, e sua potência caía muito. Para se ter uma ideia, o poder calorífico do monóxido de carbono é extremamente baixo, apenas 10,05  megajoules por quilograma (MJ/kg), 23,5% do da gasolina, que é 42,7 MJ/kg.

O desenho de construção 230/1 está faltando nos arquivos, mas o terceiro desenvolvimento (K 3778) datado de 4 de fevereiro de 1944 mostra o Volkswagen com uma seção frontal bulbosa, sob a qual um grande forno com um coletor inferior foi alojado à frente do eixo dianteiro.

Desenho K 3778 da versão 230/3 do gerador de gás desenvolvido por Porsche (Fonte: Livro “Der Käfer”,de Chris Barber)

Abaixo, um KdF equipado com a versão 230/3 detalhada no desenho acima:

Até onde a documentação permite a identificação, esta versão provavelmente era do Tipo 230/3, com capô frontal alargado, sob o qual o gerador de gás estava alojado (Fonte: Livro “Der Käfer”, de Chris Barber)
Sob o capô frontal aberto pode-se ver o gerador de gás na frente e atrás dele o limpador de gás. O limpador principal estava em posição transversal sob o chassi na frente, outro pequeno filtro estava na parte traseira do carro (Fonte: Livro “Der Käfer”, de Chris Barber)

Combustíveis como madeira, linhito ou carvão vegetal, por exemplo, eram queimados no gerador sob baixa oxigenação, produzindo gás monóxido de carbono. O gás era resfriado e filtrado, depois bombeado para a parte traseira onde era limpo novamente e depois misturado com ar em um carburador especial para ser utilizado pelo motor.

Outro desenvolvimento posterior, possivelmente 230/2 (K 3785) de 27 de março de 1944, apresentava dois filtros na extremidade dianteira do carro, onde o para-choque foi removido – uma versão mais volumosa, mas mais simples.

Desenho: K 3785 que mostrava a versão 230/2. O gás CO era produzido em um gerador especial instalado na dianteira do carro, era limpo e depois bombeado para a traseira do carro (Fonte: Livro “Der Käfer”, de Chris Barber)

O desenvolvimento 230/4 (K 3795 de 9 de maio de 1944) era da Daimler-Benz, era semelhante a este, mas maior, com dois grandes cilindros verticais dominando a extremidade frontal, um dos quais era o gerador com um grande filtro instalado na frente.

A Daimler-Benz também desenvolveu tecnologia semelhante para o KdF-Wagen sob o número 230 (versão 230/4), mas com duas grandes estruturas semelhantes a latões de lixo na parte frontal. Certamente não era elegante (Fonte: Livro “Der Käfer”, de Chris Barber)
A versão Daimler-Benz (230/4) também foi construída, mas possivelmente apenas como um único protótipo. A foto o mostra em 1943 (Fonte: Livro “Der Käfer”,  de Chris Barber)

Há outras fotos de outros Volkswagens com gerador a gás de madeira tipo 230, com desenhos menores e menos feios, onde eles tentaram integrar o gerador na tampa frontal especialmente abaulada.

Entre 27 e 29 de agosto de 1944, o carro placas lllA-0803 participou de mais um teste pelo Alpes. Um gaseificador de madeira diferente com um forno externo foi instalado neste carro. O bagageiro de teto provavelmente estava carregado com sacos com cavacos de madeira (Fonte: Livro Der “Käfer”, de Chris Barber)

Esquema básico de um Gerador de Gás Genérico

Esquema de um gerador de gás alimentado por cavacos de madeira da empresa Imbert-Generatoren GmbH de Colonia (Fonte: site holzgas.ch)

Cada projetista desenvolvia o seu esquema de gerador de gás, mas, em princípio, todos tinham os mesmos componentes principais quanto à sua função. Procurei um esquema para mostrar estes componentes principais:

Legendas:

Gaserzeuger: gerador de gás
Gaskühler: resfriador de gás
Absitzbehälter: decantador (para retirar a umidade do gás)
Nachreiniger: pós-limpeza
Anfachgebläse: ventilador

Esquema para dar a partida num veículo com este tipo de gasogênio

O gerador de gás do veículo é um sistema de gás de sucção porque o motor aspira a quantidade necessária de gás. Inicialmente, um ventilador (funcionando como exaustor) assume a função do motor e aspira ar através de todo o sistema. Uma bucha queimando é segurada no orifício de entrada do gerador de gás, o efeito de sucção atrai a chama para dentro do gerador de gás e, assim, acende o gerador.

Após 7 a 15 minutos, o gás na saída do ventilador pode ser inflamado. Se a chama ficar calma no tubo de saída e queimar de maneira uniforme com cor azul-avermelhada, o ventilador é desligado e a válvula é fechada. Acionando o motor de partida a borboleta do acelerador é aberta lentamente até que uma mistura de gás inflamável seja produzida e o motor dê partida.

Às vezes, o gás piora logo após a partida. Este chamado “buraco de gás” é superado por meio de aceleração total e da borboleta de ar menos aberta, após o que o veículo está pronto para operação. Se o motor parar neste momento, primeiro o sistema deve ser ventilado por alguns minutos e, em seguida, o processo de partida deve ser repetido.

Gasogênio no Brasil

Durante a II Guerra Mundial, com as dificuldades nas importações de combustíveis, aconteceu um racionamento de petróleo e derivados, obrigando o país a adotar alternativas energéticas. Em 28 de Fevereiro de 1939, através de decreto-lei, o presidente Getúlio Vargas criou a CNG (Comissão Nacional do Gasogênio).

Novos decretos em 1940, 1942, e 1943 regulamentaram a fabricação de gasogênios e incentivaram seu uso em veículos motorizados, no transporte coletivo, máquinas agrícolas, geração elétrica, aplicações estacionárias e semiestacionárias. Em 1944, num esforço de propaganda, o governo produziu o documentário curta-metragem “Nosso amigo, o gasogênio”.

Várias empresas do país fabricaram estes equipamentos, dentre as quais: São Paulo (de propriedade do piloto Chico Landi), Securit, Laminação Nacional de Metais e Lorenzetti. Com o fim do conflito e a normalização nas importações de petróleo, o Brasil abandonou o uso do gás pobre produzido por gasogênios.

Um carro Ford equipado com gasogênio no Brasil, no caso produzido e instalado de fábrica pela Ford brasileira (Fonte: site ford.com.br)
As corridas não pararam no Brasil durante a II Guerra Mundial, este é um carretera movido a gasogênio recebendo a bandeirada da vitória (Fonte: site gasolinanaveia.com.br)

AG

Fontes de Pesquisa: Livro “Der Käfer – FERDINAND PORSCHE UND DIE ENTWICKLUNG DES VOLKSWAGENS“ de Chris Barber; Livro „DER KÄFER II – Eine Dokumentation“ de Hand-Rüdiger Etzold; Wikipédia; e vários outros sites.
NOTA: Nossos leitores são convidados a dar o seu parecer, fazer suas perguntas, sugerir material e, eventualmente, correções, etc. que poderão ser incluídos em eventual revisão deste trabalho.
Em alguns casos material pesquisado na internet, portanto via de regra de domínio público, é utilizado neste trabalho com fins históricos/didáticos em conformidade com o espírito de preservação histórica que norteia este trabalho. No entanto, caso alguém se apresente como proprietário do material, independentemente de ter sido citado nos créditos ou não, e, mesmo tendo colocado à disposição num meio público, queira que créditos específicos sejam dados ou até mesmo que tal material seja retirado, solicitamos entrar em contato pelo e-mail alexander.gromow@autoentusiastas.com.br para que sejam tomadas as providências cabíveis. Não há nenhum intuito de infringir direitos ou auferir quaisquer lucros com este trabalho que não seja a função de registro histórico e sua divulgação aos interessados.
A coluna “Falando de Fusca & Afins” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

 







Tags: Alexander GromowFalando de Fusca & AfinsFuscaVWVW Fusca Gasogênio
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(fonte: gtspirit.com)

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