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NOVO CAUSO: O VIRA-LATA QUE VIROU VIRAMUNDO

COM FERRUGEM NO CORAÇÃO E PNEUS CHEIOS DE SONHOS, BIVO, O VW FUSCA, DESBRAVOU CAMINHOS QUE NEM GPS OUSARIA TRAÇAR

Alexander Gromow por Alexander Gromow
14/07/2025
em AG, Falando de Fusca & Afins, Outros
Foto: André Buriti de Barros

Foto: André Buriti de Barros







A minha coluna sempre tem um espaço reservado para os “causos” e agora chegou a vez do André Buriti de Barros nos brindar com seu relato sobre o VW Fusca que, de quase sucata, devagarinho acabou conquistando o posto de xodó da família.


O vira-latas que virou viramundo
por: André Buriti de Barros

Minha história com o VW Fusca vem de longe. Como praticamente todo mundo da minha geração — a dos cinquentões — teve ou andou em um. A lembrança mais antiga que tenho é de um VW Fusca que meu pai comprou quando eu era criança, em 1970. Ele era verde-Folha, da primeira série, com aquela aparência clássica de faróis “olho de boi”, volante branquinho e botões brancos no painel. Um verdadeiro clássico.

Comigo foram quatro Fuscas: dois beges (este é o terceiro bege) e um cinza, que conviveu com o atual por algum tempo. Entre eles, vieram também um Chevrolet Opala, um Chevrolet Monza e um VW Passat. Mas nunca deixei de admirar o VW Fusca por sua resistência e por nunca me deixar na mão, não importava a enrascada que eu me metesse.

“Bivo” — esse é o nome dele — é um 1976, comprado num momento de necessidade para poder me locomover. Foi ficando, e ficando… e agora, depois de quase vinte anos, o “velho” virou “clássico”.

Na época da compra, era um carro todo varado de ferrugem, com o motor cheio de folgas. Minha esposa chegou a dizer que eu parecia ter adotado um “vira-lata”, de tantos problemas que ele tinha. Mas comparando ao que ele é hoje, muita coisa aconteceu, agora ele é um xodó, poupado de viagens mais longas (substituído por carro de locadora), mas ele ainda está na ativa.

Em 2006, a caminho de sua primeira reforma, até aquele momento só tinham sido feitos os assoalhos e as caixas de ar, o resto ainda estava sofrível

No começo, ele me levava por Jacarepaguá — quem conhece este bairro carioca sabe que tudo lá é distante. Até ir à padaria era um périplo, mais de um quilômetro de casa.

Fui ajeitando o “Bivo” aos poucos. Na época, ainda existia a famigerada vistoria do Detran no Rio de Janeiro, e para transferi-lo aquele “escombro” tinha que passar pelo crivo daquela vistoria. As únicas coisas boas do carro eram os documentos — todos verdinhos, praticamente desde zero — e os pneus. Hoje sou o terceiro dono.

Uma arrumada na parte inferior da carroceria, troca das duas bandejas do assoalho, e óleo monoviscoso SAE 50 misturado com aditivo “Prolonga” permitiram que ele passasse na vistoria. O “caidinho” voltava à ativa com a nobre missão de me levar aos clientes (eu trabalhava com informática) e à patroa no trabalho. Um dos clientes era em Xerém (bairro da cidade de Duque de Caxias, RJ a 51 km de Jacarepaguá), e minha esposa dava aula em Realengo (bairro da cidade do Rio de Janeiro a 40 km de distância de Xerém).

Com as economias melhorando, dei uma geral: repintura da carroceria e reforma do motor, que passou de 0.0 para 0.5. Antes o virabrequim rodava dentro da carcaça fazendo um barulho assustador — estava por um triz de quebrar ao meio.

Carro pronto, resolvemos viajar com ele. Nada como uma viagenzinha básica: Salvador, capital do estado da Bahia, 1.300 km com o motor ainda amaciando. Encaramos assim mesmo.

Não foi uma viagem tranquila. Entre panes elétricas e o desbarrancamento da estrada perto de Muriaé, já no estado de Minas Gerais — onde só conseguimos passar seguindo a patrol que abria caminho na lama — seguimos até Teófilo Ottoni, também em Minas Gerais, onde pernoitamos. Perto de Salvador, outro problema: o regulador de voltagem, o famigerado da marca Wapsa¹ com seus três platinados, foi arrumado por um eletricista de caminhões num posto em Santo Estevão, já no estado da Bahia. Dormimos por lá mesmo, numa pousada modesta, e enfim chegamos a Salvador depois de dois dias.

Em 2007 chegando em sua primeira viagem em Salvador, estacionando atrás do Pelourinho com a igreja de Sto. Antônio ao fundo

Ficamos uns dias passeando e voltamos, dessa vez sem problemas mecânicos. Tivemos que voltar por Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, pois a estrada estava fechada em Muriaé. Mais um pernoite e descemos a rodovia federal BR-040 debaixo de chuva e enfrentando lama² até o Rio. Uma viagem épica que virou a piada: “Belo Horizonte, a cidade que nunca chega”.

Os amigos me chamavam de louco. Um VW Fusca velho, 1300, platinado e com dínamo — receita para ficar parado na estrada. Mas nada aconteceu, além da bobina do dínamo, o regulador de voltagem, a bateria (trocada em Salvador) e um pneu furado (os mesmos Maggions³ quadrados que vieram nele). No geral, ele aguentou bem para um carro que estava fadado à sucata um ano antes e foi comprado por mil reais — só os pneus e os documentos valiam o preço.

Na época, existia a rede social Fotolog4. Publiquei em capítulos a saga da viagem, o que empolgou os amigos, que não acreditavam que o carro voltaria inteiro.

Algum tempo depois, no extinto caderno Carro Etc do jornal O Globo, pediram aos leitores que mandassem suas histórias com seus carros. Mandei um resumo da viagem a Salvador, que saiu no jornal e no site. Uma das fotos que mandei mostrava o “Bivo” parado, todo pimpão, na casa da minha mãe em Nova Friburgo, de onde parti para a Bahia.

Devido à reportagem contando a história de “Bivo” indo pra Bahia me fez sair não só no site como no jornal impresso, daí pra TV se interessar foi um pulo (vide seta vermelha)

As aparições na imprensa não pararam aí. Com a matéria do Carro Etc, o editor me recomendou para uma reportagem do RJTV que é um telejornal local da TV Globo Rio de Janeiro. A saudosa Suzana Naspolini me entrevistou para uma matéria sobre carros antigos malcuidados nas ruas cariocas — e o meu seria a antítese: um carro antigo bem cuidado e usado no dia a dia. Mais um pouco e o VW Fusca ia parar no programa Lata-Velha(5).

Eu sendo entrevistado para contar como é que se usava um carro “velho” no dia a dia sem se incomodar

Essa foi a primeira de muitas viagens. Já fomos ao Sul e atravessamos para o Uruguai, subimos a serra do Rio do Rastro6, desbravamos Minas Gerais da serra da Mantiqueira até Diamantina, passamos pelo sertão de Canudos7 e pelos cânions do rio São Francisco.

A última aventura foi agora na virada do ano. Passamos por Maromba, distrito de Visconde de Mauá, região do município de Resende, no estado do Rio de Janeiro. Na volta, resolvemos andar sem rumo e acabamos em Minas Gerais. Nem sei quantos quilômetros deu, mas pegamos de tudo: terra, asfalto, barro, vau de rio. Uma doideira. Quebrou o cabo do acelerador na saída de Andrelândia ainda em Minas Gerais, consertado ali mesmo numa borracharia. O dono buscou um mecânico para me ajudar — achei que a pedaleira tinha quebrado, mas era só o cabo esgarçado. Como diz um amigo: se não quebrar, não tem graça nem história para contar.

Hoje o “Bivo” está bem. Motor recém-recondicionado, virando os 5 mil km rodados, indo para sua primeira revisão grande de reaperto e regulagens. Está merecendo uma repintura, uma esticada na carroceria. Já sobreviveu a duas colisões feias: uma na traseira de uma picape Chevrolet S10, que quase custou o motor, e outra dianteira, numa noite de chuva, acabei enchendo a traseira de um sedã Renault Logan. O Logan só teve que consertar o para-choque. Já o “Bivo” teve que trocar para-lama, capô e berço do estepe. Um belo estrago.

Meu sonho é deixá-lo novo de novo: repintura total, desentortar na frente e na traseira, ajustar o cabeçote da suspensão, retirar a carroceria e fazer um serviço definitivo. Uma carcaça de motor novo com kit 1600 com um carburador só, forração nova nos bancos (que são de Chevrolet Corsa, uma adaptação que deu tão certo que está em uso há mais de dez anos), painel com instrumentos — tenho dois guardados, um Smiths de temperatura e um VDO de pressão de óleo. Quem sabe até um ar-condicionado elétrico. Nada de mais, só para deixá-lo confiável e usável. Apesar de cinquentão, ainda tem muito chão pela frente — mesmo depois que eu me for, que fique como testemunho de uma época.

Hoje os carros são enormes, cheios de telas e interatividades que tolhem o principal: o prazer de dirigir. O automóvel foi feito para isso — para ver o que está atrás da montanha, não para travar quando o sinal da internet cai.

Ter um VW Fusca é saber viver. Devagar e sempre ele chega a seu destino. Basta respeitar seus limites. Quebrar alguma coisa? Pode acontecer, mas se ele puder, ele te leva até em casa.

Viva os carros analógicos. Vida longa ao VW Fusca e seus derivados. Se depender de mim, ele vai continuar rodando com seu motorzinho boxer, subindo montanhas e desbravando estradas.


Conheça o nosso herói

Meu nome é André Buriti de Barros, tenho 57 anos, casado, sem filhos.
Sou técnico de engenharia clínica, trabalho consertando equipamentos hospitalares.

André Buriti de Barros

Notas de rodapé

(¹) – Wapsa – originalmente Walita Auto-Peças S.A empresa brasileira fundada em 1957, especializada na produção de componentes elétricos para veículos. Depois de muitos anos fornecendo peças para a indústria automobilística, está fechada.

(²) – A rodovia federal BR-040, que liga Brasília ao Rio de Janeiro, normalmente é asfaltada. A lama na BR-040 ocorre localizadamente principalmente devido a transbordamentos de diques de contenção de mineração, especialmente durante períodos de chuva intensa. Esses transbordamentos são causados por sistemas de drenagem inadequados ou pela capacidade insuficiente dos diques para conter o volume de água e sedimentos provenientes das chuvas.

(³) – A Pneus Maggion é uma empresa brasileira com mais de 90 anos de experiência na fabricação de pneus e câmaras de ar, atendendo tanto o mercado agrícola quanto o de veículos leves e industriais. Eles são conhecidos por sua qualidade, tecnologia e foco em segurança e desempenho.

(4) – Fotolog era uma rede social online onde usuários podiam compartilhar fotos e textos curtos, permitindo comentários e interação com outros usuários. Era um dos precursores das redes sociais atuais, e se destacava por sua simplicidade e foco em fotos.

(5) – O programa Lata Velha é uma atração da TV Globo que, originalmente fazia parte do programa Caldeirão do Huck, foi transferido para o Domingão do Huck. O programa tem como objetivo ajudar amantes de carros velhos a recuperarem e restaurarem seus veículos, fazendo reformas que preservam a originalidade dos carros. Os participantes devem atender a critérios específicos, como ter um carro em mau estado e ter uma história significativa com o veículo. Após a inscrição, o carro é avaliado por uma equipe de especialistas e passa por uma reforma completa, resultando em um carro que pode ser irreconhecível ao final do programa…

(6) – A Serra do Rio do Rastro é uma cadeia montanhosa localizada no estado de Santa Catarina, no sul do Brasil, famosa pela sua estrada sinuosa, estilo passo de montanha, e paisagens deslumbrantes. A estrada SC-390, que atravessa a serra, é um cartão postal do estado, conhecida pelas suas curvas acentuadas, descidas íngremes e mirantes com vistas panorâmicas.

(7) – O sertão de Canudos está localizado no estado da Bahia, Brasil, mais especificamente na região nordeste do estado, próximo às divisas com Sergipe e Pernambuco.


Agradeço ao André pelo envio deste interessante causo e pela colaboração durante sua edição. Nosso contato durante a edição foi feito pelo WhatsApp.

As fotos desta matéria foram enviadas pelo André. A foto de abertura foi tirada em Saquarema, no litoral do Rio de Janeiro a 115 kms de Vila Isabel, bairro do Rio de Janeiro onde o André mora atualmente. A ida a Saquarema foi em dezembro de 2024 e o André comentou: “eu estava tirando as teias de aranha do “Bivo”, uma das primeiras viagens depois do motor ter sido refeito. Esse lugar é muito bonito, ainda mais quando está vazio como nesse dia.”

AG

NOTA: Nossos leitores são convidados a dar o seu parecer, fazer suas perguntas, sugerir material e, eventualmente, correções, etc. que poderão ser incluídos em eventual revisão deste trabalho.
Em alguns casos material pesquisado na internet, portanto geralmente de domínio público, é utilizado neste trabalho com fins históricos/didáticos em conformidade com o espírito de preservação histórica que norteia este trabalho. No entanto, caso alguém se apresente como proprietário do material, independentemente de ter sido citado nos créditos ou não, e, mesmo tendo colocado à disposição num meio público, queira que créditos específicos sejam dados ou até mesmo que tal material seja retirado, solicitamos entrar em contato pelo e-mail alexander.gromow@autoentusiastas.com.br para que sejam tomadas as providências cabíveis. Não há nenhum intuito de infringir direitos ou auferir quaisquer lucros com este trabalho que não seja a função de registro histórico e sua divulgação aos interessados.
A coluna “Falando de Fusca & Afins” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

 







Tags: Alexander GromowAndré Buriti de BarrosFalando de Fusca & AfinsFusca Bivo
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