As implicações do resultado do GP da Bélgica domingo passado certamente serão dois fatos marcantes da temporada 2025 da F-1. A oitava vitória de Oscar Piastri (foto de abertura), o terceiro lugar de Charles Leclerc, que terminou à frente de Max Verstappen, são os principais acontecimentos da prova onde o brasileiro Gabriel Bortoleto voltou a marcar pontos e se destacar na prova de classificação. Neste final de semana a categoria disputa o GP da Hungria e encerra a primeira metade do campeonato atual e que em 2026 terá início em Melbourne (Austrália), dia 8 de março.

O triunfo de Piastri no circuito belga – um dos que formaram a primeira temporada da F-1 , em 1950 – o coloca em igualdade com dois rivais importantes: Lando Norris e Charles Leclerc, que também somam oito triunfos. A diferenciar os três está o fato de isso ter acontecido na 59ª corrida do australiano enquanto o inglês já soma 141 participações e o monegasco, 160. Tais índices reforçam o potencial do atual líder do campeonato em relação a tais rivais e também a Max Verstappen.

Os amantes de estatísticas apontarão que a cada 3,4 largadas Verstappen vence uma corrida, enquanto Leclerc triunfa em uma a cada 20, Norris a cada 17,6 e Piastri a cada 7,4. O diferenciador marcante na comparação entre o australiano e o holandês é que este chegou a esse índice em 59 corridas, enquanto o holandês triunfou em 2 vezes nos seus primeiros 60 GPs. Obviamente há de se considerar as fases da McLaren e da Red Bull em cada um desses períodos, mas é impossível não enxergar em Piastri como o piloto que já ocupa o lugar que Lewis Hamilton preencheu mais recente na disputa direta com Verstappen. Triste realidade para Lando Norris, que se encaminha para reeditar a carreira de Stirling Moss, grande rival de Juan Manuel Fangio nos anos 1950. Moss triunfou em 16 das 66 provas que disputou, ou seja, uma vitória a cada 4.1 largadas numa época em que as temporadas tinham em média 8 corridas. Por isso ele era venerado por muitos como o campeão sem título.

Oscar Piastri tem seu futuro assegurado com a McLaren até o final do ano que vem, enquanto Lando Norris permanece no time papaia até 2027. Nos últimos meses o futuro de Max Verstappen parecia direcionado a uma transferência para a equipe Mercedes em 2026, mas esta possibilidade parece impossível agora. No contrato que o liga à Red Bull até 2028 acredita-se constar uma cláusula que o libera para mudar de time caso ele não esteja entre os três primeiros do campeonato até a metade da temporada. Posto que George Russell – atualmente em quarto na tabela de pontos -, não tem condição de superá-lo com qualquer resultado que aconteça no GP da Hungria, o rompimento de contrato transforma-se em algo extremamente difícil.

O campeonato de 2026 marca uma grande revolução em termos técnicos graças à adoção de um novo regulamento focado em carros ligeiramente menores e uma unidade de potência com rendimento equivalente dos motores elétricos e de combustão interna. Tal quadro remete à cautela no que se refere à mudanças de equipe, quesito em que a Red Bull parece estar prejudicada: o pouco que se ouve falar do desenvolvimento do seu primeiro motor de concepção própria, aventura que raramente é bem-sucedida em sua primeira tentativa. Muito mais experiente nesse quesito, a Mercedes tem mais chances de se dar bem, o que agrada a Russell, desde domingo em uma posição de melhor negociar a renovação de seu contrato com Toto Wolff.

Num fim de semana marcante, o brasileiro Gabriel Bortoleto ficou em nono lugar na corrida sprint disputada no sábado e soube aproveitar a chance surgida quando o melhor tempo de Lewis Hamilton na Q1 foi anulado e promoveu o brasileiro ao 15º lugar nessa fase. Surpreendendo a muitos, ele progrediu para a Q1 e conquistou a décima posição no grid da largada que foi dada com forte atraso por causa da chuva que caía na região desde as primeiras horas do domingo de manhã. Na corrida, ganhou uma posição e com os dois pontos somados em Spa ele acumula seis na atual temporada, todos marcados nas últimas três corridas.
O resultado completo do GP da Bélgica você encontra aqui.
Confira o calendário 2026 da F-1:
6 a 8 de março, Austrália (Melbourne)
13 a 15 de março, China (Xangai)
27 a 29 de março, Japão (Suzuka)
10 a 12 de abril, Bahrein (Sakhir)
17 a 19 de abril, Arábia Saudita (Jidá)
1 a 3 de maio, EUA (Miami)
22 a 24 de maio, Canadá (Montreal)
5 a 7 de junho, Mônaco (Mônaco)
12 a 14 de junho, Espanha (Barcelona)
26 a 28 de junho, Áustria (Spielberg)
3 a 5 de julho, Inglaterra (Silverstone)
17 a 19 de julho, Bélgica (Spa-Francorchamps)
24 a 26 de julho, Hungria (Budapeste)
21 a 23 de agosto, Holanda (Zandvoort)
4 a 6 de setembro, Itália (Monza)
11 a 13 de setembro, Espanha (Madri*)
24 a 26 de setembro, Azerbaijão (Baku)
9 a 11 de outubro, Singapura (Singapura)
23 a 25 de outubro, EUA (Austin)
30 de outubro a 1º de novembro, México (Cidade do México)
6 a 8 de novembro, Brasil (São Paulo)
19 a 21 de novembro, EUA (Las Vegas)
27 a 29 de novembro, Catar (Lusail)
4 a 6 de dezembro, Abu Dhabi (Yas Marina)
*Sujeito à homologação do circuito da FIA
WG
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