A Fórmula 1 continua vivendo seu período de férias de verão, iniciado após o GP da Hungria (3/8) e que termina dia 31 de agosto com a disputa do GP dos Países Baixos, em Zandvoort. Consequência do contato cada vez mais burocrático entre a categoria e a imprensa especializada, surge uma carência de notícias do gênero atualmente praticado pelos seus promotores: a cultura da personalidade dos seus pilotos. A situação é tão peculiar que até mesmo um acidente de moto com um ex-piloto virou notícia importante recentemente: Daniel Ricciardo sofreu uma queda quando percorria trilhas na floresta de Daintree, ao norte da Austrália.

Paralelamente crescem, os rumores sobre os pilotos que poderão formar a dupla que vai pilotar os carros da equipe Cadillac em 2026. Os nomes do mexicano Sergio Pérez, do finlandês Valtteri Bottas e do brasileiro Felipe Drugovich são citados como boas apostas para ocupar as duas novas vagas. Os responsáveis pelo time, porém, evitam comentar o assunto e dar mais pistas sobre suas escolhas.
Adaptação de Hamilton à Ferrari segue sob chuvas e trovoadas (Foto: Ferrari)
As recentes declarações de Lewis Hamilton sobre suas atuações frustrantes como piloto da Ferrari, aliadas aos comentários de Charles Leclerc sobre as decisões tomadas internamente na equipe, garantem um bom material para a imprensa sensacionalista. Quem se beneficia mais com isso é a crítica especializada italiana, que trata a Scuderia como algo sagrado. Os resultados abaixo do esperado e, principalmente, a desclassificação dos dois pilotos no GP da China, segunda etapa da temporada, só fizeram piorar a situação. A reação iniciada com a pole-position do monegasco no GP da Hungria foi por asfalto abaixo ao optarem por uma estratégia desastrada durante a prova. Foi algo tão ineficiente que fez Leclerc deixar claro, via rádio, que “vocês deveriam me escutar mais”, clara demonstração que sua opinião não foi considerada seriamente.

Enquanto isso a McLaren navega com tranquilidade e já acumula 559 pontos no Campeonato de Construtores, índice que supera o dobro do acumulado pela Ferrari, que segue o time papaia com 260. Deste total, Leclerc contribuiu com 58,1% e Hamilton com o restanten, o que contribui para o estado de espírito bem mais que abatido que reveste atualmente o inglês heptacampeão mundial .

Entre os pilotos, o líder Oscar Piastri segue perseguido por seu companheiro de equipe Lando Norris. Líder desde a quinta das 14 provas disputadas até agora, Piastri terá uma arquibancada dedicada a ele no GP da Austrália de 2026, prova que abrirá a próxima temporada, dia 8 de março, em Melbourne. Esa honra dá continuidade a uma tradição que inclui nomes de outros compatriotas como os campeões mundiais Jack Brabham (1959/1960/1966) e Alan Jones (1980) e os pilotos Mark Webber e Daniel Ricciardo.
WG
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