Domingo passado compartilhei com os leitores cinco carros que nunca dirigi mas que gostaria de tê-los dirigido. Ao longo da semana vieram-me outros à mente, Vamos a eles.
Jaguar XK 120 – 1948 (foto de abertura)
Conheci-o pelas revistas lá pelos meus dez anos e achei-o bonito. Quando o vi na rua alguns anos depois, em plena adolescência, de bonito passou a espetacular. Que desenho notável, aquele capô bem longo, aquela grade estreita e elegante. Sentei-me ao volante em alguns, mas só. Andar com ele ficou na vontade. Mais tarde tive um tira-gosto com o sedã Mk VII 1956 de um amigo, que tinha o mesmo trem motriz: motor de seis cilindros em linha de 3.442 cm³, 162 cv a 5.000 rpm e 36 m·kgf a 2.600 rpm. Tinha duplo comando de válvulas e dois carburadores SU, câmbio de quatro marchas e tração traseira. O XK 120 acelerava de 0 a 96,5 km/h em 10 segundos e atingia 193 km/h. Adoraria dirigir um.
Tatra T-600 Tatraplan 1950

Sedã familiar tchecoslovaco, um carro curioso, daí minha vontade de dirigi-lo. O motor é boxer traseiro 4-cilindros arrefecido a ar de 1.952 cm³, 52 cv a 4.000 rpm e 12 m·kgf a 2.000 rpm, taxa de compressão 6:1. É associado a um transeixo com câmbio manual de 4 marchas. Mede 4.521 mm de comprimento com entre-eixos de 2.692 mm e pesava 1.199 kg. Atinge 130 km/h e acelera de 0 a 80 km/h em 22 segundos. A carroceria fastback é monobloco e são 6 lugares, possível por a alavanca de câmbio ser na coluna de direção e o banco dianteiro, inteiriço. Seu Cx é apenas 0,32, excelente para a época. Há pouco tempo vi um na oficina de um amigo perto de casa e me sentei ao volante.
Fiat Millecento 1953

Era o terror dos Volkswagen 1100 e 1200 nos circuitos de rua no Rio de Janeiro. Sempre quis dirigir um. É um pequeno sedã 3-volumes de 4 portas de 3.900 mm de comprimento, 1.480 mm de largura, 1.470 mm de altura e 2.340 mm de entre-eixos, com peso de 896 a 930 kg. O motor é de quatro cilindros longitudinal de 1.089 cm³ (68 x 75 mm), válvulas no cabeçote, 36 cv a 4.400 rpm. Câmbio de 4 marchas com tração traseira. A alavanca de câmbio é na coluna de direção, mas os bancos dianteiros são individuais. Era homologado para 4 lugares. Foi produzido de 1953 a 1969 e sucedido pelo Fiat 128.
Mercedes-Benz 260 D 1935
Mercedes-Benz 260 D (Foto: Divulgação Mercedes-Benz)Outro caso de curiosidade minha, nesse caso devido tanto ao fato de ser o primeiro carro de passeio do mundo com motor Diesel, quanto ter visto e entrado num na Alemanha em evento da Mercedes algum tempo atrás. O motor é o OM 138 de 4 cilindros, 2.345 cm³ e 45 cv a 3.000 rpm. A injeção, naturalmente, é da Bosch. O carro pesava aproximadamente 1.530 kg e atingia 95 km/h. Foram produzidas 1.967 unidades entre 1935 e 1940, quando a fábrica passou a se dedicar à produção de veículos militares devido à Segunda Guerra Mundial iniciada em setembro de 1939.
Mini 1959

O Mini, mais precisamente Morris Mini-Minor e Austin Seven, o mesmo carro com diferenças estéticas sutis fabricados pelas divisões Morris e Austin da British Motor Corporation, lançados em 1959, assombraram o mundo com seu desenho e características peculiares. Entre elas o motor transversal e as diminutas rodas de apenas 10 polegadas de diâmetro. Com apenas 3.020 mm de comprimento e 2.020 mm entre-eixos, tem quatro lugares onde quatro adultos se acomodam bem. Seu motor é o mesmo do Austin A40, de 848 cm³, desenho simples, de apenas 34 cv. Seu transeixo aloja o câmbio de 4 marchas do Austin A40, mas com um pormenor interessante e único: a 4ª marcha é por tomada direta, não por um par de engrenagens, como são todos os câmbios manuais dos transeixos.
Era esse Mini, o primeiro, revolucionário, minimalista, que eu queria dirigir.
BS
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