A decisão da Mercedes-AMG de substituir o icônico motor V-8 do C 63 por um quatro-cilindros turbocarregado causou frustração em muitos entusiastas.
Numa entrevista recente à revista britânica Auto Express, Mathias Geisen, membro do Conselho de Administração da Mercedes-Benz responsável por marketing e vendas, admitiu a possibilidade de o sedã esportivo receber um motor maior no futuro. Embora um V-8 esteja descartado, a opção mais provável é um seis-cilindros em linha, que poderia ou não ser eletrificado.
Geisen comentou sobre a estratégia: “Teremos algumas opções onde tínhamos um quatro-cilindros, que também estará disponível como um seis cilindros daqui para frente. Pode ou não haver um híbrido, pode ser a combustão pura, talvez. Avisaremos no momento certo”.
A intenção por trás dessa consideração é reconquistar os clientes fiéis que foram perdidos com a substituição do V-8. A própria marca reconhece que a troca não foi bem recebida.

Rumores sobre essa mudança circulam há meses. O site Mercedes-Benz Passion Blog já havia apontado o motor 3,0 turbocarregado semi-híbrido (M256M) — presente no CLE 53 — como um candidato forte. A incerteza agora reside no nome: enquanto algumas fontes sugerem que o modelo se chamaria C 53, a revista britânica Autocar aposta na manutenção do nome C 63, mas em uma versão híbrida plug-in.
A possível alteração no conjunto mecânico pode vir com a reestilização do Classe C, prevista para 2026. Além das mudanças visuais, como a nova grade iluminada, a versão esportiva também seria atualizada.
A BMW também já confirmou que a próxima geração do M3 continuará com o motor seis-cilindros em linha, que deverá ser apresentado no final de 2026 ou no início de 2027. Pelo visto, tudo indica que os motores a combustão interna terão vida longa.
MF





