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Home Matérias Automobilismo

QUANDO UM SEDÃ FAMILIAR VENCEU OS CARROS ESPORTE NA PISTA

O MERCEDES-BENZ VENCEDOR DA 24 HORAS DE SPA-FRANCORCHAMPS ERA UM EXEMPLO DE ENGENHARIA

identicon por Milton Belli
27/09/2025
em Automobilismo, História, MB
fonte: Pinterest

fonte: Pinterest







“Simplify, then add lightness”, ou numa tradução livre, simplifique e então adicione leveza, era o lema de Colin Chapman. Um gênio da sua era, idealizador de carros revolucionários, quebrando paradigmas do automobilismo para chegar ao objetivo: vencer corridas.

Chapman não tirou essa ideia do nada, basicamente aplicou os conceitos básicos da física. Se um corpo possui uma massa mais elevada, ele precisa de mais força para mudar sua aceleração, ou seja, um carro mais pesado precisa de mais energia para andar rápido. A leveza do Lotus trazia como benefício acelerações mais intensas, frenagens mais próximas às curvas e mais agilidade em mudanças de direção.

Antes mesmo de Chapman e seus incríveis Lotus, o senso comum dos projetistas criava carros leves para serem ágeis. Colin apenas levou este lema ao extremo, criando modelos mais leves (e frágeis) que os competidores.

Este era um contraponto ao excesso de zelo em reduzir ao máximo a massa de seus carros. Peças mais leves tendem a ser mais frágeis, principalmente naquele tempo em que não havia recursos computacionais nem sofisticados cálculos estruturais que hoje em dia são capazes de criar peças mais leves, porém mais resistentes.

Jochen Rindt, o único piloto campeão do mundo póstumo da Fórmula 1, chegou a mandar uma carta logo antes de falecer para Chapman apontando suas preocupações com a fragilidade do Lotus 49. “Eu só posso guiar um carro onde eu tenha certa confiança, e eu sinto que o ponto de nenhuma confiança está muito próximo”. Era o preço a se pagar na época para ter o carro mais rápido.

Para vencer corridas, nem sempre a velocidade é a chave para a vitória. No caso de provas de longa duração, a confiabilidade pode ser tão, ou mais importante que a velocidade. É o caso da edição de 1964 da 24 Horas de Spa-Francorchamps, onde a leveza passou longe do carro vencedor.

A famosa corrida belga, que estava sem acontecer desde 1953, voltou ao calendário em 1964 graças aos esforços de Hubert de Harlez, do Automóvel Clube da Bélgica, e o piloto belga Paul Frère, este último, também jornalista especializado em automobilismo e engenheiro, que foi vencedor da 24 Horas de Le Mans de 1960 com Ferreri Testerossa em dupla com seu compatriota Olivier Gendebien. Diferente de Le Mans, a prova em Spa-Francorchamps seria reservada apenas para carros de passeio, excluindo os velozes protótipos que dominavam Le Mans e Daytona.

O Mercedes-Benz 300 SE e suas origens

Na edição de 1964 da recém revivida prova de 24 Horas no circuito belga de Spa em seus pouco mais de 14 km de extensão, apenas carros de passeio eram permitidos. Muitos participantes de diversas nacionalidades, com uma boa variedade de modelos de carros se inscreveram para o retorno a Spa de uma prova longa.

O traçado de Spa-Francorchamps em 1964 (fonte: Pinterest)

Dentre os favoritos estavam os BMWs 1800 Ti, os Lotus Cortina (que era o Ford Cortina inglês preparado pela Lotus) e os Alfa Romeo. A Lancia tinha como representante o Flavia Sport equipado com motor boxer de quatro cilindros e o Flaminia V-6.

A Mercedes, por sua vez, era representada pelo grande 300 SE, o modelo topo de linha alemão equipado com motor de seis cilindros em linha mais atual do portfólio. O Juvenal Jorge contou sobre o carro e seu posicionamento neste post.

O 300 SE era o modelo mais luxuoso da marca no seu lançamento. (fonte: carrovelho.com.br)

O 300 SE, conhecido pelo código W112, veio suceder o enorme 300d Adenauer. Este novo modelo tinha origens no W111, equipado com motores menores e menos recursos tecnológicos. O 300 SE era o que havia de mais moderno disponível na Mercedes, mais potente e refinado.

Este modelo foi um intermediário entre o fim de produção do 300d Adenauer em 1962 e o ainda por vir Mercedes 600 em 1964. Utilizando a plataforma e estrutura da carroceria do W111 (modelo 220 SE), recheado de itens de conforto, como direção hidráulica, suspensão pneumática e câmbio automático, o 300 SE faria as vezes do carro de luxo da marca por tempo limitado.

 

Equipado com motor de seis cilindros em linha de 3 litros (2.996 cm³, código M189, lançado inicialmente no 300d na versão M186), equipado com injeção mecânica indireta (multiponto) de combustível fabricada pela Bosch, que não é a mesma utilizada nos 300 SL “Asa de Gaivota”, esta que utilizava o sistema de injeção direta de combustível dentro da câmara de combustão. Nas imagens abaixo é possível ver a bomba de combustível, bem similar a de um motor diesel, com seis linhas metálicas de alimentação de combustível para cada cilindro.

 

Este motor nos 300 SE de produção gerava respeitáveis 185 cv. O conceito desta família de motores Mercedes era entregar desempenho com durabilidade a perder de vista. Com bloco em ferro fundido e cabeço de alumínio, camisas arrefecidas a água, árvore comando de válvulas no cabeçote e uma união inclinada entre o cabeçote e o bloco, válvulas de admissão e escapamento maiores puderam ser utilizadas para melhor fluxo de gases e melhor desempenho. Preparado para chegar a 200 cv na versão de corrida, o motor tinha bom potencial.

A combinação de um motor de alta cilindrada com o então sofisticado sistema de injeção de combustível fez com que o M189 fosse uma boa escolha para uma prova de longa duração como a 24 Horas de Spa, com suas longas retas de alta velocidade. Nos carros de produção, era possível encomendar o 300 SE com câmbio automático de quatro marchas como padrão, ou duas versões de câmbio manual, um de quatro marchar ou uma caixa ZF de cinco marchas.

 

A carroceria montada sobre o chassi era rígida e a suspensão pneumática trabalhava com molas metálicas adicionais para aumentar a constante vertical e amortecedores reforçados, dando mais estabilidade para a tocada esportiva que o 300 SE sofreria por longos períodos.

Mesmo com boa parte do acabamento interior removido do carro, vidros substituídos por placas de acrílico, o carro ainda pesava mais de 1.500 kg.

 

24 Horas de Resistência

O grid de largada para a prova mostrava que a disputa seria acirrada. O pequeno Lotus Cortina da equipe de Alan Mann foi o pole-position com a dupla John Whitmore e Frank Gardner, experientes pilotos de carros de turismo. Em segundo lugar, um dos 300 SE com a dupla Eugen Böhringer e Dieter Glemser, seguido por um Lancia Flavia Sport e um BMW 1800 Ti, ambos carros bem mais compactos e leves que o Mercedes.

Em uma prova de longa duração, a velocidade é importante, mas a constância é ainda mais. Manter um ritmo firme, sem perder tempo em paradas de box excessivamente longas ou em maior quantidade, pode dar a vitória a um carro menos veloz.

O carro 100 durante as 24 Horas de Spa (fonte: auto.caradisiac.com)

No caso da edição de 1964 da 24 Horas de Spa, o 300 SE era veloz, mas não era o mais veloz. Lembrando que na época, uma volta em Spa tinha 14 km, a pole position foi com o tempo de 04:46,1s e o Mercedes que largou em segundo fez o tempo de 04:48,4s. Pelo tamanho da volta, não é uma diferença grande, mas se pensarmos que são dois segundos por volta, durante 24 horas é uma larga diferença no final.

A corrida teve tempo bom e chuva forte, acrescentando uma dificuldade extra para os pilotos e equipes. Com longas retas e curvas de alta velocidade, os motores eram bem exigidos, uma vez que trabalhavam por bastante tempo em plena carga e perto da rotação máxima. O motor do 300 SE estava mais à vontade neste quesito, pois havia sido projetado para suportar abusos de uso.

 

Hora após hora, os componentes mais fracos cediam aos maus tratos, deixando os competidores pelo caminho. O Cortina que liderou os treinos encostou com problemas na embreagem antes de três horas de corrida, enquanto o segundo carro da Alan Mann Racing teve problemas no motor, deixando a liderança para o Mercedes nº 100. O Lancia sofreu um acidente. Dentre os Mercedes, o problema mais sério foi outro. O motor era muito resistente, mas o que trouxe dificuldades para a equipe foi a transmissão.

O carro 101 de Herbert Linge e Peter Lang teve problemas no engate das marchas. O carro 100 de Eugen Böhringer e Dieter Glemser foi desclassificado. Com desgaste nos discos de freio, foram utilizadas peças do carro 101, mas este não estava nas garagens durante o serviço e a troca foi feita mesmo assim, o que não era permitido pelas regras. Este era o 300 SE mais veloz dos treinos. O terceiro carro, o nº 102 de Robert Crevits e Gustave Gosselin, que largou em 6° lugar com um tempo dez segundos mais lento que o Cortina da pole, manteve-se firme liderando a corrida.

Perto do final da prova, o nº 102 estava enfrentando problemas parecidos com os do carro nº 101. Uma a uma, as marchas deixaram de funcionar, fazendo com que apenas duas das cinco marchas do câmbio ZF estivessem em uso.

O carro nº 102, vencedor da 24 Horas de Spa de 1964 (fonte: pinterest)

Com uma larga vantagem construída ao longo das horas, o 300 SE se manteve na frente mesmo com um ritmo muito prejudicado pelas marchas problemáticas, e venceu a corrida ainda com uma volta de vantagem sobre o BMW 1800 Ti de Hubert Hahne e Rauno Aaltonen.

Os vencedores foram recepcionados e parabenizados por ninguém menos que Juan Manuel Fangio, nome forte dentro da Mercedes-Benz, equipe com a qual foi campeão mundial de Fórmula 1 em 1954 e 1955.

Fangio parabeniza os pilotos vencedores da prova (fonte: Mercedes-Benz)

O 300 SE foi um dos precursores dos Classe S modernos, modelo topo de linha da Mercedes, sinônimo de refinamento e sofisticação. Claramente, um dos carros menos prováveis a vencer uma corrida. Este fato só reforça a qualidade e excelência no projeto do Mercedes mais moderno de sua época. E não era nenhum peso-pena, como Colin Chapman teria feito.

Publicidade da Mercedes com o feito alcançado na 24 Horas de Spa (fonte: Mercedes-Benz)

 

Resgatando modelos históricos em miniaturas

O 300 SE apresentado aqui é muito menos conhecido do que o seu irmão mais novo, o 300 SEL vermelho apelidado de Red Pig (porco vermelho), o primeiro de todos os AMG, que disputou a 24 Horas de Spa de 1971 e terminou em segundo lugar.

Geralmente, apenas os carros mais conhecidos são recriados em miniatura para colecionadores. O Red Pig já teve diversas versões feitas, até pela Hot Wheels. Agora foi a vez do 300 SE de 1964, vencedor da prova, quem merecidamente teve sua miniatura lançada pela marca Spark, uma das melhores do mercado.

 

Muitos modelos importantes, mas de corridas menos famosas, estão sendo lançados por marcas premium como a Spark. Mesmo carros que não tiveram resultados expressivos estão sendo desenvolvidos para enriquecer as coleções dos entusiastas. A Spark criou uma série comemorativa de modelos das 24 Horas de Spa, desde vencedores de diversos anos, como outros competidores diversos, inclusive de alguns carros pilotados por brasileiros.

Você pode encontrar alguns dos modelos de Spa neste link, inclusive o 300 SE vencedor.

MB







Tags: 24 Horas300 SEMBMercedes-BenzSpa-Francorchamps
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