A atuação de Lando Norris em Interlagos (foto de abertura) no último fim de semana pode ser considerada magistral. O piloto inglês conseguiu muito mais que vencer as duas provas disputadas no fim de semana, largando na pole-position em ambas, fazer a volta mais rápida na sprint race e marcar o maior número de pontos possível num fim de semana. Com esse retrospecto Norris deu uma demonstração de amadurecimento que ajuda a diminuir a aura de piloto que não conseguia converter velocidade em vitórias e praticamente se anulava da disputa pelo título mundial. Além disso o coloca na posição de virtual campeão mundial de 2025.

A três etapas do final da temporada — restam as provas em Las Vegas (EUA, 22/11), Losail (Catar, 30/11) e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos, 7/12) — Lando Norris acumular 390 pontos contra 366 de Oscar Piastri e 341 de Max Verstappen. Nessas três etapas estarão em jogo 83 pontos: 25 por cada vitória no domingo e 8 na sprint race no Catar, o que limita a esses três pilotos as chances de conquistar o título desta temporada.
O retrospecto de cada um indica que é arriscado cravar quem vai conquistar esse objetivo: o inglês vem de duas vitórias seguidas, o australiano espera voltar à boa fase que o colocou como líder do campeonato durante a maior parte da temporada e o holandês jamais entrega a rapadura. A disputa entre particular entre Norris e Piastri suscita discussões em torno do crescimento do primeiro na fase final da temporada e uma situação inversa para o segundo. Não faltam delatores apontando o dedo para um possível favorecimento da McLaren em torno do inglês, algo pouco provável e que pode ser explicado pela sua maior experiência em relação ao australiano.

Numa análise puramente matemática Piastri leva vantagem sobre Norris. O primeiro já disputou 167 GPs e tem a média de 9,38 pontos por prova; números que contrastam com os do vice-líder: 67 largadas e média de 11,27 ponto por prova. Há de se notar que a carreira de Piastri se concentra na melhor fase que a equipe McLaren desfruta nas últimas três temporadas. Por seu lado, Verstappen quebra a banca com um retrospecto que lhe garante a condição de melhor piloto da atualidade: 230 corridas, 3364 pontos e média de 14,63 pontos por GP.

Mantida essa média de pontos por corrida, o campeonato não deverá se alterar até o final do ano: Norris terminará o ano com 418 pontos, Piastri com 399 e Verstappen, 384. Felizmente, esses números frios e calculistas não traduzem as surpresas e reviravoltas típicas do automobilismo, o que contribui para manter atraente o que o futuro próximo nos reserva.
O resultado completo do GP de São Paulo você encontra aqui.
Retorno vitorioso de Fogaça à F-Truck
Fogaça venceu em Guaporé em seu retorno à F-Truck (Foto:Tiago Soares)
O sorocabano Djalma Fogaça retornou em grande forma à categoria Fórmula Truck ao vencer a terceira prova do programa da penúltima etapa, disputada domingo em Guaporé, RS. O piloto de Sorocaba largou em último e em meio a uma série de intervenções do Safety Truck pôde ir ganhando posições. O também paulista Daril Amaral foi o melhor na categoria FT. Nas provas para a categoria de motores com bomba injetora saiu vencer o gaúcho Diego Colett e na de motores com gerenciamento eletrônico outro gaúcho, Rafael Fleck, foi o primeiro.
Endurance gaúcho tem novos campeões
O trio Catô Belleza, Francisco Möller e Franco Pasquale (protótipo Tubarão MC40) sagrou-se Campeão Gaúcho de Super Turismo na temporada 2025. A vitória na prova foi da dupla Nico e Bidu Kreuz (Aldee). O time liderava a prova na fase final quando um problema elétrico deslocou a equipe para o quarto lugar. Pasquale, que tripulava o carro na ocasião, conseguiu superar dois adversários para terminar em segundo lugar, posição que garantiu o título frente aos vencedores da prova Nio e Bidu Kreuz, que focaram com o vice-campeonato.
WG
A coluna “Conversa de pista” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.






