Na quinta-feira (12/2), o governo Trump revogou o poder da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) de regulamentar as emissões de gases de efeito estufa sob o argumento de que a medida era necessária para proteger a liberdade de escolha do consumidor e viabilizar veículos mais baratos, entre outros motivos. A notícia é do importante portal americano WardsAuto.
Modelos da Stellantis como o Dodge Durango SRT Hellcat Jailbreak 2026 de motor V-8 Hemi de 720 cv (foto de abertura) e outros já estavam destinados aos livros de História antes da Era Trump.
Anunciada pelo presidente Trump e pelo administrador da EPA, Lee Zeldin, como “a maior ação de desregulamentação da história dos EUA”, a medida anulará a constatação de “perigo” de 2009, que exigia que o governo regulamentasse poluentes que pudessem causar danos à saúde pública. A decisão ocorre num momento em que o governo Trump procura revogar exigências climáticas para a indústria automobilística, incluindo padrões de emissões e consumo de combustível.
A EPA justificou a ação do goveno afirmando que a constatação de “perigo” permitiu a pressão ilegal dos governos Obama e Biden favorecer para veículos elétricos”, excedendo a autoridade da agência.
“Uma decisão política dessa magnitude, que acarreta amplas consequências econômicas e políticas, cabe exclusivamente ao Congresso”, declarou a agência.
No entanto, nas horas que se seguiram ao anúncio do governo Trump, ficou claro que, embora alguns na indústria automobilística estejam comemorando a medida, nem todos no setor estão convencidos de que seja a melhor solução para os consumidores.
Enquanto alguns comemoram a desregulamentação, outros preferem normas nacionais.
O governo Trump afirma que sua ação de revogar a autoridade da EPA trará diversos benefícios para a indústria automoilística e, embora várias fabricantes tenham elogiado a intenção, outras questionaram se um futuro navegando por uma colcha de retalhos de regulamentações estaduais seria realmente melhor para o setor.
O governo destacou as oportunidades de redução de custos para a indústria automobilística, incluindo US$ 1,3 trilhão em reduções de custos, com uma economia média de US$ 2.400 por veículo, além de um custo menor para o transporte de cargas.
A ação também elimina os créditos fora de ciclo para as fabricantes, destacou o governo, que incentivavam as fabricanes a instalar a “estratégia desliga/liga motor nas paradas quase universalmente odiada”, comumente usada em veículos a gasolina para evitar emissões adicionais e consumo de combustível quando parados.
A Alliance for Automotive Innovation, uma associação comercial que representa os interesses regulatórios das fabricantes, enfatizou os benefícios da medida num comunicado enviado por e-mail à WardsAuto.
“A indústria automobilística americana continua focada em preservar a liberdade de escolha dos consumidores, manter a competitividade do setor e seguir uma trajetória de longo prazo de redução de emissões e de veículos mais limpos”, afirmou John Bozzella, presidente e executivo-chefe da associação. Bozzella reiterou que as regulamentações impostas pelo governo anterior “são extremamente desafiadoras para as fabricantes, dada a atual demanda do mercado por veículos elétricos”.
Enquanto a General Motors, o Grupo Volkswagen e a Toyota optaram por seguir o posicionamento oficial da Alliance for Automotive Innovation, outras fabricantes como Ford e Stellantis apresentaram mensagens mais detalhadas sobre as mudanças regulatórias nas normas de emissões e padrões de consumo de combustível nos Estados Unidos.
BS






