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PURISTA: PROJETO ESPANHOL QUER RESGATAR O PRAZER DE DIRIGIR

PROJETO ESPANHOL APOSTA EM LEVEZA, ARQUITETURA CLÁSSICA E SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA DEVOLVER AO PILOTO O PROTAGONISMO AO VOLANTE

Iago Garcia por Iago Garcia
24/03/2026
em IG, Tecnologia
Arquitetura do protótipo mostra suspensão com pull-rod, possível DRS e motor centra-traseiro. (Foto: divulgação/Purista)

Arquitetura do protótipo mostra suspensão com pull-rod, possível DRS e motor centra-traseiro. (Foto: divulgação/Purista)







Num cenário onde os carros de alto desempenho evoluem em direção a níveis cada vez maiores de complexidade, peso e mediação eletrônica, torna-se cada vez mais raro encontrar propostas que questionem esse caminho com consistência técnica. A Purista surge nesse contexto como uma iniciativa independente baseada na região de Zaragoza, na Espanha, ainda em fase de desenvolvimento, mas já com um posicionamento bastante claro: recuperar uma experiência de condução centrada no piloto, com base em engenharia direta, leveza estrutural e legibilidade dinâmica.

Mais do que um produto, a Purista nasce como uma tese e, sobretudo, como a materialização de uma trajetória pessoal. Seu fundador, Daniel Sánchez, construiu o projeto ao longo de mais de uma década, partindo de uma inquietação técnica e de uma relação quase artesanal com o automóvel. Como ele próprio relata, “desde criança sempre me fascinou entender como funcionavam os carros; desmontava tudo o que caía nas minhas mãos e devorava qualquer conteúdo sobre engenharia e design”.

A ideia que daria origem à Purista surgiu em 2013, e desde então evoluiu por meio de múltiplas iterações, aprendizado acumulado e desenvolvimento progressivo, até atingir o estágio atual. Trata-se, portanto, de um projeto que não nasce de uma oportunidade de mercado, mas de um processo longo de maturação técnica e conceitual, algo que se reflete diretamente na coerência das decisões de engenharia. Conversei com o fundador para entender melhor os planos da Purista e o que podemos esperar desse projeto.

Um projeto autoral com base técnica sólida

O perfil de Sánchez ajuda a explicar a natureza do projeto. Com atuação que transita entre design automobilístico, engenharia e atividades técnicas fora do setor tradicional, ele não se encaixa no arquétipo clássico de executivo da indústria automobilística, mas sim no de um construtor, alguém que concebe, desenvolve e refina um objeto com base numa visão própria.

Essa abordagem híbrida se reflete na própria Purista, que não é guiada exclusivamente por métricas de desempenho ou benchmarking de mercado, mas também por critérios de proporção, leitura visual e coerência funcional. Ao mesmo tempo, o projeto não é ingênuo do ponto de vista técnico: ao longo de sua evolução, passou a incorporar engenheiros com experiência em dinâmica veicular, cálculo estrutural, engenharia de pista e até Fórmula 1, formando hoje um núcleo enxuto, mas altamente qualificado.

“A Purista é um projeto que desenhei desde o zero, dedicando o tempo necessário para definir o carro com o nível de exigência que buscava”, afirma. À medida que o projeto amadureceu, foram incorporados outros profissionais com experiência relevante em áreas como dinâmica veicular, cálculo estrutural, engenharia de pista e até Fórmula 1, resultando numa equipe enxuta de quatro engenheiros, mas com capacidade técnica suficiente para sustentar decisões de arquitetura mais refinadas.

A condução purista como conceito de engenharia

O termo “purista”, frequentemente utilizado de forma vaga no universo do automóvel, ganha aqui uma definição bastante objetiva. Não se trata de ausência de tecnologia, mas de uma hierarquização clara do que deve ou não interferir na experiência do motorista. Segundo Sánchez, “falamos de um carro leve, comunicativo, com leitura mecânica clara, onde cada ação tem uma resposta direta”. Isso implica um conjunto com baixa inércia, respostas previsíveis e, principalmente, transparência dinâmica, isto é, um carro que permite ao piloto interpretar com precisão o que está acontecendo em termos de carga, aderência e equilíbrio. Trata-se menos de buscar desempenho absoluto e mais de construir uma plataforma que maximize a capacidade do motorista de operar próximo ao limite.

Arquitetura: chassi tubular e motor central como base funcional

Arquitetura do protótipo mostra suspensão com pull-rod, possível DRS e motor centra-traseiro. (Foto: divulgação/Purista)

A leitura das imagens técnicas divulgadas pela Purista revela um projeto que parte de fundamentos bastante sólidos. O chassi tubular em aço apresenta uma triangulação bem resolvida, com caminhos de carga definidos e uma clara preocupação com rigidez torcional aliada a controle de peso. Esse tipo de estrutura, quando bem executado, permite não apenas redução de peso, mas também maior liberdade na definição de pontos de suspensão e distribuição de peso. A adoção de um motor aspirado em posição central-traseira reforça esse compromisso com dinâmica, ao reduzir o momento polar de inércia e favorecer respostas mais rápidas em mudanças de direção. “Todo o conjunto foi pensado para ser leve, direto e muito comunicativo”, resume Sánchez, sintetizando uma escolha de arquitetura que privilegia comportamento dinâmico em detrimento de soluções mais orientadas a conforto ou refinamento. Embora ainda não tenha definido qual será, o motor terá configuração de quatro cilindros em linha com potência suficiente para alcançar a proporção de 2,5 kg/cv, território de supercarros como o Ferrari 458 Itália, BAC Mono, Lamborghini Revuelto e McLaren 720S.

A suspensão, que aparenta seguir uma configuração de duplo braço superposto com acionamento dos amortecedores em posicionamento vertical via push-rod, com componentes expostos e geometria ajustável, reforça ainda mais esse direcionamento. Trata-se de uma solução típica de carros de competição e de projetos orientados à pista, onde o controle preciso de câmber, ganho de carga lateral e comportamento em compressão e distensão é fundamental para extrair performance consistente.

Pela imagem também conseguimos observar a estrutura longitudinal acima do motor, que deve servir como um elemento aerodinâmico semelhante aos vistos nos protótipos atuais do WEC, assoalho integrado ao difusor traseiro e possível atuador de asa traseira móvel, visando reduzir o arrasto em longas retas.

Manga de eixo reversível: redução de complexidade com impacto direto na operação

Entre os elementos mais interessantes do projeto está o desenvolvimento de uma manga de eixo de alumínio com apenas 2,6 kg, concebida para ser utilizada de forma reversível nas quatro rodas do veículo. Para entender a relevância dessa solução, é importante lembrar que a manga de eixo é um dos componentes mais críticos da suspensão, pois concentra as interfaces entre roda, freio e braços de suspensão, definindo diretamente parâmetros como geometria de direção, posicionamento do cubo e pontos de fixação.

Num carro convencional, mangas dianteiras e traseiras são diferentes, assim como lados esquerdo e direito, o que implica maior número de peças, maior complexidade logística e custos mais elevados de reposição. Ao desenvolver uma manga de eixo reversível, a Purista adota um componente simétrico que pode ser montado em diferentes posições do carro, atendendo às quatro rodas com a mesma peça. Como explica Sánchez, “essa decisão complica significativamente o desenho, mas tem impacto direto em como o carro é gerido na pista”.

Na prática, isso reduz drasticamente o número de componentes necessários, simplifica a logística em track days e competições amadoras e permite intervenções mais rápidas em caso de danos. Além disso, ao manter uma arquitetura comum entre os quatro cantos do carro, há também uma tendência de comportamento mais consistente e previsível, desde que a geometria seja corretamente calibrada.

Outro ponto relevante é a integração dos dutos de ar para arrefecimento dos freios diretamente na solução estrutural. Esses dutos direcionam fluxo de ar para o interior do disco, melhorando a dissipação térmica, reduzindo a degradação de pastilhas e discos e aumentando a consistência de frenagem ao longo de sessões prolongadas. “Isso permite reduzir peso não suspenso, melhorar a estabilidade térmica do sistema de freios e aumentar a durabilidade dos consumíveis”, explica Sánchez. Ao evitar soluções adicionais e integrar funções na própria peça, o projeto consegue reduzir peso não suspenso — um fator crítico para a qualidade de contato com o solo e para a capacidade do sistema de suspensão de seguir irregularidades com precisão.

Analógico como escolha estrutural

A decisão de manter o carro essencialmente analógico não é uma limitação técnica, mas uma escolha deliberada de projeto. “Apostamos em uma experiência claramente analógica, sem ajudas que diluam a condução”, afirma Sánchez. Isso se reflete diretamente na escolha do câmbio manual e na ausência de sistemas que intervenham de forma intrusiva na dinâmica do carro. A tecnologia, quando presente, tem papel auxiliar, nunca substitutivo. Essa abordagem exige mais do condutor, mas também permite um nível de controle e envolvimento que dificilmente é replicado em plataformas altamente assistidas.

Apesar de ainda não existir um protótipo físico em operação, a Purista já se encontra em um estágio avançado de desenvolvimento conceitual e técnico, tendo passado por múltiplas iterações de projeto. “Estamos refinando uma nova etapa antes de entrar na construção do primeiro protótipo físico”, explica Sánchez. A previsão é iniciar a construção nos próximos meses, embora ainda não exista uma data pública para apresentação. Essa cautela parece coerente com a proposta do projeto, que prioriza maturidade técnica em vez de exposição prematura.

Produção e posicionamento

A estratégia de produção segue a mesma lógica de foco e controle observada no desenvolvimento. Não há intenção de escala industrial, mas sim de construção de um produto de nicho, com produção limitada e crescimento progressivo. “A ideia é crescer de forma controlada, mantendo sempre esse caráter”, afirma Sánchez. A primeira série deverá ser restrita, voltada a clientes que compreendam e valorizem a proposta, funcionando quase como uma extensão do próprio processo de desenvolvimento da marca. Embora exista um posicionamento de preço definido internamente, ele ainda não foi divulgado, com a justificativa de que o produto precisa primeiro consolidar sua identidade e valor.

Clique nas fotos para ampliá-las

No contexto atual, a Purista se aproxima conceitualmente de propostas como Dallara Stradale, KTM X-Bow e Ariel Atom, que também privilegiam leveza e exposição mecânica, mas se diferencia ao incorporar soluções voltadas à operação e manutenção, tornando o uso em pista potencialmente mais racional e sustentável. Em relação a referências como Lotus Elise e Exige, a aproximação se dá mais pelo comportamento dinâmico do que pela execução, já que a Purista propõe um nível ainda menor de filtragem e maior proximidade com conceitos de competição.

Do ponto de vista dinâmico, o conjunto sugere um carro altamente sensível, com respostas rápidas e grande capacidade de leitura de aderência. A combinação de baixo peso, motor aspirado central e baixo peso não suspensa tende a favorecer um comportamento progressivo, com transições de carga bem definidas e possibilidade de exploração mais precisa do limite. Não se trata, portanto, de um carro voltado a números absolutos de desempenho, mas a um tipo de eficiência que depende diretamente da qualidade do piloto.

A Purista ainda está em construção, tanto no sentido literal quanto conceitual, mas já apresenta um nível de coerência raro para um projeto independente. Ao alinhar filosofia, engenharia e execução em torno de uma ideia central de devolver ao motorista o protagonismo, o projeto se posiciona de forma clara num espaço que a indústria, em grande parte, deixou de ocupar.

Se conseguirá materializar essa proposta com sucesso ainda é cedo para afirmar. Mas, tecnicamente, a base está estabelecida. E, talvez mais importante, com uma clareza de propósito que se reflete em cada decisão de engenharia. Seguirei acompanhando o projeto e trazendo as novidades sempre que possível.

IG

 







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