Outro dia estava pensando na automação, como ela está presente no nosso cotidiano ao ponto de nem pensarmos nela. Pelo que já vivi — nasci em 1942 — muita coisa, muitos sistemas eram manuais.
Nos elevadores, por exemplo, a porta do carro era manual, do tipo pantográfica, fechada e aberta à mão. Outro dia mesmo operei uma dessas portas. Em diversos automóveis era preciso desligar o limpador de para-brisa no momento exato em que ele ficasse fora do campo visual — não existia o ponto de parada automático.
Hoje a partida do motor é assistida, basta um toque no botão (foto de abertura) ou uma rápida virada na chave, é desnecessário ficar segurando. Há o freio de estacionamento ativado automaticamente quando o carro para, bastando um leve toque no pedal do acelerador para soltar o freio e reiniciar a marcha, muito prático até ao parar na fila do predágio e depois ao lado da cabine para fazer o pagamento. Outro automatismo muito útil, em especial para carros de câmbio manual. ó assistente de parida nas rampas, em que o carro fica imobilizado por 2 a 3 segundos., tempo suficiente para apertar o pedal de embreagem, engatar e primeira e acelerar, sem risco de o carro recuar.
Atualmente há um vasto elenco de sistemas que auxiliam o motorista reunidos sob o nome de Advanced Driver Assistance Systems (Adas). Um deles muito apreciado (eu nem tanto) é o controle de velocidade de cruzeiro adaptativo que mantém distância do carro à frente ao ponto da parar se aquele o fizer.
Um auxílio que reputo dos mais úteis é o controle automático da frequência de varrida do limpador de para-brisa indexado à velocidade. Se está na freuência máxima e a chuva diminui, a frequência doiminui para lenta. Se o carro parar entra no modo intermitente. O mais interessante ao acionar o lavador com carro parado é haver três varridas após a lavagem, parar e cerca de 5 segundos depois dar mais uma varrida para remover a aguinha que senore escorre depois. Conheci essa benesse muitos anos atrás num BMW 325i.
Outro equipamento que considero essencial para seurança ativa, a que ahda a prevenir acidentes, mas anda sumido dos carros é o lavador de faróis. A redução da iluminação com o acúmulo da sujidade do asfalto molhado ou das estradas de terra molhadas é significativa. Devia ser item obrigatório. Nas minhas incontáveis viagrns noturnas com chuva dei muiras “paradas no box”— num posto — só para lavar os faróis. Não nos dois Santanas que utilizei nos quatro anos e meio na Volkswagen, que rinham esse útil lavador.
Outro equipamento automático de enorme valia a felizmente cada vez existente nos carros é a comutação automática do facho alto e baixo dos faróis, tanto para o tráfego contrário quanto para o de mesmo sentido. Para quem se preocupa em não incomodar os outros com os faróis cada vez mais fortes, é um inestimável e sobretudo infalível auxilio.
Saindo do tema carros mas de certa forma ligada a eles, a mudança de linha ao escrever proporcionada pelos editores de texto como o Word nos computadores, é notável. É ir escrevendo sem se preocupar em mudar de linha. como precisar trazer o carro da máquina de escrever todo para a direita. Era um hábito tão automático, enraizado, quando trabahei na revista Autoesporte pouco mais de 30 anos atras, vi por acaso uma funcionária da contabilidade datilografar e mudar de linha dando Enter. Não esqueço da expressão de espanto dela quando lhe disse que o Enter era desnecessário…
Boa semana a todos!
BS
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