O mês de setembro é muito importante para a história do automóvel mundial e também do brasileiro. Foi em setembro de 1908, exatamente no dia 27, que o primeiro Ford modelo T deixou a área de montagem final da fábrica da Piquette Avenue, em Detroit. Mas Henry tinha a visão de seu carro ser cada vez maia acessível e para isso seria necessário racionalizar a produção. Para isso seus engenheiros idealizaram a linha de montagem móvel, que entrou em operação em 1º de dezembro de 2013. Depois disso, a indústria automobilística nunca mais foi a mesma. Isso, até os tempos atuais, com a chegad?a dos eletrificados chineses.
que a indústria “descobriu” a linha de montagem, por obra de Henry Ford, naquela que já foi a capital mundial do automóvel, Detroit, EUA. Surgia ali o Modelo T. E, depois disso, a indústria automobilística nunca mais foi a mesma. Isso, até os tempos atuais, com a chegad?a dos carros chineses.
Também foi em setembro de 1956, no dia 5, que o Brasil, conheceu o Romi?-Isetta, considerado o primeiro carro produzido em território nacional, em Santa Bárbara d’Oeste, SP, pela Indústrias Romi. Com espaço para apenas duas pessoas e uma única porta que abria para a frente, levando junto o volante, fixado nela. Uma graça de carro, com suas linhas inspiradas nos aviões. Sua bitola dianteira era mais larga que a traseira.
E a história do setor com setembro não parou aí. Três anos antes, em 1953, a Citroën comemorava a produção de mais de 100 mil do seu modelo 2CV (o famoso Deux Chevaux, um marco que se tornou um sucesso nos campos franceses após a Segunda Guerra Mundial. Uma curiosidade sobre o carro. Ele foi desenvolvido antes da guerra e mantido escondido dos alemães que ocupavam a França.
Outro acontecimento no mês, envolveu ?o? escândalo, da Volkswagen, chamado de Dieselgate. Foi em 18 de setembro de 2018 que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) notificou o Grupo Volkswagen, denunciando que milhões de veículos diesel da marca e do Grupo em todo o mundo estavam equipados com softwares que burlavam os testes de emissões de óxidos de nitrogênio.

Um pouco mais do Romi-Isetta
São Paulo teve um dia de festa, dois antes das comemorações do 7 de Setembro. Uma “revoada” de Romi-Isettas invadiu ruas e avenidas de Capital, atraindo a atenção das pessoas pela sua peculiaridade. Vendo aqueles “carrinhos” andando, elas mal podiam acreditar que eram de verdade.
Jânio Quadros era o governador do Estado chamou de “uma honra para a indústria paulista”. A Romi, fundada em 1930, produzia tornos e implementos agrícolas e foi a responsável também pelo pioneirismo na fabricação do primeiro trator brasileiro, o Toro, em 1949 (décadas depois a Fiat lançou aqui uma picape com o mesmo nome).
Tudo começou em 1955, um ano antes que o governo federal tomasse medidas para incentivar a criação da indústria automobilística no Brasil. O empresário Américo Emílio Romi e Carlos Chiti se interessaram pelo Iso Isetta, um carro urbano, fabricado na Itália e importaram dois deles para estudar a possibilidade de fabricá-lo aqui.
Depois que os testes indicaram a viabilidade para a fabricação, eles partiram para a Itália visando a criação de uma sociedade para produzir o carro no Brasil.
Mas a empresa italiana, a Iso, em razão dos problemas econômicos de pós-guerra, não pode associar-se ao projeto e a Romi resolveu bancar a produção, obtendo licença para tal e pagando 3% de royalties a cada venda.
O primeirp Romi-Isetta era dotado de um motor Iso de dois tempos, de 236 cm³ e 9,5 cv, com velocidade máxima de 85 km/h. Pesando apenas 350 kg, seu consumo era de 25 km/l.
Mas em 1959, vieram as grandes mudanças na estética, com o modelo Romi-Isetta 300 de Luxe e com motor BMW de quatro tempos de 298 cm³ e 13 cv, que melhorou seu desempenho, sem comprometer o consumo.
Em 1961, a Romi-Isetta, depois de cumprir seu papel pioneiro, teve seu último exemplar produzido. Saiu da linha no dia 13 de abril, nas cores branco e amarelo-limão, entrando para a história.
CL
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