A Renault apresentou o 4 E-Tech no Salão de Paris de 2024, sendo o segundo modelo da marca francesa, após o Renault 5, a aplicar a fórmula de reviver um modelo passado e convertê-lo em um veículo elétrico a bateria (BEV) sobre o arcabouço AmpR Small.
Na ocasião do evento, a Renault anunciou que a versão elétrica contaria um recurso já presente no Renault 4 original, mas que era aguardado há muito tempo pelos clientes e que enfim passa a integrar a linha 2026: trata-se do teto de lona de abertura elétrica.

Esta nova variante batizada de Renault 4 E-Tech Plein Sud (direto do sul), resgata parte do espírito descontraído do modelo 4 Plein Air, vendido entre os anos de 1968 e 1970. Contudo, diferente da versão original Plein Air, caracterizada pela ausência da capota e portas, sua reinterpretação moderna é muito mais contida, já que mantém a carroceria praticamente intacta.
O novo Renault 4 E-Tech Plein Sud já está disponível para venda na Europa Ocidental sendo associada a dois níveis de execução —Techno e Iconic. O modelo pode ser escolhido nas combinações de cores biton e também na pintura preto Estrela, com os seguintes preços:
Renault 4 E-Tech Techno Plein Sud 37.040 euros (R$ 217 mil)
Renault 4 E-Tech Iconic Plein Sud 39.040 euros (R$ 229 mil)

Sob o capô, a variante 4 E-Tech Plein Sud oferece somente o motor elétrico mais potente que desenvolve 150 cv e combinado com uma bateria de capacidade de 52 kW·h para um alcance de 410 km (WLTP).
A Renault diz que esta versão do “4L” moderno foi desenvolvida desde o início para integrar o teto de abrir em lona, pelo que não compromete em nada as características do compacto francês e, em particular, o espaço para a cabeça dos passageiros, além da segurança.

Face às versões de teto rígido, o Renault 4 Plein Sud eliminou as barras do teto para maximizar a abertura, enquanto a antena está agora integrada a vigia traseira. A altura interior, por exemplo, permanece praticamente inalterada: 906 mm à frente e 813 mm atrás, em comparação com os 886 mm e 853 mm, respetivamente, com o teto convencional.
Acústica e peso otimizados
A Renault recorreu à experiência dos seus parceiros, Webasto e Haartz, para dotar um teto forrado que proporciona uma acústica e um isolamento superiores, sem comprometer o peso. Os componentes estruturais do teto são de plástico, em vez de metal e, quando aberta, a lona dobra-se em três partes.

Estas escolhas foram ponderadas para reduzir o peso total, aumentando, simultaneamente, a eficiência. A acústica é otimizada pela espessura da lona quando o teto está fechado e por um defletor que reduz o ruído externo, em estrada, quando o teto está aberto.
Uma abertura ampla
Outro desafio enfrentado pelos os engenheiros foi tornar a abertura o mais ampla possível ao proporcionar uma visão desobstruída, não só para os passageiros da frente, mas também para os do banco traseiro, sem que o teto obstruísse a sua linha de visão. A Renault maximizou as dimensões para obter um comprimento de 92 cm e uma largura de 80 cm. Como resultado, também os passageiros traseiros podem desfrutar da vista.

O teto de lona do Renault 4 E-Tech elétrico Plein Sud pode ser aberto em várias posições intermédias, conforme necessário, utilizando um botão (na chave ou junto ao espelho retrovisor interno).
Novas funcionalidades
A gama Renault 4 E-Tech recebe também novas funcionalidades de segurança e assistência ao motorista. A começar pelo sistema de monitorização da atenção do condutor. Utilizando uma câmera internar instalada na coluna esquerda do para-brisa, esta função detecta o cansaço ou a distração do motorista. Como resultado, o seu nível de alerta passa a ser incluído num sistema de pontuação apresentado após cada viagem.

Outro novo sistema de auxílio ào motoista centrado na segurança é a função de assistência à parada de emergência. Em conjunto com o assistente de condução, o sistema desacelera o automóvel até à imobilização (sempre que possível) caso o motorista esteja inativo (sem as mãos no volante).
Além disso, o assistente de condução é agora preditivo: utilizando os mapas integrados para analisar a estrada, consegue alertar o condutor para as curvas e cruzamentos, o que colabora para poupar energia.

No plano técnico, foi introduzido um novo sistema de gestão térmica da bateria que permite reduzir significativamente os tempos de carregamento em condições de frio (cerca de 0 °C) ou extremamente frias (-20 °C), através do plano de viagens elétricas.
Consequentemente, carregar a bateria dos 15% aos 80% demora agora 50 minutos, em vez de uma hora, no primeiro caso, e 1h10 minutos em vez de 1h45 minutos, no segundo, quando o veículo foi conduzido durante menos de 10 minutos. Os tempos de carregamento são ainda reduzidos para 40 e 55 minutos, respectivamente, se o automóvel foi conduzido durante mais de uma hora.
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