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Home Matérias Análises

CHEVROLET SONIC ESTREIA POR R$ 129.990 E OCUPA ESPAÇO ENTRE ONIX E TRACKER

PRODUZIDO NO BRASIL E EXPORTADO PARA VÁRIOS PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL, MODELO ESTREIA NOVA IDENTIDADE VISUAL DA MARCA E TRAZ PACOTE TECNOLÓGICO ATUALIZADO

identicon por Gerson Borini
08/05/2026
em Análises, Avaliações, Front Page, GB, Lançamentos
Fotos: Divulgsção GM/Fábio Gonzalez

Fotos: Divulgsção GM/Fábio Gonzalez

A GM apresentou ontem (7) o Chevrolet Sonic, seu novo modelo produzido em Gravataí, RS, que inaugura uma nova fase da marca no segmento de utilitários esporte compactos. Posicionado entre o futuro Onix Activ e o Tracker, o Sonic estreia em duas versões, Premier (R$ 129.990) e RS (R$ 135.990).

 

A GM aposta fortemente no crescimento dos chamados suves de entrada com visual mais esportivo e urbano, segmento que vem atraindo consumidores que antes migravam naturalmente para hatches compactos topo de linha. Nesse cenário, o Sonic surge como uma peça estratégica não apenas para disputar mercado com Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Nivus, mas também para ocupar um espaço que a própria Chevrolet ainda explorava de maneira tímida.

Apesar do fabricante classificá-lo como “SUV cupê”, o Sonic se aproxima mais de um suve subcompacto tradicional com inspiração esportiva do que propriamente de um cupê elevado nos moldes do Fiat Fastback e VW Nivus. A linha do teto é a mesma do Onix, e o vidro traseiro é mais inclinado, mas sem comprometer a área envidraçada ou a praticidade típica do segmento.

Coluna “C” (traseira) tem pouca inclinação para ser considerado cupê

Visual sofisticado e identidade global

O Sonic estreia a nova identidade visual global da Chevrolet. A dianteira adota iluminação dividida em dois níveis, assinatura luminosa de LED e a nova gravata-borboleta, logotipo da marca, redesenhada, integrada ao conjunto frontal e iluminada. Há clara inspiração nos modelos elétricos mais recentes da GM, especialmente no Equinox EV.

Iluminação de LED dividida em dois blocos

As proporções reforçam a tentativa de transmitir robustez. São 4.230 mm de comprimento, 1.770 mm de largura e 1.530 mm de altura, além de vão livre de 200 mm no centro do carro, um número bastante relevante para a realidade urbana brasileira, e cerca de 70 mm mais alto que o Onix. Molduras escurecidas, rodas de 17 polegadas com pneus 205/50 R17 e a traseira mais elevada ajudam a construir uma aparência mais encorpada.

Versão Premier

A versão Premier aposta numa leitura mais sofisticada, com acabamento interno em tons claros e detalhes cromados, enquanto a RS segue caminho mais esportivo, com teto escurecido, costuras vermelhas, rodas exclusivas e cabine no conceito pretinho básico.

Versão RS

Interior mais refinado

O painel adota linhas horizontais e quadro de instrumentos digital de 8 polegadas com central multimídia de 11 polegadas voltada para o motorista. Um ponto que poderia receber maior atenção da GM é o grafismo do quadro de instrumentos, já que suas quatro opções visuais seguem praticamente as mesmas vistas em outros modelos da marca, do Onix ao Trailblazer. Poderia haver maior criatividade e pelo menos uma identidade exclusiva para cada veículo.

 

A fabricante destaca os bancos construídos com espuma adicional tipo face de travesseiro e melhor aproveitamento do espaço interno. O pacote tecnológico inclui Wi-Fi nativo, OnStar, Android Auto e Apple CarPlay sem fio, carregador de telefone celularpor indução e atualização de software remota.

 

Outro destaque é a estreia da nova geração do Chevrolet Intelligent Driving (Condução Inteligente), sistema que utiliza câmera frontal de alta definição com cobertura ampliada para alimentar recursos como frenagem automática de emergência, assistente de permanência na faixa, alerta de ponto cego e correção de saída involuntária de faixa. Há controle de velocidade de cruzeiro simples e ar-condicionado automático e digital de zona única; Bolsas infláveis, seis.

Teto solar poderia ser uma opção futura para o modelo

Foco na eficiência

O Sonic tem motor tricilindro 1-litro turbo de injeção direta de 115 cv e 18,9 m·kgf (2,1 m·kgf a mais que o Tracker 1,0, que também utiliza injeção direta) associado ao câmbio automático epicíclico de seis marchas. Segundo a GM, o conjunto recebeu calibração específica para o Sonic. O acionamento dos comandos de válvulas por correia dentada banhada em óleo, componente que conta com garantia de 240 mil km, permanece.

Instalação do motor utiliza coxim hidráulico

Os números divulgados mostram desempenho competitivo para a categoria. A aceleração de 0 a 100 km/h fica na casa dos 10 segundos .O consumo rodoviário está homologado junto ao Inmetro em 14,8 km/l de gasolina (E22) e 10,4 km/l de álcool . Com 1.139 kg de peso em ordem de marcha, o Sonic também se beneficia da relação peso-potência favorável (9,9 kg/cv), permitindo retomadas de velocidade de 80 a 120 km/h em 8 segundos com aceleração plena, o que se traduz em fcailidade e boa margem de segurança mas ultrapassagens.

O coeficiente aerodinâmico (cX) 0,35, abaixo da média tradicional dos suves compactos, além do uso de pneus de baixa resistência ao rolamento e do gerenciamento inteligente de carga da bateria, contribuem para a eficiência energética.

Boa altura livre do solo

Na parte dinâmica, a marca promete um comportamento mais refinado e segundo conversa com engenheiros da fabricante, a calibração dos amortecedores e da direção eletroassistida buscam um maior equilíbrio entre conforto no uso urbano e estabilidade em velocidades mais altas. Os reforços estruturais na carroceria visaram a alra rigidez torcional e ainda permitem alocar até 50 kg de carga no bagageiro de teto.

A avaliação dinâmica para a imprensa está prevista para o final do mês, quando finalmente poderemos dirigir o veículo e confirmar todos os seus atributos dinâmicos. A conferir.

Lanternas traseiras fdeLED com iluminação fragmentada

Provável dilema dentro da GM

Talvez o aspecto mais interessante do Sonic seja justamente seu posicionamento comercial. Com preços entre R$ 130 mil e R$ 136 mil, ele entra numa faixa bastante próxima das versões mais caras do Onix e das mais baratas do Tracker.

Isso pode criar um efeito de canibalização inevitável dentro da própria marca, descartada pelos executivos com quem conversei. Porém, muitos consumidores que anteriormente sairiam da concessionária com um Onix Premier ou RS provavelmente passarão a enxergar no Sonic uma alternativa mais moderna simplesmente pelo visual de suve, posição de dirigir elevada e maior sensação de robustez, características extremamente valorizadas hoje pelo mercado brasileiro.

Ao mesmo tempo, o Sonic surge justamente para ocupar o espaço criado pela mudança no comportamento do consumidor brasileiro. Embora os hatches compactos ainda mantenham participação relevante no mercado, é evidente a migração gradual do público para suves urbanos de dimensões semelhantes, mas com visual mais robusto e maior sensação de versatilidade no uso diário.

Dentro desse cenário, o Sonic parece menos um “SUV cupê” propriamente dito e mais a evolução natural de um conceito que a Chevrolet já vinha ensaiando há anos, ocupando o espaço que muitos imaginavam para um futuro Onix Activ, porém com proposta mais sofisticada.

GB

Obs.: ficha técnica e lista de equipamentos só serão divulgadas por ocasião do evento de avaliação no final do mês.

Tags: ChevroletChevrolet SonicChevrolet Sonic 2027GMSUV compactoSUV cupêSuve compacto
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