Vem da Alemanha a novidade. A parceria entre o fabricante de autopeças Aumovio e a TrinamiX, subsidiára da BASF, resultou numa solução que promete atacar um dos maiores gargalos da segurança viária: dirigir sob efeito de álcool acima dos limites estabelecidos em lei. Trata-se de um sensor biométrico que mede a porcentagem de álcool no sangue (alcoolemia) e entrega o resultado em poucos segundos. A operação é tão intuitiva quanto desbloquear a tela de um smartphone.
Grande mérito da engenharia aqui foi a miniaturização. O sistema utiliza espectroscopia e inteligência artificial para analisar a reflexão da luz nos tecidos sob a pele. Isso permite que o sensor seja integrado de forma fácil ao painel ou console, sem poluir o visual do interior — ponto crucial para não comprometer os interiores sofisticados dos carros atuais.
Quando a ponta do dedo é colocada no sensor (foto de abertura), pulsos de luz invisíveis são emitidos e quaisquer moléculas de álcool presentes podem ser detectadas. A reflexão característica da luz é então analisada usando métodos de avaliação baseados em IA para determinar com precisão o teor de álcool no sangue.
Esse novo tipo de “bafômetro” já nasce preparado para futuras exigências da lei, sem sacrificar a comodidade. A precisão técnica do método já teve eficácia comprovada em estudos clínicos na Alemanha. Em breve, uma versão comercial poderá ser oferecida aos fabricantes de veículos. Preço ainda por anunciar.
É a tecnologia que age de forma preventiva e discreta, antes mesmo de o motorista dar a partida do motor a combustão ou energizar o motor elétrico.
Não é tão simples
No caso de impedir o funcionamento do motor, o etilômetro digital terá que levar em consideração a alcoolemia permitida para dirigir no país. Será necessário o motorista informar no aparelho em que país está e sua idade, dada as diferenças de alcoolemia para digir permitidas nos 195 países do mundo.
O etilômetro digital não substitui os atuais portáteis usados pela polícias de todo o mundo.
BS

